Bernardo de Montfaucon

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Bernard de Montfaucon.

Bernardo de Montfaucon (em francês: Bernard; Corbières (Aude), 13 de janeiro de 1655 - 21 de dezembro de 1741) foi um frade beneditino, um teólogo, escritor e um antiquário, cuja contribuição erudita foi importante para a formação do Neoclassicismo.

Montfaucon nasceu em 13 de janeiro de 1655, no Castelo de Soulatgé, uma pequena aldeia no sul da cidade de Corbières. Depois de um anos mudou-se para o Castelo de Roquetaillade, residência de sua família. Quando tinha sete anos, ele foi enviado para Limoux, para o colégio dirigido pelos Padres da Doutrina Cristã.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Montfaucon serviu no exército francês como voluntário e participou da Guerra Franco-Holandesa de 1673. Ele era um capitão de granadeiros e fez duas campanhas sob o comando de Marechal Turenne, participou da Batalha de Herbsthausen quando adoeceu em Saverne, na Alsácia. Por causa de sua doença infecciosa, ele então fez um voto à Nossa Senhora de Marceille de doar cem livres para seu santuário em Limoux e também se tornaria monge se fosse capaz de regressar ao seu país como resultado de sua intervenção. Após a morte de seu pai em 1675 Montfaucon entrou para o noviciado do mosteiro beneditino de Bream em Toulouse. Lá, ele aprendeu várias línguas antigas: grego, hebraico, caldeu, siríaco e copta[1] .

Em 1705 Montfaucon analisou e descreveu os manuscritos do Fonds Coislin, na Bibliotheca Coisliniana (Paris, 1705). Em 1708 na Palaeographia Graeca Montfaucon btornou-se o primeiro a usar o termo "paleografia".[2] A obra ilustra toda a história da escrita grega e contém discussões sobre variações na forma das letras grega, o uso de abreviaturas em manuscritos gregos e o processo de decifração da escrita arcaica. De especial interesse a Montfacuon, neste trabalho, ele frequentemente cita manuscritos gregos de Atanásio de Alexandria, Orígenes e João Crisóstomo.[3] O livro trata de modo tão abrangente as características da escrita e outras características de manuscritos gregos, que se manteve como a maior autoridade sobre o assunto durante quase dois séculos.[4]

Trabalhos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. John Edwin Sandys. A History of Classical Scholarship: From the Revival of Learning to the End of the Eighteenth Century in Italy, France, England and the Netherlands. [S.l.]: Cambridge University Press, 17 February 2011. 385–386 p. ISBN 978-1-108-02707-6
  2. Bernard de Montfaucon et al., Palaeographia Graeca, sive, De ortu et progressu literarum graecarum, Paris, Ludovicum Guerin (1708); André Vauchez, Richard Barrie Dobson, Adrian Walford, Michael Lapidge, Encyclopedia of the Middle Ages (Routledge, 2000), Volume 2, p. 1070
  3. Books on Palaeography from the Arnold Semeiology Collection
  4. Bernhard Bischoff, Latin palaeography: antiquity and the Middle Ages (Cambridge University Press, 1990), p. 1.

Ligações externa[editar | editar código-fonte]

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