Antonio Palomino

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Antonio Palomino
Retrato de Antonio Palomino por Juan Baptista Simo
Nome completo Acisclo Antonio Palomino de Castro y Velasco
Nascimento 1653
Bujalance
Morte 13 de agosto de 1726 (73 anos)
Madrid
Nacionalidade Espanha espanhol
Ocupação Pintor, escritor

Acisclo Antonio Palomino de Castro y Velasco (Bujalance, 1653 – Madrid, 13 de agosto de 1726) foi um pintor espanhol do período Barroco, mais conhecido por seus escritos sobre teoria da arte e biografias de artistas espanhóis.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Antonio Palomino nasceu de boa família em Bujalance, perto de Córdova em 1653. Estudou Filosofia, Teologia e Direito em Córdova, onde recebeu também aulas de pintura de Juan de Valdés Leal, que esteve lá em 1672 e, posteriormente, de Juan de Alfaro y Gámez (1675).

Após receber as Ordens Menores, mudou-se para Madrid em 1678, onde associou-se a Alfaro, Claudio Coello e Juan Carreño de Miranda, e produziu alguns afrescos. Logo depois casou-se com uma senhora da nobreza espanhola, e, tendo sido nomeado alcalde do Conselho da Mesta, concedeu-se um título nobiliárquico; e em 1688 foi nomeado pintor do rei Carlos II. Visitou Valência em 1697, e permaneceu lá por três ou quatro anos, dedicando-se novamente, mas com pouco sucesso à pintura de afrescos.

Entre 1705 e 1715 residiu por longos períodos em Salamanca, Granada e Córdova; no último ano o primeiro volume de sua obra sobre Arte surgiu em Madrid. Pintou o afresco no teto da abóbada da sacristia da Cartuja de Granada. Após a morte de sua esposa em 1725 Palomino tomou ordens sacerdotais.

Obra[editar | editar código-fonte]

Sua principal obra, em três volumes (1715-1724), intitulada El Museo pictórico y escala óptica, consiste em três partes, das quais as duas primeiras, sobre teoria e prática da arte da pintura, teve pouca influência; o terceiro, no entanto, com o subtítulo El Parnaso español pintoresco laureado, é uma mina importante de material biográfico relacionado com artistas espanhóis do Século de Ouro, que, apesar do seu estilo ímpar, trouxe para o autor a honra de ser chamado de "o Vasari espanhol". Foi parcialmente traduzida para o inglês em 1739, um resumo do original (Las Vidas de los pintores y estatuarios españoles) foi publicado em Londres em 1742, e depois apareceu em uma versão francesa em 1749. A versão alemã foi publicada em Dresden em 1781, e uma reedição de todo o trabalho, em Madrid, em 1797. Uma tradução moderna inglesa do resumo por Nina Ayala Mallory foi lançada em 1987 pela Cambridge University Press (ISBN 0-521-33474-8)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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