Baiacu-anão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Como ler uma caixa taxonómicaCarinotetraodon travancoricus
Baiacu-anãoCarinotetraodon travancoricus

Baiacu-anão
Carinotetraodon travancoricus
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Tetraodontiformes
Família: Tetraodontidae
Género: Carinotetraodon
Espécie: C. travancoricus
Nome binomial
Carinotetraodon travancoricus
(S. L. Hora & K. K. Nair, 1941)

O baiacu-anão, também chamado de baiacu-malabar, baiacu-ervilha ou baiacu-pigmeu, (Carinotetraodon travancoricus) é pequeno, dulcícola e endêmico do Rio Pamba em Kerala, sudoeste da Índia. O tamanho máximo é de 22 mm (pouco mais que uma polegada), o que faz deste peixe o menor baiacu do mundo.[1] Apesar de aparentado com os baiacus marinhos, eles não são encontrados em água salobra ou água salgada e relatos em contrário são baseados em identificação errônea.[2]

Aparência[editar | editar código-fonte]

Ambos os sexos são primeiramente amarelos com verde-escuro e manchas negras iridescentes nos flancos, mas como outros membros do gênero, o dimorfismo sexual é aparente em peixes maduros, sendo os machos mais coloridos e brilhantes que as fêmeas. Machos podem ter uma listra escura no centro da parte inferior do corpo e dobras nos olhos que as fêmes não possúem.

Reprodução[editar | editar código-fonte]

Normalmente, os baiacus-anões botam seus ovos em plantas, inclusive em musgos de java em aquários. Os ovos costumam romper-se após cinco dias a 27°C. Os filhotes se alimentam, inicialmente, de insufório, camarão de salmoura quando eles têm uma semana de idade, e, finalmente, comida regular quando possível.[3] O baiacu-anão também é conhecido por espalhar seus ovos no substrato escondendo-os em meio à vegetação. Os ovos são fertilizados externamente. Eles não cuidam de seus ovos, nem dos filhotes.[4] [5]

Cuidados[editar | editar código-fonte]

Os baiacus-anões não são utilizados como alimento, mas são vendidos como peixes para aquário.[6] Ainda que não esteja atualmente na Lista Vermelha da IUCN, algumas autoridades acreditam que esta espécie pode estar em perigo.[7]

Dieta[editar | editar código-fonte]

A dieta do baiacu-anão em ambiente selvagem nunca foi relatada, mas outros membros do gênero se alimentam de zooplâncton e vários crustáceos bênticos e moluscos.[8] Produtos alimentares para espécimes mantidas em aquários costumam ser similares.[6]

Baiacu-anão no aquário[editar | editar código-fonte]

O baiacu-anão ficou bem popular como peixe de aquário graças a suas cores atrativas, ao tamanho pequeno e à manutenção relativamente fácil.[6] Como todo baiacu, eles são agressivos e recomenda-se, geralmente, colocá-los em um tanque separado para a espécie.

Eles gostam de pequenos moluscos, que são comidos inteiros, inclusive seus cascos. Isto ajuda a gastar seu bico, que cresce continuamente (assim como os molares em muitos roedores) e pode prevenir o animal de comer efetivamente se coberto de vegetação. Sua agressividade torna-o impróprio para controlar infestações de moluscos na comunidade do aquário, contudo eles apreciam dispor de outros coletados em armadilhas de tanques infestados.

Apesar de algumas lojas especializadas indicarem, a comida de peixe em flocos não é recomendada ao baiacu-anão e muitos peixes recusarão. Com tempo, você pode alimentá-los com vermes secos, ou sanguessugas vivas (ou congeladas). Baiacus são "comedores" notoriamente confusos, por isso é importante não superalimentá-los e empregar um bom sistema de filtração.

Referências

  1. Ebert, Klaus (2001). The Puffers of Fresh and Brackish Water, p 19. Aqualog, ISBN 393170260X.
  2. Schäfer F. Brackish Water Fishes, p 34. Aqualog 2005, ISBN 3-936027-82-X
  3. Ralph, Chris (2003). Practical Fishkeeping: Pufferfish, p. 61. ISBN 1-86054-233-6
  4. Froese, R. and D. Pauly. Editors.. Reproduction Summary: Carinotetraodon travancoricus. FishBase. Página visitada em 2007-03-07.
  5. Wenzel, R. (2004). Carinotetraodon travancoricus. Die Aquarien- und Terrarienzeitschrift 1/2004:36-37
  6. a b c Ebert, Klaus (2001). The Puffers of Fresh and Brackish Water, p 19. Aqualog, ISBN 393170260X.
  7. Ed. Froese, Ranier; Pauly; Daniel (Março de 2007). "Carinotetraodon travancoricus" (em inglês). www.fishbase.org. FishBase.
  8. Froese, R. and D. Pauly. Editors.. Food Items Reported for Carinotetraodon lorteti. FishBase. Página visitada em 2007-03-07.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]