A Turma da Pilantragem

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A Turma da Pilantragem
Informação geral
Origem São Paulo, SP
País Brasil
Gêneros MPB, Samba, Soul
Período em atividade 19681970

A Turma da Pilantragem foi o nome de um grupo musical surgido no movimento cultural brasileiro denominado Pilantragem, em fins da década de 1960.

Índice

[editar] Definição

Segundo um de seus mentores, Carlos Imperial, pilantragem é a apoteose da irresponsabilidade consciente[1]

[editar] História

[editar] Pilantragem

A Pilantragem nasceu como samba-jovem (já que fazia concessão ao uso da guitarra elétrica nos arranjos) num momento de grande efervescência cultural, quando a Jovem Guarda e a Tropicália agitavam a juventude brasileira. O movimento, idealizado por Carlos Imperial a pedido de Wilson Simonal, reuniu outros artistas como Cesar Camargo Mariano e Nonato Buzar. Este último formaria em 1968 o grupo conhecido como Turma da Pilantragem.

A principal característica musical da Pilantragem, definida por Imperial, era o samba tocado em compasso 4/4, inspirado no rock e no soul estadunidenses, particularmente nas gravações de Chris Montez feitas com o arranjador Herb Alpert do Tijuana Brass [2]. Curiosamente, Buzar não acreditava que a idéia pudesse dar certo, e até ofereceu a sua parte na parceria de Carango, música composta com Imperial, por "100 contos".[1] Imperial, contudo, conseguiu convencê-lo a não fazer isso. Finalmente, a música estourou nas paradas de sucesso e Buzar transformou-se num dos grande promotores e compositores do gênero, emplacando sucessos como Uni-du-ni-tê e Vesti azul.[1]

Nesta época, Simonal era o apresentador do programa "Show Em Si… monal" na TV Record (o primeiro programa de TV apresentado exclusivamente por um negro no Brasil),[3] e, segundo recorda Carlos Imperial, a palavra que mais surgia nas conversas entre eles e Cesar Camargo Mariano era "pilantragem". Decidiram então descartar a expressão "samba-jovem" e assumir a "pilantragem", a qual é oficialmente apresentada aos ouvintes na música Nem vem que não tem (letra de Imperial, arranjos de Mariano e voz de Simonal). Na abertura da mesma, o cantor declara: vamos voltar à Pilantragem.[1]

Em 1968, o trio gravou um LP, Pilantrália com Carlos Imperial e a turma da pesada.

[editar] A Turma da Pilantragem

Definitivamente convencido pela arrecadação dos direitos autorais de que a Pilantragem era, enfim, uma boa coisa, Nonato Buzar montou seu próprio grupo em 1968, A Turma da Pilantragem. Ao seu lado, Pedrinho Rodrigues, Cassiano, Edinho Trindade, Nelsinho da Mangueira, Alda Regina e Regininha, entre outros. O grupo lançou um LP homônimo em 1968 (A Turma da Pilantragem). Em 1969, após algumas trocas de componentes, o grupo gravou um segundo LP (também homônimo) e um A Turma da Pilantragem Internacional. Em 1970, o grupo se dissolveu.[4]

[editar] Homenagem

Em 2009, Ed Motta lançou em seu álbum Piquenique uma faixa intitulada justamente "A Turma da Pilantragem", onde homenageia o gênero musical. A música, cantada em dueto com Maria Rita, foi composta por Motta.[5]

[editar] Integrantes

  • Formação original (1968):
    • Pedrinho Rodrigues: saiu em 1969
    • Cassiano: saiu em 1969
    • Edinho Trindade: voz
    • Amaro: saiu em 1969
    • Camarão: voz
    • Alda Regina: saiu em 1969
    • Nelsinho da Mangueira: saiu em 1969
    • Rui Felipe: saiu em 1969
    • Regininha: voz
  • Nova formação (1969-70):
    • José Roberto Bertrami: piano
    • Alexandre Malheiros: baixo
    • Vitor Manga: bateria
    • Fredera: guitarra
    • Márcio Montarroyos: trompete
    • Ion: saxofone
    • Raul de Souza: trombone
    • Tartaruguinha: percussão
    • Dorinha Tapajós: voz
    • Málu Ballona: voz
    • Regininha: voz
    • Camarão: voz
    • Edinho Trindade: voz

[editar] Discografia

Nome Ano Selo Mídia
A Turma da Pilantragem 1968 Philips LP
A Turma da Pilantragem 1969 Philips LP
A Turma da Pilantragem Internacional 1969 Philips LP

Referências

  1. a b c d Hayssa Pacheco (novembro 2006). A "pilantragem"na música brasileira. Diário de Natal. Página visitada em 2009-02-13.
  2. Revista Época #597,26 de outubro de 2009 em artigo sobre a biografia de Simonal chamada "Nem vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal", de Ricardo Alexandre
  3. Mônica Herculano (2004). Wilson Simonal: o rei do Pa-tro-pi. Digestivo Cultural. Página visitada em 2009-02-13.
  4. A Turma da Pilantragem. Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Página visitada em 2009-02-13.
  5. Ed Motta de volta à pista influenciado por Rita Lee. O Estado de São Paulo. Página visitada em 2009-11-14.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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