Émile Gallé

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Émile Gallé, 1889

Émile Gallé (4 de Maio de 1846, Nancy23 de Setembro de 1904, Nancy), vitralista e ebanista (a partir de 1880) francês, foi um dos expoentes da art nouveau. Trabalhou com vidros opacos e semitransparentes, ganhando fama internacional pelos motivos florais. Em termos de mobiliário reinaugurou a tradição da marchetaria. A principal temática de seus artefatos são flores e folhagens, realizadas em camadas sobrepostas de vidro, técnica por ele desenvolvida, trabalhando com maestria a opacidade e translucidez do material. Uma produção de fins de século XIX e início do Século XX, traz especificamente paisagens tropicais, inspiradas no Rio de Janeiro.[carece de fontes?]

Seu pai, Charles Gallé, era um experiente pintor parisiense de porcelana,que abrira um comércio desse tipo de artigos na cidade de Nancy e obteve êxito imediato. O pequeno mas distinto atelier de vidros de mesa e artigos de porcelana fez bons negócios. Chegou até a produzir uma vasilha para o palácio de Napoleão III.

Um dos seus trabalhadores apresentou o seu filho mais talentoso, de apenas 11 anos, que já fazia desenhos espetaculares. Assim começou a duradoura relação entre Victor Prouvé e Émile Gallé, doze anos mais velho que ele. Juntos trabalharam com os primeiros desenhos para um aparelho de louça rústico, conhecido como «service de ferme».

Antes de assumir a direção artística do negócio paterno, Émile dedicou-se aos estudos e mudou várias vezes de cidade. Em 1862 mudou-se para Weimar, não para estudar vidraria, mas filosofia, botânica, mineralogia e zoologia - o que indica a sua paixão pela flora e pela fauna.[1] A sua ligação à mineralogia o fez especializar-se na técnica do fabrico do vidro, o que lhe permitiu realizar numerosas invenções nesse âmbito.

Vaso de Émile Gallé com motivos florais. Cristal soprado, em múltiplas camadas, com aplicações de ouro.

O jovem Gallé deixava-se encantar pela atmosfera de Weimar, a cidade dos poetas: ali conheceu e aprendeu a apreciar a música de Franz Liszt e Richard Wagner. Em 1886, mudou-se para Meisenthal, na Lorena, um importante centro de fabricação de vidros, e realizou práticas profissionais no local de trabalho de um antigo companheiro do seu pai durante muitos anos. Na fábrica de vidros artísticos Burgun-Schverer aprendeu a difícil arte do vidro soprado. Esses primeiros anos foram acompanhados de estudos sobre pintura. Também elaborou desenhos que eventualmente poderiam ser de utilidade na empresa do pai.

Em 1871 surgiu a oportunidade de representar o negócio familiar numa exposição em Londres. Lá conheceu o movimento Arts and Crafts e visitou muitas vezes o Museu de Artes e Ofícios, onde entrou em contacto com a arte japonesa. A sua relação com o Japão fortaleceu-se graças à profunda amizade que entabulou com o biólogo Tokuso Takasima, que se instalara em Nancy por volta de 1880 para estudar dasonomia.

Em 1878, Gallé foi contratado como perito no departamento de plantas da Exposição Universal de Paris.

A mudança decisiva no desenvolvimento deste artista data de 1874, altura em que o pai lhe passou a direção artística do ateliê. Quatro anos mais tarde, conseguiu o triunfo na Exposição Universal de Paris com um vidro que despertou muito interesse - o clair de lune, assim chamado em razão do seu tom de safira resultante da adição de óxido de cobalto.[2]

Referências

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