Alfredo Monteverde

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Alfredo João Monteverde, nascido Grunberg (12 de junho de 192425 de agosto de 1969) foi um empresário brasileiro e o fundador da rede de varejo Ponto Frio.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

De 1965 até sua morte, Alfredo Monteverde foi casado com Lily Cohen, tornando-se seu segundo marido. Alfredo adotou Carlos Monteverde, seu unico filho, quando tinha apenas 10 anos. Depois do falecimento de Alfredo, sua viuva Lily, mudou-se para Inglaterra onde ela mesma adotou Carlos, formalmente.

Amante da cultura, Alfredo era amigo de personalidades, tais como Salvador Dali, Orson Welles, Yves Klein e Al Capp. Ele participava freqüentemente de encontros culturais em Paris, Nova York, Londres. Chegou a comprar, na capital londrina, uma obra de Van Gogh, duas de Paul Klee, uma de Marc Chagall, uma de Fernand Leger, uma de Pierre Bonnard e uma de Picasso, com a intenção de de doá-los ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Solidariedade[editar | editar código-fonte]

Alfredo Monteverde era bastante conhecido por sua generosidade e solidariedade. Em agosto de 1954, Rubens Florentino Vaz, o então segurança de Carlos Lacerda, foi assassinado no atentado da rua Tonelero. Sensibilizado com a tragédia, Monteverde financiou os estudos da filha do major e ajudou sua viúva, Lígia Vaz.

Em 1958, ele inaugurou uma fundação para atender os funcionários do Ponto Frio, que passaram a ter à disposição consultas médicas e odontológicas, e, mais tarde, uma creche. A fundação também ajudava a população carioca. Durante as chuvas de verão, levou caminhões de sua empresa para recolher famílias pobres inteiras com seus bens das favelas, antes que suas casas desabassem.

Em dezembro de 1961, um incêndio criminoso matou cerca de quatrocentas pessoas e feriu outras centenas durante um espetáculo. Foi o maior incêndio em recinto fechado já registrado no mundo. Com a ajuda financeira de Monteverde, as famílias das vítimas foram assistidas, e os feridos receberam tratamentos médicos.

Em 1964, o craque Garrincha vivia uma crise em sua carreira, física e financeira. Jornalistas descobriram que ele estava correndo o risco de perder uma casa penhorada na Ilha do Governador. Alfredo, que não torcia pelo Botafogo, quitou a divídia, como uma forma de agradecimento pelo empenho do jogador no futebol brasileiro.

Ao lado de Dom Helder Câmara, seu amigo pessoal, ele sempre levava uma mensagem de solidariedade à comunidade – seu lema preferido e proferido em todas as ocasiões possíveis era “Fazer o Bem é bom negócio”.

Era admirado entre os empresários por sua inteligência ímpar. Querido por todos, era conhecido por seu humor irreverente e seu temperamento divertido. Sempre pronto a estender sua mão e ajudar quem quer que fosse. Viveu e morreu pelos seus ideais em 25 de agosto de 1969, com 45 anos de idade.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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