Vila Nova de Santo André

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Portugal Portugal Vila Nova de Santo André 
  Freguesia  
Igreja da Senhora da Graça
Igreja da Senhora da Graça
Brasão de armas de Vila Nova de Santo André
Brasão de armas
Vila Nova de Santo André está localizado em: Portugal Continental
Vila Nova de Santo André
Localização de Vila Nova de Santo André em Portugal
Coordenadas 38° 04' N 8° 47' O
País Portugal Portugal
Concelho STC1.png Santiago do Cacém
Administração
 - Tipo Junta de freguesia
 - Presidente Jaime António Pereira Pires de Cáceres (PCP-PEV)
Área
 - Total 74,32 km²
População (2011)
 - Total 10 647
    • Densidade 143,3 hab./km²
Código postal 7500 Santo André
Sítio www.santoandre.pt

Vila Nova de Santo André é uma cidade portuguesa do município de Santiago do Cacém, na região do Alentejo e na sub-região do Alentejo Litoral com 74,32 km² de área e 10 647 habitantes (2011). A sua densidade populacional é 143,3 hab/km².

Foi elevada a cidade em 26 de Agosto de 2003, sob o nome de Vila Nova de Santo André, permanecendo inserida no município de Santiago de Cacém.

Vila Nova de Santo André fica a 7 km de Santiago do Cacém e a 13 km de Sines.

População[editar | editar código-fonte]

População da freguesia de Santo André [1]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
983 1 191 1 216 1 284 1 671 1 727 1 916 2 330 2 822 2 927 2 058 5 778 10 751 10 696 10 647
Distribuição da População por Grupos Etários
Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos
2001 1 595 1 827 6 046 1 228 14,9% 17,1% 56,5% 11,5%
2011 1 409 1 137 6 446 1 655 13,2% 10,7% 60,5% 15,5%

Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4%

Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0%

História da freguesia[editar | editar código-fonte]

A ocupação desta freguesia remonta ao tempo do neolítico como o atestam os materiais arqueológicos recolhidos no lugar do Areal. A idade do Bronze também deixou vestígios de ocupação nas Casas Novas e Cerradinha, margem Este da lagoa de Santo André.

Foram identificados na freguesia, pelos arqueólogos Joaquina Soares e Carlos Tavares da Silva, sítios romanos, como a Figueirinha e Cascalheira.

A sua formação é de origem medieval, devendo-se à Ordem de Santiago.

Além da aldeia de Santo André, a freguesia compreendia no século XVIII (1758) três pequenas aldeias: aldeia de Azinhal, com 10 vizinhos, aldeia do Giz com vinte vizinhos e a aldeia de Brescos com 24 vizinhos.

Com o terramoto de 1755, a freguesia "padeceu muita ruína", especialmente nas casas dos moradores, na residência do pároco e na própria igreja, que ficou por consertar até princípio do primeiro quartel do século XIX.

À volta da igreja realizava-se anualmente uma feira no dia 30 de Novembro que chegou a render, segundo o padre António Macedo "24$000 réis de terrado, que se aplicava para a fábrica".

Por volta de 1855 pescadores de Ílhavo e respectivas famílias chegaram à Costa de Santo André, "no recenseamento da população do ano de 1863, existiam na praia de Santo André 6 fogos com um total de 18 pessoas. Havia 9 homens que se dedicavam à profissão de pescadores" relata os "Annaes do Município" de 1869, construíram cabanas e armazéns de colmo e caniço e devido à abundância de sardinha no mar (no Verão) e outro peixe na Lagoa (no Inverno) terão estabelecido duas companhas com lavradores da região, praticando a arte xávega. Pela fonte acima referida, a Câmara Municipal exercia o seu domínio sobre a lagoa, pois já em 1685 a autarquia a arrendou durante o período de três anos pela quantia de 18$500 réis. A lagoa continuou arrendada a particulares até ao ano de 1975, após esta data passa para a gestão do Gabinete da Área de Sines.

Em 1957 surgiram no meio das barracas dois restaurantes. E a partir de então começou a desenvolver-se um aglomerado populacional que ocupou a duna primária.

Para tornar a Lagoa de Santo André um local privilegiado para quem procura a natureza, a Câmara Municipal de Santiago do Cacém promoveu a desocupação da duna primária da Costa de Santo André do caos urbanístico que se agravou na década de 1970 durante a vigência do Gabinete da Área de Sines, criando um novo loteamento destinado a realojamento das famílias até então residentes na duna.

A Lagoa de Santo André constitui um ponto estratégico para a estadia, passagem e nidificação de muitas espécies de aves migratórias. Foi declarada pelo estado Português a Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha pelo Decreto Regulamentar 10/2000 de 22 de Agosto[2].

Nos meados dos anos 1970 começaram a radicar-se na freguesia, na zona do Areal, centenas de famílias atraídas pela oferta de trabalho que o Complexo Industrial de Sines oferecia.

O então Centro Urbano de Santo André caracterizou-se durante anos pela falta de infra-estruturas e equipamentos colectivos. Com a extinção do gabinete da Área de Sines as autarquias passaram a gerir o centro urbano e a situação começou a alterar-se com o desenvolvimento integrado na freguesia, com a radicação dos seus dos seus habitantes e renovação urbana que lhe foram dando uma nova e agradável imagem.

Património[editar | editar código-fonte]

História da cidade[editar | editar código-fonte]

A cidade de Vila Nova de Santo André, que só recentemente tomou a capitalidade da freguesia, não corresponde à antiga aldeia ainda existente e pujante: o burgo original dista 3 quilómetros do austero núcleo urbano criado nos anos 1970 num antigo pinhal.

A nova urbe, que até 1991 não tinha sequer existência administrada como freguesia, é, efectivamente, uma mancha urbana isolada com características de arredor metropolitano de Sines, implantada em plena zona semi-rural alentejana, predominantemente constituída por residentes com forte ligação à cidade industrial de Sines. Foi inicialmente pensada para 100.000 habitantes, criada de raiz para servir de dormitório ao complexo industrial de Sines.

A antiga povoação matriz é muitas vezes denominada de Aldeia de Santo André, retroactiva e informalmente, para evitar confusão de nomes.

Áreas urbanas[editar | editar código-fonte]

Equipamentos públicos[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

A estrutura educacional de Vila Nova de Santo André encontra-se distribuída da seguinte forma:

  • Escolas Básicas (1 °Ciclo): EB nº1, EB nº2 e EB nº3
  • Escolas Básicas (2 °Ciclo + 3 °Ciclo): EB 2/3 - Ciclo Preparatório até ao 9º ano.
  • Escolas Secundária (3º Ciclo): ESPAM - Escola Secundária Padre António Macedo, escola secundária do 7º ao 12ºano.
  • Escolas Superiores: Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares - (ISEIT), suportado por um hotel local, Vila Park, um projecto associado com o instituto de Piaget.

Principais eventos[editar | editar código-fonte]

  • Mostra Internacional de Teatro de Santo Andre
  • Festival das Cores - O Movimento Pelas Artes
  • AJAGATO- GATO SA
  • Festa da Senhora da Graça
  • Festa de São Luís
  • Festa de São Romão
  • Festa de Brescos

Na sede da freguesia comemora-se todos os anos, em Junho, a elevação a vila

Desportivos[editar | editar código-fonte]

. Clube de Ténis de Santo André

Praias locais[editar | editar código-fonte]

Lagoa de Santo André.
  • Porto das Carretas (Vacaria)
  • Fonte do Cortiço (Areias Brancas)
  • Lagoa de Santo André

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre freguesias portuguesas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.