Equador (Rio Grande do Norte)

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Equador
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Equador
Bandeira
Brasão de armas de Equador
Brasão de armas
Hino
Gentílico equadoense
Localização
Localização de Equador no Rio Grande do Norte
Localização de Equador no Rio Grande do Norte
Mapa de Equador
Coordenadas 6° 56' 42" S 36° 43' 04" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Norte
Região intermediária[1] Caicó
Região imediata[1] Caicó
Municípios limítrofes São José do Sabugi, Tenório, Junco do Seridó, Parelhas e Santana do Seridó
Distância até a capital 283 km
História
Fundação 1856
Aniversário 17 de março
Administração
Prefeito(a) Noeide Clemens Ferreira de Oliveira (DEM, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 264,985 km²
População total (est. IBGE/2019[2]) 6 045 hab.
Densidade 22,8 hab./km²
Clima Não disponível
Altitude 572 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,623 médio
 • Posição RN: 52°
PIB (IBGE/2010[4]) R$ 34 232,000 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 4 528,53
Website www.equador.rn.gov.br (Prefeitura)

Equador é o município mais meridional do estado brasileiro do Rio Grande do Norte, localizado na região do Seridó. De acordo com a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população estimada em 2019 é de 6.045 habitantes. Sua área territorial é de 264,985 km². A sua economia está voltada à extração de minérios, sendo o principal produto de extração o caulim, minério composto de silicatos hidratados de alumínio.

História[editar | editar código-fonte]

O atual município de Equador-RN, nasceu em consequência de uma promessa, feita pelo senhor Simão Gomes da Silva em 1856, quando uma epidemia do cólera estava dizimando os habitantes da região.Temendo uma catástrofe, fez um voto a São Sebastião que se ele o livrasse e seus familiares da doença, doaria um terreno, edificaria uma capela e colocaria uma imagem do referido santo.

A terrível peste não foi contraída por Simão e nem por seus familiares e ele cumpriu a promessa. Doou 220 metros quadrados de terra, construiu a capela e colocou a imagem de São Sebastião. Então, começara a surgir construções de residências nas imediações da capela, nascendo assim em 1856 o povoado de São Sebastião, sendo este seu primeiro nome. A primeira missa foi celebrada no mesmo ano em que foi fundado o povoado, 1856. A primeira feira livre aconteceu em 1870 debaixo de uma baraúna. Simão Gomes faleceu em 1886.

Em outubro de 1938, o povoado de Equador passou a ser distrito de Parelhas e em 1º de janeiro de 1939, passou a vila, tendo como subprefeito o Senhor Jacob Alves de Azevedo. Em 11 de maio de 1962, Equador passou à cidade, através da lei nº 2,799. O novo município foi instalado em 17 de março de 1963 e o primeiro prefeito foi o senhor José da Costa Cirne Filho, que administrou interinamente por dez meses.

A primeira pessoa que escreveu sobre a história de Equador foi a geógrafa Maria Zélia Batista Guedes, filha do ex-vereador José Batista de Oliveira, seu Dedé Batista, poeta e vereador por vários mandatos na câmara foi propositor de vários projetos que beneficiaram o município e hoje a casa legislativa leva seu nome. Esse trecho, acima, é parte do trabalho Aspectos gerais do município de Equador-RN, de autoria de Maria Zélia Batista Guedes.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Equador e municípios limítrofes (em verde, municípios da Paraíba)

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[5] Equador pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Caicó.[1] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião do Seridó Oriental, que por sua vez estava incluída na mesorregião Central Potiguar.[6]

Com uma área de 264,985 km²,[2] Equador é o município mais a sul do estado do Rio Grande do Norte, distante 283 km de Natal, capital estadual,[7] e 2 114 km km de Brasília, capital federal.[8] Limita-se com os municípios de Santana do Seridó a noroeste, Parelhas a norte e o estado da Paraíba nas demais direções (São Vicente do Seridó a nordeste, Tenório a sul e sudeste, Junco do Seridó a sul e sudoeste e São José do Sabugi a oeste).

O relevo do município está inserido no Planalto da Borborema, formada por terrenos antigos originários do período Pré-Cambriano. Equador está situado em área de abrangência de rochas que formam o embasamento cristalino, do Grupo Seridó, formadas durante o período Pré-Cambriano inferior, com idade entre 570 milhões e um bilhão de anos. Geomorfologicamente predominam formas de relevos tabulares com topo plano, com diferentes aprofundamentos de drenagens e ordens de grandeza, normalmente separados por vales de fundo plano. Apenas no sul do município o relevo é mais aguçado, com vales em formato de “V”.[9]

Maiores acumulados de precipitação em
24 horas registrados em Equador por
meses (EMPARN, 1933-presente)[10][11]
Mês Acumulado Data
Janeiro 108,4 mm 26/01/2004
Fevereiro 110,2 mm 24/02/1974
Março 109,2 mm 31/03/2016
Abril 137 mm 11/04/1985
Maio 90,9 mm 21/05/1938
Junho 78,7 mm 08/06/2006
Julho 50,8 mm 02/07/1990
Agosto 39 mm 05/08/1986
Setembro 60,2 mm 18/09/1934
Outubro 58,1 mm 24/10/2010
Novembro 70,3 mm 25/11/1947
Dezembro 95,3 mm 08/12/1989

O tipo de solo é o litólico eutrófico, que é altamente fértil, textura média ou formada por areia e forte drenagem, além de ser raso e pedregoso.[9][12] Esse solo, por ser pouco desenvolvido, é coberto pela caatinga, uma vegetação de pequeno com espécies adaptadas à seca, com arbustos e árvores ralas e xerófitas, como o facheiro (Pilosocereus pachycladus), o faveleiro (Cnidoscolus quercifolius), a jurema-preta (Mimosa hostilis), o macambira (Bromelia laciniosa), o mandacaru (Cereus jamacaru) e o xique-xique (Pilosocereus polygonus). O município encontra-se em processo de desertificação "muito grave", conforme o Plano Nacional de Combate à Desertificação (PNCD). Cortado pelos rios Seridó e Malhada Grande, Equador está inserido na bacia hidrográfica do Rio Piranhas-Açu; os principais reservatórios, com capacidade igual ou superior a 100 000 metros cúbicos (m³) de água, são os açudes Mamão (1 183 000 m³), Equador (150 000 m³) e Riacho Verde (100 000 m³).[9]

O clima de Equador é semiárido quente[9] (tipo Bsh na classificação climática de Köppen-Geiger), com chuvas concentradas no trimestre de vai de fevereiro a abril. O índice pluviométrico é de apenas 445 milímetros (mm) anuais,[13] um dos mais baixos do Rio Grande do Norte. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), desde 1933 o maior acumulado de precipitação (chuva) em 24 horas registrado em Equador foi de 137 mm em 11 de abril de 1985. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 110,2 mm em 24 de fevereiro de 1974, 109,2 mm em 31 de março de 2016, 108,4 mm em 26 de janeiro de 2004, 108 mm em 23 de março de 1950, 106,8 mm em 21 de abril de 2011, 105,9 mm em 20 de março de 1946, 104,9 mm em 9 de março de 1934, 102,6 mm em 26 de fevereiro de 1940 e 100 mm em 18 de abril de 1974. O mês mais chuvoso foi janeiro de 2004, quando foram registrados 662,8 mm.[10][11]

Dados climatológicos para Equador
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 29,7 29,4 28,8 27,9 26,6 25,2 25 25,6 27,3 28,8 29,4 29,7 27,8
Temperatura média (°C) 24,5 24,3 24,1 23,6 22,8 21,7 21,2 21,4 22,5 23,5 24 24,3 23,2
Temperatura mínima média (°C) 19,3 19,3 19,4 19,3 19,1 18,3 17,5 17,3 17,8 18,3 18,7 19 18,6
Precipitação (mm) 33 80 126 115 31 16 15 4 1 2 4 18 445
Fonte: Climate-data.org[13]

Economia[editar | editar código-fonte]

Há neste município algumas indústrias de beneficiamento de caulim como a CAULINIA, Caulim Seridó, Caulim Potiguar e CAULISE, dentre outras, as quais geram empregos diretos e indiretos informais como garimpeiros e lenhadores.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Equador é formado apenas pelo distrito-sede e, segundo divisão oficial reconhecida pelo IBGE em 2010, a zona urbana do município é dividida, além do Centro, em outros quatro bairros.[14] A zona rural é formada por várias comunidades.[15]

Bairros oficiais de Equador (IBGE/2010)[14]
Bairro
População
Homens
Mulheres
Alto da Bela Vista 302 163 139
Alto do Juazeiro 587 307 279
Centro 1 361 658 703
Dinarte Mariz 770 375 395
José Marcelino 1 791 862 929

Cultura[editar | editar código-fonte]

A Secretaria de Educação, Cultura e Desportos é o órgão da prefeitura responsável pela educação e pela área cultural e esportiva do município de Equador. É ela que organiza atividades e projetos culturais, além do setor turístico da cidade.[9] Segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA), Equador contava, em 2008, com duas bibliotecas, um ginásio poliesportivo, dois clubes sociais, sete campos de futebol e uma quadra de esportes.[9]

Equador conta com alguns pontos turísticos, sendo os mais importantes a Capela de São Sebastião - construída em homenagem a São Sebastião, num terreno doado por Simão Gomes da Silva -, O Pinga, o Açude dos Mamões - que abastece a população equadoense - e a Escavação de Minas Antiga.[9] No ramo dos eventos, destacam-se a festa de emancipação política (realizada em 17 de março), o São João nos Bairros (realizado sempre no mês de junho), o São João Fora de Época (em agosto), o Equaforró (em setembro,Semana da Juventude (em Outubro) e a festa do padroeiro São Sebastião, realizada no mês de novembro.[9]

Referências

  1. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. a b c IBGE. «Brasil / Rio Grande do Norte / Equador». Consultado em 19 de dezembro de 2019 
  3. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Consultado em 4 de setembro de 2013 
  4. a b IBGE. «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. IBGE (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 27 de maio de 2020. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2017 
  6. IBGE (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 44–45. Consultado em 27 de maio de 2020. Cópia arquivada (PDF) em 25 de setembro de 2017 
  7. «Distância entre Natal e Equador». Consultado em 21 de fevereiro de 2015 
  8. «Distância entre Brasília e Parelhas». Consultado em 21 de fevereiro de 2015 
  9. a b c d e f g h Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA-RN) (2008). «EQUADOR» (PDF). Consultado em 22 de julho de 2014. Cópia arquivada (PDF) em 28 de julho de 2014 
  10. a b Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). «Código da Estação: 00636024». Agência Nacional de Águas (ANA). Consultado em 21 de fevereiro de 2015 
  11. a b EMPARN. «Monitoramento pluviométrico». Consultado em 21 de fevereiro de 2015 
  12. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). «Mapa Exploratório-Reconhecimento de solos do município de Equador, RN» (PDF). Consultado em 21 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada (PDF) em 22 de fevereiro de 2015 
  13. a b «Clima: Equador». Consultado em 11 de junho de 2014. Cópia arquivada em 27 de maio de 2020 
  14. a b IBGE (2010). «População por bairros - Rio Grande do Norte - 2010». Consultado em 9 de fevereiro de 2014 
  15. IBGE (2010). «Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticas». Consultado em 9 de fevereiro de 2014