Amir al-Mu'minin

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Amīr al-Mu'minīn (em árabe أمير المؤمنين) é um título muçulmano que se pode traduzir como Emir dos Crentes, Príncipe dos Fiéis ou Comandante dos Fiéis. Era o nome do portador de tal título que os imãs, nas mesquitas, invocavam na oração de sexta-feira, o dia sagrado do Islão.

O título é usado, no Islão Xiita, para se referir ao primeiro imã (ou seja, o quarto califa, Ali ibn Abi Talib). Já os Sunitas utilizam-no para se referir aos quatro primeiros sucessores do Profeta Muḥammad (os quatro Califas bem guiados ou al-Khulafa’ur-Rashidun).

O título foi historicamente usado por outras dinastias califais, designadamente os Omíadas (enquanto califas sediados em Damasco entre 660 e 750 e, mais tarde, no al-Andalus, a partir de 929 e até 1031), os Abássidas, que lhes sucederam no califado em Bagdad (750-1258), ou ainda o Califado Almóada de Marrocos (de resto, nas antigas crónicas em língua portuguesa, alude-se muitas vezes ao Miramolim de Marrocos, que mais não é que a transliteração da época do título califal usado pelos senhores de Marraquš).

Ainda hoje o título de Amir al-Mu'minin é usado pelas casas reais muçulmanas que reclamam origem no clã do Profeta (os banu Quraysh), o que lhes confere um prestígio acrescido: tal é o caso dos reis sauditas e marroquinos.

Nos tempos modernos, o título foi também usado pelo líder talibã do Afeganistão, o mullah Muhammad 'Umar (1996-2001).

A dinastia almorávida, que também reinou sobre o al-Andalus, utilizou uma designação semelhante, a partir de 1097, na pessoa de Yusuf ibn Tašfin, mas não ousou acrescentar o título califal – Yusuf intitulou-se apenas Amir al-Muslimin (Príncipe dos Muçulmanos).