Tonheca Dantas

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Tonheca Dantas
Tonheca Dantas.

Tonheca Dantas.
Informação geral
Nome completo Antônio Pedro Dantas
Nascimento 13 de junho de 1871
Origem Carnaúba dos Dantas, RN
País Flag of Empire of Brazil (1870-1889).svg Brasil
Morte 7 de fevereiro de 1940 (68 anos)
Gênero(s) Choro, Polka, Tango brasileiro, Marcha, Valsa, Dobrados
Instrumento(s) clarinete

Antônio Pedro Dantas, conhecido como Tonheca Dantas (Carnaúba dos Dantas,13 de junho de 1871Natal 7 de fevereiro de 1940[1]) foi um compositor e maestro brasileiro, autor de uma obra de mais de mil peças musicais. Era filho de João José Dantas e da escrava alforriada Vicência Maria do Espírito Santo.

Despertou o gosto pela música desde criança, aprendendo com os irmãos em uma banda de música da sua cidade. Jamais teve formação superior como músico, era autodidata. Em 1898 foi contratado como maestro da Banda de Música da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, função que exerceu por três anos. Em 1903, mudou-se para Belém do Pará, sendo contratado como regente da Banda de Música do Corpo de Bombeiros. Em 1910, foi para a Paraíba onde regeu as bandas de música das cidades de Alagoa Grande e Alagoa Nova. Retornou definitivamente em 1911 para Natal, onde passou a integrar a Banda de Música da Polícia Militar.

Foi compositor de uma vasta obra até hoje executada pelas bandas filarmônicas Brasil a fora e até mesmo no exterior, é de sua autoria a Valsa Royal Cinema, que compôs para um cinema da cidade de Natal, pertencente a um amigo. Esta valsa foi tocada exaustivamente pela Rádio BBC de Londres, durante a Segunda Guerra Mundial, infelizmente executada como sendo de “autor desconhecido”.

Suas composições eram principalmente valsas, mas também dobrados, maxixes, hinos, xotes, polcas, marchas e outros gêneros musicais orquestrados. São obras famosas também a Valsa Delírio, a suíte Melodia do Bosque, Valsa A Desfolhar Saudades, a marcha solene Republicana, dobrado Tenente José Paulino, embaixador na paraíba, correio do norte.

O ex-prefeito de Natal na década de 60, Djalma Maranhão, costumava chamar Tonheca Dantas de Strauss Papa-Jerimum. O governo do Estado do Rio Grande do Norte prestou-lhe uma homenagem com a inauguração da Sala Tonheca Dantas, no Teatro Alberto Maranhão. Cláudio Galvão, em sua biografia sobre o maestro conta esse episódio ocorrido no teste para maestro da Banda de Música da PMRN, em 1898: Em seguida foi a vez de Tonheca Dantas. O comandante lhe entregou uma partitura diferente da primeira e perguntou ao candidato qual o instrumento que iria escolher. ‘Qualquer um…’ respondeu. ‘O Sr. Diga qual o que quer’. Os membros da comissão se entreolharam, surpresos com a audácia daquele sertanejo moreno e franzino e resolveram por a prova seus conhecimentos mandando que fosse tocando a peça nos diversos instrumentos da banda.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • GALVÃO, Cláudio. A desfolhar saudade: uma biografia de Tonheca Dantas. Departamento Estadual de Imprensa/Gráfica Santa Maria. Natal, 1998.

Referências

  1. «dicionariompb.com.br/tonheca-dantas». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 25 de outubro de 2017