Alcides Rocha Miranda
Alcides da Rocha Miranda (Rio de Janeiro, 1909 - idem 2001) foi um arquiteto, pintor, desenhista, professor, pesquisador e conservador do patrimônio brasileiro.
Arquiteto, conservador do patrimônio, dedicou-se à pintura, ao desenho e ao magistério. Em 1932, formou-se em Arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes, tendo iniciado seus estudos na mesma escola em 1925. Realizou seus primeiros estudos de arte com Portinari e Guignard. Integrou, mais de uma vez, o júri da Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes e organizou uma exposição de pintura brasileira em Londres (1944). Como técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, atuou com destaque ao lado de Rodrigo Mello Franco de Andrade e de Lucio Costa. Integrou ainda a Comissão Executiva da Exposição Retrospectiva da Arte Sacra Brasileira, Rio de Janeiro (1955). Participou do Salão de Maio, São Paulo (1938), da mostra de arte brasileira levada a Buenos Aires e La Plata (Argentina, 1945) e do Salão Nacional de Belas Artes (1956).
Cofundador da UnB, ao lado de Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira, tendo sido o primeiro diretor da Escola de Arquitetura e Belas Artes, passando a cadeira de arquitetura posteriormente a Oscar Niemeyer e permanecendo como diretor de Belas Artes.
[editar] Homenagens
Recebe o Título de Notório Saber da USP e é condecorado pela organização do Museu Santos Dummont com a Medalha Mérito Santos Dumont do Ministério da Aeronáutica e a Medalha Santos Dumont do Governo do Estado de Minas Gerais. Em 1987 é homenageado com a Medalha Comemorativa dos 50 anos do Sphan.
Foi considerado por Lúcio Costa como o mais sensível dos arquitetos brasileiros, dito isso na ocasião de seu aniversário de 80 anos:
"Alcides da Rocha Miranda, 80 anos! Artista de nascença. O mais sensível e puro dos nossos arquitetos. O conheci primeiro apenas de vista, quando no fim dos anos 20 o notara, ainda muito moço, como algo 'diferente' em meio aos demais passageiros que, na estação da Leopoldina, embarcava às cinco e meia de volta a Petrópolis. Em 31, já diretor da ENBA, constatei que ele fazia parte da turma confiada a Gregori Warchavchik que me confidenciou ser o Alcides, entre todos, o mais artista (...)". Não apenas por sua arquitetura, mas por tudo o que a sua vida encerrou, a ausência do Dr. Alcides nos distância um pouco mais da Virtude, e em tempo tão nebuloso".