Olivedos

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Olivedos
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Olivedos
Bandeira
Brasão de armas de Olivedos
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "A cidade do amor"
Gentílico olivedense
Localização
Localização de Olivedos na Paraíba
Localização de Olivedos na Paraíba
Olivedos está localizado em: Brasil
Olivedos
Localização de Olivedos no Brasil
Mapa de Olivedos
Coordenadas 6° 59' 27" S 36° 14' 38" O
País Brasil
Unidade federativa Paraíba
Região intermediária[1] Campina Grande
Região imediata[1] Campina Grande
Municípios limítrofes Pocinhos, Cubati, Soledade, São Vicente do Seridó, Barra de Santa Rosa.
Distância até a capital 153 km
História
Fundação 28 de dezembro de 1961
Aniversário 28 de dezembro
Administração
Prefeito(a) José de Deus Aníbal Leonardo "Deusinho" (PRB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 317,900 km²
População total (IBGE/2010[3]) 3 627 hab.
Densidade 11,4 hab./km²
Clima Tropical Chuvoso, com verão seco (As')
Altitude 559 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [4]) 0,627 médio
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 15 074,321 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 4 204,83

Olivedos é um município brasileiro do estado da Paraíba, localizado na Região Geográfica Imediata de Campina Grande. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2009 sua população era estimada em 3.622 habitantes. Área territorial de 318 km².

História[editar | editar código-fonte]

Era a fazenda São Francisco, de propriedade de António Francisco da Costa, depois Teodósio de Oliveira Lêdo demarcou a fazenda para si. Lá ele construiu uma casa, que até hoje existe na entrada da cidade próximo ao Mercado Santo Expedito, e que ainda é motivo de brigas por parte de supostos herdeiros. O cemitério é datado de 1763, usado para abrigo de mortos vitimados de Cólera, foi tumulo de Maria José de Miranda (uma mulher rica e que doou o terreno do Sitio Miranda ao casal Tomaz de Aquino Pimenteiro e Maria Romeu da Silva). A igreja local, a qual é uma das mais velhas da região se contados os anos em que era capela, é datada, como igreja, do ano de 1865, em parceria com o capitão João Tavares Brito, proprietário do Sítio Santa Flora, seria muito mais velha se o Frei Ibiapina não tivesse sido expulso da localidade pelo capitão João Tavares. A cidade foi por muito tempo distrito de Soledade, graças as decreto lei estadual n° 1010, de 30 de Março de 1939, se desmembrando em 1962, aliás suas histórias andam de mãos dadas, tanto antigos moradores de Soledade eram nascidos em Olivedos, como vice e versa, como exemplo temos Bento Guiné, um olivedense, que participou da construção do primeiro mercado da cidade de Soledade. Olivedos conseguiu a emancipação em 1961, mas na realidade só foi conseguida um ano depois, em 1962, com o nome atual, uma homenagem ao colonizador Oliveira Lêdo, homenagem esta hoje questionada por quem conhece a verdadeira história desse homem, um capitão-mor que devastou a população indígena do local, matando homens, mulheres e crianças, sem dó nem piedade.

Antônio Silvino no município de Olivedos[editar | editar código-fonte]

Antônio Batista de Morais, ou simplesmente Antônio Silvino, ou popularmente "Rei das Emboscadas", esteve no município de Olivedos entre os anos de 1909 e 1910, perseguindo José de Couto (vulgo Zé Pesão). Percorreu as localidades dos Sitios Juá, Cabaças e Malhada de Areia, no último ainda se encontra os restos da casa de Zé Pesão, e ainda é possível ver as marcas do último ataque de Antônio em Zé, onde ele alvejou toda a casa de José.

Primeiros habitantes[editar | editar código-fonte]

Toda a região era dominada pelos índios Cariris, a qual se dividia em várias tribos, entre elas as dos Tabajaras e Tapuias dos quais até hoje ainda existem vestígios, como pinturas (Em Olivedos existe uma pedra totalmente pintada por índios Tapuias ou Tarairius, a cerca de dois séculos atrás, chamada de "Pedra do índio"), armamentos e objetos feitos de argila, o que faz da região uma fonte de saber histórico praticamente não estudado, uma fonte tão boa que foram encontrados por coincidência por alguns trabalhadores em uma escavação fetos de dois índios, em um pote de argila, em uma relevante conservação graças a ervas colocadas durante o ritual de "enterro".

A chegada dos "colonizadores"[editar | editar código-fonte]

Teodósio de Oliveira Ledo foi o homem encarregado de colonizar boa parte da região, hoje pertencente a Paraíba, um homem frio, que queria, com extrema violencia, matar todo e qualquer índio que por aqui estivesse. Há relatos de atos cometidos por este homem que provam sua fama de matador, relatos estes que incluem, morte de crianças, facadas em barrigas de gestantes, entres outras coisas. Por isso hoje algumas pessoas pedem a mudança do nome da cidade, pois fora feita uma "homenagem" ao Capitão-mor.

Século XX - Emancipação Politica[editar | editar código-fonte]

A emancipação política do município foi criada pela Lei n. 2.706 de 28 de dezembro de 1961 no Governo de Pedro Moreno Gomdim, através de solicitações do deputado Estadual Geroncio da Nobrega influenciado pelas lideranças locais nas pessoas do senhores Manoel Araújo de Souto, Matias Paulino da Costa, Evilazio de Albuquerque Melo e Deudedit de Souza Lima. A instalação oficial do município ocorreu no dia 20 de janeiro de 1962, desmembrando de Soledade, formando o único distrito o da sede.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005[6]. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

Clima[editar | editar código-fonte]

Dados do Departamento de Ciências Atmosféricas, da Universidade Federal de Campina Grande, mostram que Olivedos apresenta um clima com média pluviométrica anual de 485,3 mm e temperatura média anual de 23,0 °C.

Dados climatológicos para Olivedos
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 30,9 30,5 29,9 29,0 27,7 26,5 26,3 27,4 28,8 30,5 31,2 31,3 29,2
Temperatura média (°C) 24,2 24,1 23,8 23,5 22,6 21,6 21,0 21,3 22,2 23,3 23,9 24,2 23,0
Temperatura mínima média (°C) 20,0 20,2 20,2 19,9 19,2 18,1 17,1 17,0 18,0 18,8 19,4 19,9 19,0
Chuva (mm) 27,8 55,2 94,1 102,2 57,5 49,7 37,1 15,8 7,1 5,0 5,6 12,1 485,3
Fonte: Departamento de Ciências Atmosféricas.[7][8][9][10]

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  6. Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro Arquivado em 26 de março de 2010, no Wayback Machine..
  7. «TEMPERATURA COMPENSADA MENSAL E ANUAL DA PARAÍBA». Departamento de Ciências Atmosféricas. Consultado em 13 de julho de 2018. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014 
  8. «TEMPERATURA MÍNIMA MENSAL E ANUAL DA PARAÍBA». Departamento de Ciências Atmosféricas. Consultado em 13 de julho de 2018. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014 
  9. «PRECIPITACAO MENSAL». Departamento de Ciências Atmosféricas. 1911–1990. Consultado em 13 de julho de 2018. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014 
  10. «TEMPERATURA MAXIMA MENSAL E ANUAL DA PARAIBA». Departamento de Ciências Atmosféricas. 1911–1980. Consultado em 13 de julho de 2018. Cópia arquivada em 11 de junho de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]