Alexander Wilson

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Alexander Wilson
Ornitologia
Nascimento 6 de julho de 1766
Local Paisley
Morte 23 de agosto de 1813 (47 anos)
Atividade
Campo(s) Ornitologia
Assinatura
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Alexander Wilson (Paisley, Escócia, 6 de julho de 176623 de agosto de 1813) foi um poeta, naturalista, ornitólogo e ilustrador norte-americano de origem escocesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Wilson nasceu em Paisley, Escócia, filho de camponeses pobres e piedosos que desejavam que o filho se tornasse pastor. Sua mãe morreu em 1776 e seu pai casou-se novamente. Realizou seus primeiros estudos em Paisley, porém não se mostrou um bom aluno embora fosse um grande leitor.

Em 1779, tornou-se aprendiz de tecelão; após a sua aprendizagem assumiu o trabalho de tecelão e de vendedor ambulante, porém o seu principal centro de interesse nesta época era a poesia. Após ter viajado por três anos pela Escócia, publicou Poems, Homorous, Satirical and Serious em 1790. No ano seguinte, publicou Laurel Disputed, Watty and Meg e uma segunda edição dos seus Poems. As suas poesias, que falavam do tratamento injusto que sofriam os tecelões pelos seus empregadores, valeram-lhe alguns aborrecimentos junto as autoridades: julgado culpado de difamação, foi obrigado a queimar seus livros e pagar uma multa. Com Robert Tannahill (1774-1810), representou "a idade de ouro da canção de Renfrewshire". Wilson era sete anos mais jovem que Robert Burns (1759-1796), grande poeta escocês, e oito anos mais idoso que Tannahill. Parece que nesta época a atividade literária era muito intensa em Paisley.

Em desgraça, deixou a Escócia em maio de 1794 com seu sobrinho para a América do Norte para encontrar uma vida melhor. Aporta em Newcastle em julho de 1794, e de lá para a Filadélfia, onde começa a trabalhar como impressor. Numa carta a seu pai, descreve as aves e os esquilos que encontra pelo caminho até a Filadélfia.

Em 1794-1795, trabalhou como tecelão na Pensilvânia e Virgínia e como mestre de escola em Frankfort (Pensilvânia). De 1795 a 1801, empregou-se como mestre de escola em Milestown, próximo da Filadélfia. Em 1801, parte de Milestown e ocupa um cargo de professor em Bloomfield (New Jersey) e, em 1802, em Gray's Ferry (Pensilvânia).

Na Pensilvânia, passou a residir perto de Kingsessing, onde conheceu o famoso naturalista William Bartram (1739-1823) que o fez descobrir a ornitologia e permitiu-lhe utilizar a sua biblioteca. Também conheceu Alexander Lawson (1773-1846) que o ensinou a desenhar.

Em 1802, Wilson decidiu fazer um livro ilustrado sobre todos os pássaros norte-americanos. A partir desta idéia, viajou muito, observando e pintando as aves, e procurando subscritores para a edição do seu livro. Em outubro de 1804, viajou até às Cataratas do Niágara. Em 1806, escreveu ao presidente Thomas Jefferson (1743-1826) pedindo-lhe, sem sucesso, para participar da expedição de Zebulon Pike (1779-1813). Esta carta foi interceptada pelos colaboradores de Jefferson porque, supostamente, esta expedição deveria ser desconhecida do público.

Em 1807, assumiu o cargo de editor-assistente da New Cyclopedia de Rhee. No mesmo ano, viajou através da Pensilvânia para colher informações sobre as aves. Publicou, em 1808, o primeiro volume da sua obra American Ornithology. Em 1808-1809, viajou para o sul para a realização do segundo volume e procura de subscritores. Nesta época, John James Audubon (1785-1851) recusou-se a fazer parte como associado deste projeto. O terceiro e o quarto volume foram publicados em 1811, e o quinto e o sexto volume em 1812. A última viagem foi para o norte do estado de Maine. Morreu durante a edição do nono volume, de um ataque de disenteria agravado pelas privações sofridas. Este volume foi completado e editado pelo seu amigo George Ord (1781-1866) que publicou o sétimo e o oitavo volume em 1814. Ord escreveu a biografia de Wilson e inseriu-a no último volume. Nestas obras, Wilson descreveu e ilustrou 268 espécies de pássaros, 26 das quais nunca descritas anteriormente.

Wilson é considerado atualmente como um dos maiores ornitólogos norte-americanos, depois de Mark Catesby (1683-1749) e antes de John James Audubon (1785-1851). Do encontro com Wilson, em Louisville, Kentucky em 1810, que Audubon decidiu lançar-se na realização de um livro ilustrado sobre pássaros.

Várias espécies de aves levam o seu nome, incluindo o painho-de-wilson (Oceanites oceanicus), batuíra-bicuda (Charadrius wilsonia), falaropo-de-wilson (Phalaropus tricolor) e o parulini-de-calota-negra (Wilsonia pusilla). Um gênero de Parulinis foi nomeado de Wilsonia em sua homenagem por Charles Lucien Bonaparte (1803-1857).

"The Wilson Journal of Ornithology" foi nomeado em sua homenagem.

Referência[editar | editar código-fonte]

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