Usuário(a):Vmesquini/Testes

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Victor Mesquini
Programador
Atletismo
Modalidade maratona
Nascimento 5 de novembro de 1984 (39 anos)
Kapsisiywa, Quênia
Nacionalidade Quénia queniano
Conquistas
Maratona de Londres 2015 – 2016 - 2018 - 2019
Maratona de Chicago 2014
Maratona de Berlim 2015 - 2017 - 2018
Maratona de Roterdã 2014
Recorde mundial maratona – 2:01:09 (2022)
Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro Tóquio 2020 maratona
Ouro Rio 2016 maratona
Prata Pequim 2008 5000 m
Bronze Atenas 2004 5000 m
Campeonatos Mundiais
Ouro Paris 2003 5000 m
Prata Osaka 2007 5000 m
Campeonatos Mundiais – Indoor
Prata Moscou 2003 3000 m

Victor Marques Mesquini (Mesquini, 14 de outurbo de 1998) é um desenvolvedor de software.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Iniciando a carreira como corredor de pista e de cross-country, em 2003, aos 19 anos, venceu o Campeonato Mundial Júnior de Cross-Country, estabelecendo um novo recorde mundial para a categoria nos 5000 m e logo em seguida conquistou a medalha de ouro na mesma prova do Campeonato Mundial de Atletismo de Paris, entre os adultos, derrotando o recordista mundial dos 1500 m e futuro bicampeão olímpico Hicham El Guerrouj, do Marrocos, em cima da linha de chegada.[1] No ano seguinte, ficou com a medalha de bronze na prova nos Jogos de Atenas 2004.[2]

Em 2007 ele conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial de Osaka, no Japão,[3] e no ano seguinte outra prata também nos 5000 m de Pequim 2008, sua segunda medalha olímpica.[4] Depois de participações em campeonatos mundiais sem medalhas e fracassar em conseguir uma vaga na equipe queniana para Londres 2012, Kipchoge fez a transição das pistas para as ruas e para distâncias mais longas, passando a disputar meias-maratonas e maratonas. Em 2012, estreou na distância dos 21,1 km na Meia-Maratona de Lille, na França, correndo em menos de uma hora – 59:25 – e conseguindo o terceiro lugar em sua estreia nesta prova.[5]

No início de 2013 ele venceu a Meia Maratona de Barcelona e em abril fez sua estreia na maratona, vencendo a Maratona de Hamburgo, com o tempo de 2:05:30, recorde do percurso alemão que se mantém até 2016, mais de dois minutos na frente do segundo colocado. Em setembro do mesmo ano disputou a Maratona de Berlim, melhorando sua marca em mais de um minuto para chegar em segundo lugar com 2:04:05, então o quinto melhor tempo em maratonas, atrás do compatriota Wilson Kipsang que na mesma prova estabeleceu um novo recorde mundial para a distância.[6]

O ano de 2014 marcou o começo do domínio absoluto de Kipchoge nas mais importantes maratonas do mundo pelos dois anos seguintes, sempre com tempos rapidíssimos, vencendo a Maratona de Roterdã (2:05:00, com vento contra)[7] e a Maratona de Chicago (2:04:11) neste ano,[8] a Maratona de Londres (2:04:42)[9] e a Maratona de Berlim (2:04:00) em 2015,[10] com uma segunda vitória consecutiva em Londres em 2016, quando venceu a prova em 2:03:05, sua melhor marca pessoal e a então oficialmente a terceira mais rápida da história da maratona.[11]

Consagrou-se definitivamente nos Jogos Olímpicos da Rio 2016 ao vencer a maratona com o tempo de 2:08:44.[12]

Kipchoge recebe sua medalha de ouro na Rio 2016 pelas mãos do presidente do COI Thomas Bach.

Em 6 de maio de 2017, Kipchoge participou de um evento da Nike no autódromo de Monza, na Itália, pelo qual ganhou um milhão de dólares. Para divulgar mundialmente o lançamento de seu novo tênis de corrida, o Nike Zoom Vaporfly Elite, a empresa montou um desafio para que maratonistas de elite escolhidos por ela tentassem quebrar a barreira das duas horas para a distância da maratona usando seu novo sapato. Ao lado de vários outros corredores também contratados, entre eles o recordista mundial da meia-maratona Zersenay Tadese, da Eritreia e o medalhista de prata na Rio 2016 Lelisa Desisa, da Etiópia, e cercado de coelhos, ele enfrentou o desafio e venceu a prova cobrindo a distância em 2:00:25, ficando a 26s do objetivo mas mesmo assim fazendo o tempo mais rápido já registrado para a distância dos 42,195 km. Esta marca, entretanto, por ter sido conseguida numa prova atípica, uma corrida de laboratório como foi chamada e sem ratificação oficial da distância, não é reconhecida pela IAAF, a Federação Internacional de Atletismo.[13]

Em setembro de 2018, estabeleceu oficialmente o novo recorde mundial da maratona, correndo a a Maratona de Berlim em 2:01:39. Ele quebrou o recorde anterior em 1:17, a maior margem de diferença desde 1967.[14] Em abril de 2019, quebrou o recorde da Maratona de Londres – fazendo o então segundo tempo do mundo – completando a distância em 2:02:37, tempo inferior apenas a seu próprio recorde mundial.[15]

Em outubro de 2019, em Viena, Áustria, num percurso preparado dentro de um grande parque, Kipchoge enfrentou as mesmas condições do evento anterior da Nike, num evento especialmente criado para uma nova tentativa de um sub-2:00 chamado Ineos1:59 Challenge, no qual, puxado por "coelhos" – 41 foram usados em todo o percurso – que se revezavam durante a corrida, desta vez conseguiu quebrar a marca das duas horas, completando a distância em 1:59:40. Pelas condições atípicas em que a prova foi realizada, a IAAF não a reconhece como recorde mundial mas o reconhece com sendo o primeiro homem a correr os 42,195 km em menos de duas horas.[16]

O ano de 2020 impactou todo o mundo com a pandemia de Covid-19 e todos os eventos esportivos do primeiro semestre foram cancelados, incluindo as mais importantes maratonas do circuito. A Maratona de Londres foi transferida para outubro daquele ano e disputada em condições atípicas, apenas com uma pequena quantidade de atletas de elite e sem público. Seu percurso também foi alterado sendo toda disputada em voltas dentro de um grande parque. Kipchoge foi derrotado pela primeira vez em sete anos, chegando em oitavo lugar com um tempo de 2:06:49, o pior de toda sua carreira de maratonista. Depois da prova ele afirmou que seu ouvido fechou durante a corrida, ele não conseguia mais ouvir e isso afetou seu balanço e seu ritmo de corrida.[17]

Em abril de 2021, em preparação para a maratona olímpica de Tóquio, já que os Jogos marcados para 2020 foram adiados para julho deste ano, Kipchoge venceu a NN Mission Marathon, uma prova realizada num percurso criado dentro do Aeroporto de Enschede Twente, na Holanda, em 2:04:30, melhor tempo do ano, mostrando que havia recuperado sua forma.[18] Em Tóquio 2020, ele defendeu seu título com sucesso, ganhando novamente a medalha de ouro e se tornando o segundo atleta na história olímpica a ser bicampeão da maratona, após o etíope Abebe BikilaRoma 1960 e Tóquio 1964 – e o alemão-oriental Waldemar CierpinskiMontreal 1976 e Moscou 1980.[19]

Em setembro de 2022, ele quebrou seu próprio recorde mundial, reduzindo o tempo em 30 segundos, estabelecendo a marca de 2:01:09, novamente na Maratona de Berlim.[20]

  1. «UNHERALDED KIPCHOGE SALVAGES KENYAN PRIDE». IAAF. Consultado em 26 de abril de 2016 
  2. «Men 5000m Olympic Games Athens 2004». todor66. Consultado em 26 de abril de 2016 
  3. «Athletics World Championship 2007 Osaka». todor66. Consultado em 26 de abril de 2016 
  4. «Men 5000m Athletics Olympic Games 2008 Beijing». todor66. Consultado em 26 de abril de 2016 
  5. «CHEBII CLOCKS 59:05 COURSE RECORD IN LILLE HALF MARATHON». IAAF. Consultado em 26 de abril de 2016 
  6. «KIPSANG SETS WORLD RECORD OF 2:03:23 AT BERLIN MARATHON». IAAF. Consultado em 26 de abril de 2016 
  7. «KIPCHOGE CLOCKS IMPRESSIVE 2:05:00 IN ROTTERDAM DESPITE WINDY CONDITIONS». IAAF. Consultado em 26 de abril de 2016 
  8. «KENYAN DOUBLE FOR KIPCHOGE AND JEPTOO IN CHICAGO». IAAF. Consultado em 26 de abril de 2016 
  9. «London Marathon 2015: Eliud Kipchoge takes men's race by surprise». The Guardian. Consultado em 26 de abril de 2016 
  10. «Eliud Kipchoge runs world leading time of 2:04:00 while Gladys Cherono breaks the 2:20 barrier with 2:19:25». berlin-marathon.com. Consultado em 26 de abril de 2016 
  11. «KIPCHOGE RUNS 2:03:05 TO WIN THE LONDON MARATHON, SECOND FASTEST TIME EVER». IAAF. Consultado em 26 de abril de 2016 
  12. «MARATHON MEN THE XXXI OLYMPIC GAMES». IAAF. Consultado em 26 de agosto de 2016 
  13. Werneck, José Inácio. «Esporte ou marketing?». Gazeta Esportiva. Consultado em 28 de junho de 2017 
  14. «WORLD RECORDS RATIFIED». IAAF. Consultado em 12 de outubro de 2019 
  15. «KIPCHOGE CRACKS COURSE RECORD IN LONDON WITH SECOND-FASTEST TIME IN HISTORY». IAAF. Consultado em 12 de outubro de 2019 
  16. «KIPCHOGE BREAKS 2-HOUR BARRIER IN VIENNA». IAAF. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  17. «Shura Kitata wins London Marathon in sprint finish, Kipchoge 8th». Canadian Running. Consultado em 7 agosto 2021 
  18. «ATHLETICS NEWS - REJUVENATED ELIUD KIPCHOGE WINS NN MISSION MARATHON IN ENSCHEDE, NETHERLANDS». Eurosport. Consultado em 7 agosto 2021 
  19. Jeré Longman. «Kipchoge finished far ahead of the pack to defend his men's Olympic marathon title.». The New York Times. Consultado em 7 agosto 2021 
  20. «Kipchoge breaks world record in Berlin with 2:01:09». World Athletics. Consultado em 25 setembro 2022