Arthur Schnitzler

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Arthur Schnitzler

Arthur Schnitzler (Viena, 15 de Maio de 1862 — Viena, 21 de Outubro de 1931) foi um escritor e médico austríaco.

Biografia[editar | editar código-fonte]

O pai, Johann Schnitzler, de uma família judaica simples, mudou-se de Budapeste para Viena, onde se casou com a filha de uma famosa família. Tornou-se um respeitado médico e director do hospital “Allgemeine Poliklinik”. O seu filho Arthur frequentou entre 1871 e 1879 o liceu, tendo mais tarde completado o curso de medicina. Arthur Schnitzler viria a completar o mestrado em 1885. Participa no trabalho da revista clínica “Allgemeine Klinische Rundschau” e começou cedo por se interessar pela psicologia. Trabalhando como médico de 2.ª classe com o psiquiatra Dr. Theodor Meynert fazia experiências com a hipnose e a sugestão como técnicas terapêuticas.

Foi assistente e médico de 2.ª classe no Hospital “Wiener Allgemeines Krankenhaus” e, mais tarde, assistente do seu pai no hospital “Poliklinik”. Em 1893, abriu uma clínica privada, a qual se começou a dedicar cada vez menos devido à crescente actividade literária.

Schnitzler é frequentemente comparado com Sigmund Freud. Nos seus dramas e novelas usa a técnica do “fluxo de consciência”, onde mostra drasticamente a atividade subconsciente dos seus protagonistas. Em consequência da sua representação intransigente do pensamento, foi inúmeras vezes criticado. O seu ciclo “Der Reigen” provocou um grande escândalo e foi censurado como pornografia. Segundo o Dicionário Oxford o enquanto o monólogo interior é uma fala interiorizada, o fluxo de consciência procura a mistura desta fala com impressões, percepções, não respeitando muitas vezes as regras gramaticais. O fluxo de consciência freqüentemente não utiliza pontos e vírgulas por largos períodos, inclusive obras inteiras, tentando representar na forma escrita o fluxo de pensamentos inconscientes e desorganizados de nossa mente. [1]

Arthur Schnitzler e Sigmund Freud[editar | editar código-fonte]

As semelhanças entre Sigmund Freud (1856-1939) e Arthur Schnitzler (1862-1931) são indiscutíveis. Ambos viveram, cada um ao seu modo, intensamente a psicanálise.

Em uma carta destinada a Schnitzler, datada de 14 de maio de 1922, Sigmund Freud faz algumas observações sobre a obra do escritor e confessa ter evitado, durante muito tempo, ser apresentado a ele, pois, ao ler seus textos, acreditava que se tratava de seu “duplo”. Alguém que, como ele, era “explorador das profundezas” e que mostrava “as verdades do inconsciente”.

Afirmou Freud: “Sempre que me deixo absorver profundamente por suas belas criações, parece-me encontrar, sob a superfície poética, as mesmas suposições antecipadas, os interesses e conclusões que reconheço como meus próprios. Ficou-me a impressão de que o senhor sabe por intuição – realmente, a partir de uma fina auto-observação – tudo que tenho descoberto em outras pessoas por meio de laborioso trabalho.” (Freud, 1922)

Obras[editar | editar código-fonte]

português
  • SENHORITA ELSE(1985). Paz e Terra
  • CONTOS DE AMOR E MORTE (1987). Cia das Letras.
  • RETORNO DE CASANOVA (1988). Cia das Letras.
  • RETORNO DE AMOR E MORTE (1999). Cia das Letras.
  • BREVE ROMANCE DE SONHO (2000). Cia das Letras.
  • O CAMINHO PARA A LIBERDADE (2011). Record.
  • A RONDA. Relógio D'Água
  • HISTÓRIA DE UM SONHO. Ed. Ficções.
  • RELAÇÕES E SOLIDÃO. Relógio D'Água
  • A MENINA ElSE. Cotovia
  • CACATUA VERDE. Bicho do Mato.
  • SENHORA BEATE E SEU FILHO. L&PM.
Alemão
  • 1892 Anatol
  • 1894 Das Märchen
  • 1895 Liebelei
  • 1895 Sterben
  • 1898 Freiwild
  • 1898 Die Frau des Weisen
  • 1899 Der Sohn
  • 1899 Das Vermächtnis
  • 1899 Der grüne Kakadu
  • 1899 Paracelsus
  • 1899 Die Gefährtin
  • 1901 Der Schleier der Beatrice
  • 1901 Frau Berta Garlan
  • 1901 Lieutnant Gustl
  • 1902 Lebendige Stunden
  • 1903 Reigen
  • 1904 Der einsame Weg
  • 1905 Die griechische Tänzerin
  • 1906 Zwischenspiel
  • 1906 Der Ruf des Lebens
  • 1906 Marionetten
  • 1907 Dämmereelen
  • 1908 Der Weg ins Freie
  • 1909 Komtesse Mizzi oder Der Familientag
  • 1909 Der tapfere Kassian
  • 1910 Der junge Medardus
  • 1910 Der Schleier der Pierrette
  • 1911 Das weite Land
  • 1912 Masken und Wunder
  • 1912 Professor Bernhardi
  • 1913 Frau Beate und ihr Sohn
  • 1915 Komödie der Worte
  • 1917 Doktor Gräsler, Badearzt
  • 1917 Ich
  • 1917 Fink und Fliederbusch
  • 1918 Casanovas Heimfahrt
  • 1919 Die Schwestern oder Casanova in Spa
  • 1924 Fräulein Else
  • 1924 Die dreifache Warnung
  • 1924 Komödie der Verführung
  • 1925 Die Frau des Richters
  • 1926 Die Traumnovelle
  • 1926 Der Gang zum Weiher
  • 1927 Spiel im Morgengrauen
  • 1928 Therese. Chronik eines Frauenlebens
  • 1930 Im Spiel der Sommerlüfte
  • 1931 Flucht in die Finsternis
  • 1939 Über Krieg und Frieden
  • 1966 Das Wort
  • 1968 Jugend in Wien
  • 1970 Zug der Schatten

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. ed. Chris Baldick, Oxford: Oxford U.P., 2009, p.212.

Mais informações[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Arthur Schnitzler

Ver também[editar | editar código-fonte]


O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Arthur Schnitzler