Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos

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Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos
Emblema da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos
(AHBVPA)
Lema "Vida por Vida"
Fundação 30 de outubro de 1893 (121 anos):
Propósito Instituição humanitária que tem por finalidade a protecção de vidas e bens
Sede Avenida Senhor Jesus dos Navegantes, 2770-161 Paço de Arcos
Presidente da Direcção Tiago Miguel Santos Matos Fernandes
Voluntários 139
Sítio oficial http://www.bvpacodearcos.pt
Estandarte da Associação
Bandeira da Associação
Guião do Corpo de Bombeiros Voluntários
Quartel Sede
Avenida Senhor Jesus dos Navegantes
2770-161 Paço de Arcos
Serviços:
Posto Médico e de Enfermagem
Quartel Operacional
Rua do Parque Desportivo, nº 15
2770-132 Paço de Arcos
Serviços:
Serviço Operacional
Comando do Corpo de Bombeiros
Direcção da Associação
Serviços Administrativos
Auditório no Quartel Operacional
Gabinete da Direcção
Gabinete do Comando
Gabinete de Sistemas de Informação

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos MH M, é uma pessoa colectiva de utilidade pública administrativa, com personalidade jurídica e sem fins lucrativos. A Associação tem como escopo principal a protecção de pessoas e bens, designadamente o socorro a feridos, doentes ou náufragos e a extinção de incêndios, detendo e mantendo em actividade, para o efeito, um corpo de bombeiros voluntários, com observância do definido no Regime Jurídico dos Corpos de Bombeiros e demais legislação aplicável.

O Corpo de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos desenvolve a sua actividade nas freguesias de Paço de Arcos e Caxias [1] , no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa. Nos 7 km² que constituem a área de actuação própria, residem cerca de 30.000 habitantes, estando implantadas várias estruturas comerciais e industriais, além de ser atravessada por uma vasta rede viária, como por exemplo a Estrada Marginal a Sul e a Auto Estrada de Cascais a Norte, além da rede ferroviária da Linha de Cascais.

Assim sendo, o Corpo de Bombeiros exerce principalmente as seguintes missões:[1]

a) A prevenção e o combate a incêndios;

b) O socorro às populações, em caso de incêndios, inundações, desabamentos e, de um modo geral, em todos os acidentes;

c) O socorro a náufragos e buscas subaquáticas;

d) O socorro e transporte de acidentados e doentes, incluindo a urgência pré-hospitalar, no âmbito do sistema integrado de emergência médica.

e) A emissão, nos termos da lei, de pareceres técnicos em matéria de prevenção e segurança contra riscos de incêndio e outros sinistros;

f) A participação em outras actividades de protecção civil, no âmbito do exercício das funções específicas que lhes forem cometidas;

g) O exercício de actividades de formação e sensibilização, com especial incidência para a prevenção do risco de incêndio e acidentes junto das populações;

h) A participação em outras acções e o exercício de outras actividades, para as quais estejam tecnicamente preparados e se enquadrem nos seus fins específicos e nos fins das respectivas entidades detentoras;

i) A prestação de outros serviços previstos nos regulamentos internos e demais legislação aplicável.


Resumo Histórico[editar | editar código-fonte]

Sobre a Fundação 30 de Outubro de 1893 [2] [editar | editar código-fonte]

E que em caso que se algum fogo levantasse, o que Deus não queira, que todos os carpinteiros e calafates venham aquele lugar, cada um com seu machado, para haverem de atalhar o dito fogo. E que outrossim todas as mulheres que ao dito fogo acudirem, tragam cada uma seu cântaro ou pote para acarretar água para apagar o dito fogo.

Assim reza a carta Régia (23 de Agosto de 1395) de D. João I, o mais antigo documento conhecido referente à organização de um serviço de incêndios em Portugal. No concelho de Oeiras e no que possa interessar, a actividade dos bombeiros veio a desenvolver-se de acordo com a seguinte cronologia:

19 de Setembro de 1864 - Ofício do regedor de Oeiras, remetendo relação dos indivíduos que foram gratificados pela Câmara, pelos serviços que prestaram no incêndio que teve logar em Paço d' Arcos na noite de 11 de Settº de 1864;

28 de Agosto de 1866 - Ofício da Administração do Concelho de Oeiras requerendo à Camª a publicação d'uma postura adequada a prevenção as eventualidades sinistras a que estão sujeitos os predios em Paço d'Arcos que servem de depósito d'azeite pª os faroes, e onde se recolhe o salva vidas pela proximidade d'uma grande meda de pinho pertencente a Joaquim Pedro Ramos e José Mª Vieira, cassando-se-lhes as respectiva licença e que esta requesição seja exarada na acta, enviando-lhe copia da deliberação que houver sobre este negócio. Cinco anos depois, Joaquim Pedro Ramos seria pai de Carlos Vieira Ramos, o segundo homem que viria a exercer as funções de Comandante dos bombeiros paço-arcuenses;

1880 - Criação do Corpo de Bombeiros Municipais de Oeiras, por iniciativa de João Augusto Moreira. Por ter tido a iniciativa da fundação dos bombeiros do concelho, a Corporação paço-arcuense promoveu o descerramento do seu retrato, em sessão de 27 de Maio de 1928 da Assembleia Geral, na qual Carlos Vieira Ramos fez o elogio do homenageado;

30 de Outubro de 1884 - Extinção do Corpo de Bombeiros Municipais de Oeiras e criação do Corpo de Bombeiros Voluntários do Concelho de Oeiras, com duas secções, a 1ª na sede e a 2ª em Paço de Arcos;

6 de Dezembro de 1888 - Pensa-se em organizar uma Associação de Bombeiros Voluntários na villa de Oeiras, tendo uma estação em Paço d'Arcos;

18 de Novembro de 1891 - ...creado e já com estatutos approvados um corpo de bombeiros voluntarios denominado Associação Humanitaria de Bombeiros Voluntarios do Concelho d'Oeiras a qual terá secções em todas as localidade do concelho;

21 de Novembro de 1891 - Fundação oficial da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho de Oeiras

15 de Dezembro de 1891 - Baptismo de fogo dos bombeiros voluntários do concelho de Oeiras. O ataque ao incêndio, num curral e alpendre da nora de José Diogo, contou com a presença do pessoal e material da 2ª secção (Paço d'Arcos);

Marco de 1892 - O chefe do corpo dos bombeiros voluntários do concelho de Oeiras, foi ... a Barcarena tomar conta de material para abrir a 4ª secção. Acham-se pois 4 secções montadas. E, dias depois, Em Oeiras...a corporação dos bombeiros organizou um cortejo. Compunha-se de um barco e do carro de material das 2ª secção, Grémio Recreio Popular, e as fanfarras de Oeiras e Paço d'Arcos;

17 de Março de 1892 - Os bombeiros voluntarios d'este concelho, 1ª e 2ª secção, acompanhados pela illustre direcção e mais socios do Gremio de Recreio Popular, de Paço de Arcos e pelas fanfarras Serpa Pinto, de Oeiras e Independencia, de Paço de Arcos, sairam no domingo, 6 do corrente, em bando precatorio a favor das vitimas sobreviventes da medonha catastrophe occorrida na Povoa de Varzim...Outro sim se resolveu que no domingo, 13, saísse novamente para acabar de percorrer os lugares a que não tinha sido possível ir...em virtude de a manhã de domingo se ter apresentado chuvosa, não se organizou o bando como desejava e apenas os voluntarios da 1ª secção foram até Algés, onde deviam receber a bomba que a exmª camara havia mandado construir nas acreditadas officinas do Sr. Felix Capucho, e que veio para serviço da referida secção...Eram 4 horas da tarde quando os voluntarios tomaram conta da bomba, em Belem, e d'ali marcharam para esta vila. De Algés por diante tocou a fanfarra com alegria e sem que mostrasse fadiga, os corajosos rapazes fizeram o percurso até Paço d'Arcos em 2 horas. Os camaradas da 2ª secção receberam-nos com foguetes e tiveram a amabilidade de lhes offerecer um calix de vinho e bollos, levantando-se diversas vivas à boa camaradagem...O pessoal da 2ª secção acompanhou até Oeiras a 1ª secção, aonde grande multidão de povo a aguardava, e das janellas foram lançadas flores sobre o pessoal;

10 de Julho de 1893 - Dissolução da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Concelho de Oeiras. Segundo a Gazeta d'Oeiras, a associação não tinha ainda estatutos approvados pela auctoridade, aquelles porque se administrava eram considerados defficientes e por isso foi nomeada uma commissão para os rever, cujo trabalho veio originar grande instabilidade administrativa. A partir daqui é fácil compreender a cordial secessão dos paço-arcuenses, bem retratada nas páginas do Jornal do Bombeiro:Em Novembro de 1891...foi organisada uma Associação de bombeiros vountarios, que deveria ter secções em differentes freguezias do concelho de Oeiras...Tendo sido dissolvida a associação dos bombeiros voluntarios do concelho d'Oeiras de que havia uma secção em Paço de Arcos, foi de commum accordo resolvido organisar ali uma corporação que, embora vivendo separadamente, continue mantendo boa camaradagem com a corporação de Oeiras. O facto de serem duas associações distinctas deve trazer mais do que benefícios, e certamente ninguem pretenderá crear rivalidade entre os seus membros, porque uns e outros saberão menter-se dignamente não dando ouvidos às calumnias e intrigas dos que por esta forma procurem prejudicar as benemeritas corporações e conseguir os seus malevolos intentos. Damos os parabens aos habitantes de Paço d'Arcos pela nova associação;

30 de Outubro de 1893 - Fundação da Associação de Bombeiros Voluntários Paço d'Arcos. A data escolhida, uma segunda feira foi, visivelmente, a da comemoração do nono aniversário da existência de bombeiros paço-arcuenses, através da fundação da 2ª secção do Corpo de Bombeiros Voluntários do Concelho de Oeiras. Os estatutos foram enviados (1895) à authoridade administrativa a fim de serem submetidos à authoridade superior do distrito.

Sobre a Fusão 29 de Julho de 1927 [2] [editar | editar código-fonte]

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos, tal como a conhecemos hoje, nasceu da fusão da Sociedade de Instrução Musical com a Associação de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos, em 29 de Julho de 1927.

As raízes históricas que proporcionaram à colectividade dos bombeiros paço-arcuenses o desenvolvimento de enorme actividade cultural através de dois vectores tão importantes que marcaram, nas décadas de vinte e trinta, uma saudosa época, ainda hoje insuperável: a Banda de Música e o Grupo Dramático.

O Grémio de Recreio Popular foi fundado em 1882, popularmente conhecido como Clube da Terra, teve a sua sede, a partir do ano seguinte, num edifício na via ainda sem nome, inaugurada em 9 de Agosto de 1896, como o topónimo de Avenida Patrão Joaquim Lopes. O Grémio acima referido deu lugar, na mesma sede, à Sociedade Instrução Musical, fundada em 1902. Com a fusão, a Associação herdou, não apenas a sede, na qual se manteve até 1950, mas também a honrosa representação oficial da mais antiga colectividade paço-arcuense, o Grémio Recreio Popular.

Da fusão, da Sociedade com os Bombeiros, nasceu a actual Corporação, a qual herdou daquela a sua Banda e manteve, em todas as cerimónias, a execução do designado Hino da Associação.

De autor desconhecido quanto à música, o hino nunca teve letra. Caído em desuso com o fim da Banda da Associação, foi possível recuperá-lo, graças á gentileza de José Ribeiro Duarte, sobrevivente da Banda, trauteando a melodia, e de Guilherme Ferreira Marau, regente da Banda dos Bombeiros barcarenenses, transmitindo-a à pauta. A composição foi adoptada oficialmente, na sua vertente original, isto é, sem letra, em sessão de 31 de Março de 1993, da Assembleia Geral.

Dos três símbolos (hino, estandarte e emblema), o hino é pois, o mais antigo; é anterior às datas da fundação da Associação e até da criação da 2ª secção - Paço de Arcos, da corporação de bombeiros oeirenses, visto que o Grémio de Recreio Popular, a exibiu pela primeira vez em 7 de Julho de 1883, no então designado Hino do Grémio. Em 1 de Janeiro de 1902, o Grémio deu lugar á Sociedade de Instrução Musical e a mesma se fundiu com a Associação de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos.

Evolução dos Emblemas [2] [editar | editar código-fonte]

A Associação teve, até aos nossos dias, cinco Emblemas, a saber:

Primeiro emblema da Associação
30 de Outubro de 1893 - Letra V (inicial de Voluntários) e dois machados, sobrepostos sobre um ramo com dois caules. Esta versão, em vigor entre as datas da fundação e da fusão, pode ser consultada no livro de registo de Ordens de Serviço (1894/1927);
Segundo emblema da Associação
29 de Julho de 1927 - Bóia, com as iniciais A.H. na parte superior, o dístico "Paço d'Arcos" na parte inferior e dois machados e as iniciais B.V. no centro. Todo o conjunto rodeado por um ramo com dois caules, sobreposto por uma fita com os dizeres "Fundação 30-10-1884". Esta versão, em vigor desde a data da fusão até depois da aprovação dos estatutos da Liga dos Bombeiros Portugueses, pode ser observada nos azulejos da parte superior da porta nº 136, do quartel-sede da Rua Costa Pinto;
Terceiro emblema da Associação
21 de Julho de 1935 (depois de) - Tradicionalmente usada em todo o mundo, como Emblema de corporações de bombeiros, a Fénix Renascida parece ter sido adoptada em Portugal desde a década de trinta, como motivo central das insígnias da Liga e da numerosas corporações, uma delas a de Paço de Arcos. A Fénix era uma ave fabulosa do Egipto, a única na sua espécie. Quando, depois de cerca de cinco séculos de vida, sentia avizinhar-se a morte, construía um ninho de plantas aromáticas que os raios de sol incendiavam. Assim se autodestruía pelo fogo, no altar de Heliópolis, após o que renascia uma nova Fénix, totalmente emplumada, normalmente representada em heráldica, por uma ave que, sobre uma fogueira, renasce das próprias cinzas. No Emblema da Associação, com o escudo substítuido por uma bóia, só pode ter sido adoptado depois de 1935.JUL.21 dado que a automaca "Humanitário", baptizada naquela data, ainda exibe o Emblema acima referido como versão B;
Quarto emblema da Associação
31 de Março de 1993 - Versão anterior, rodeada de dístico com a designação "Assoc. Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos" adaptação do artista plástico paço-arcuense, José Santos.
Quinto emblema da Associação
26 de Março de 2011 - Versão anterior, rodeada de dístico com a designação "Assoc. Humanitária de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos".

Evolução das Instalações [2] [editar | editar código-fonte]

A Associação repartiu as suas instalações por diversos locais, todos em Paço de Arcos, dos quais:

Primeiro quartel
Travessa do Salva-Vidas/Praça Guilherme Gomes Fernandes (30 de Outubro de 1893 a 29 de Julho de 1927) - O edifício do primeiro quartel-sede está indissoluvelmente ligado às tradições humanitárias paço-arcuenses. Foi à mais de duzentos anos que o marquês de Pombal projectou "hum utilissimo Molhe no porto de Paço de Arcos...para que...possa...prevenir nelle proporcionado socorro, para acudir aos Navios que vierem buscar a Barra nas suas urgentes necessidades", independentemente que na baía de Paço de Arcos estivessem sempre prontas embarcações com gente, cabos e âncoras, para prestarem socorros aos barcos que estivessem em perigo na passagem da barra. A estação do salva-vidas já abrigava os bombeiros paço-arcuenses da 2ª secção de Oeiras desde 1884 e albergaria os da nova Associação a partir de 1893. O Real Instituto de Socorros a Náufragos, esse nasceria entre as duas datas, em 21 de Abril de 1892;
Segundo quartel
Avenida Patrão Joaquim Lopes (29 de Julho de 1927 a 17 de Abril de 1932) - A tradição cultural paço-arcuense levou à fundação da Sociedade Instrução Musical e à sua fusão com a Corporação de bombeiros, para dar lugar à formação duma nova colectividade denominada Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos. Nesta sede se processaram mais de duas décadas de intensa actividade cultural da Associação, até que o senhorio requereu à Câmara Municipal a demolição do edifício. Como tal, a Associação recebeu uma indemnização de 40.000$00 que ficaram cativos para a construção do novo quartel-sede;
Terceiro quartel
Rua Costa Pinto (17 de Abril de 1932 a 1975) - O edifício já existia pelo menos desde cerca de 1774. Mais de um século e meio depois (5 de Abril de 1930), a Associação conseguira a promessa de arrendamento da casa onde funcionou uma padaria, para se instalar o quartel. Após o arrendamento do edifício, foram promovidas obras de adaptação, executadas nas horas vagas, por elementos do Corpo Activo. A Corporação passava, daí em diante, a dispor de sala do Comando, parque de viaturas, balneários, posto de socorros e, mais tarde, a sala do Bombeiro. Ali decorreram mais de quatro décadas da existência da Corporação, desde cedo ameaçada pelas dificuldades inerentes ao seu crescimento.
Quarto quartel
Avenida Senhor Jesus dos Navegantes (1975 a 19 de Janeiro de 2008) - Desde 1950 até à presente data, a História do actual quartel-sede atravessou quatro fases:
  • 1950/75 - Obtenção do terreno, projecto e construção;
  • 1975/81 - Tentativa de ampliação;
  • 1981/88 - Hesitação amplicação/novas instalações;
  • 1989 em diante - Luta por novas instalações, concluídas e inauguradas no dia 19 de Janeiro de 2008.
Quinto quartel
Rua do Parque Desportivo (Desde 19 de Janeiro de 2008 em diante) - Instalado a norte da vila de Paço de Arcos, a Associação inaugurou as suas novas instalações na Rua do Parque Desportivo, em Paço de Arcos no dia 19 de Janeiro de 2008.

[3] O contentamento era visível nos rostos dos elementos dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos. “Até que enfim o novo quartel está a funcionar”, desabafaram alguns ainda na parada, ontem de manhã, que antecedeu a inauguração oficial do espaço pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, e pelo presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais.

Pensado de raiz para as necessidades específicas daquela corporação – para lá de intervir nas freguesias de Paço de Arcos e Caxias ainda é responsável pelo socorro costeiro entre o Jardim do Tabaco, em Lisboa, até à Praia das Fontainhas, em Setúbal. O novo quartel custou 1,365 milhões de euros, tendo a autarquia de Oeiras pago 788 mil euros e o Estado cerca de 577 mil euros.

Na cerimónia de inauguração, na qual foram atribuídas 74 medalhas e condecorações, Isaltino Morais destacou “a velha e justa ambição dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos, que permaneciam desde 1969 nas instalações agora substituídas”. O autarca assinalou, ainda, a importância das novas instalações “para o aumento do interesse de novos voluntários”. “Só com estas novas condições é possível garantir uma igualdade de oportunidades para a participação das mulheres, que antes eram afastadas por falta de conforto e privacidade”. Na corporação o sentimento era de “satisfação”. Velhos e novos, oficiais e estagiários, todos gostaram de ver o novo quartel por dentro. “As camaratas são excelentes”, disseram alguns. “Pelo menos agora temos espaço para estar de forma mais agradável”, retorquiram outros.

Meios Operacionais Históricos [2] [editar | editar código-fonte]

Nem a debilidade do arquivo nem o limite da paciência dos visitantes consentem a enumeração exaustiva de todas as viaturas e outros equipamentos que, desde então, ajudaram a escrever, por mais de um século, a História da Associação. Como tal, apenas vamos destacar as de maior significado e mais antigas:

Primeiro material dos Bombeiros de Paço de Arcos
O primeiro material adquirido pelos Bombeiros de Paço de Arcos, foi uma bomba fabricada por G.A. Leipzig, que ainda se orgulham de possuir no seu património histórico, cuja idade se identifica com a da própria Associação. A "Joaninha", como a baptizaram para sempre, nunca faltou à chamada, no combate ao fogo: na fábrica de Conservas e no Bairro Clemente Vicente, ambos no Dafundo; na Fábrica de Pólvora de Barcarena; na Serra da Carregueira. Um festival de eficiência no Palácio de Queluz, onde funcionou nove horas ininterruptas, seguidas de rescaldo, das oito às dezassete horas, depois de todas as suas companheiras se terem avariado.
Primeiro carro de material de socorros a naúfragos
Logo após a "Joaninha", mas equipamento veio a fazer História: um primeiro carro de material estivera já no simulacro de incêndio de 1894.MAI.13. "A corporação dos bombeiros de Paço d'Arcos acabada de ser dotada com um carro de salvação que a direcção mandou construir segundo o desenho elaborado pelo comandante José d'Oliveira Raposo. Este carro é muito elegante; n'elle se conduzem os principaes utensílios para um primeiro ataque". Em 1935, uma decisão irrevogável da Direcção, procedeu-se à venda do carro de tracção braçal pela quantia de duzentos escudos.
Pronto-Socorro Ford
No primeiro semestre de 1927, os bombeiros começaram a sonhar com a motorização. O primeiro veículo motorizado foi um Ford, pai de todas as viaturas motorizadas da Corporação. O custo foi de 11.029$80, pago em 3 prestações de 3.666$60. Quase um ano depois de se ter adquirido o chassis, estava concluído os trabalhos de adaptação da viatura para pronto-socorro. A sua madrinha foi a menina Mara Beatriz de Abreu Horta, de dois anos de idade. Anos mais tarde, foi alterado para auto-transporte, rebaptizado com o nome de "Humanitário". Impiedosamente "considerado como sucata, e depois de ter extraído os aproveitáveis", aberto concurso para a sua venda.
Bomba Delahaye
Mas o sonho da motorização abrangia, além do pronto-socorro, uma bomba que pudesse optimizar o equipamento daquele. Para tal, a Direcção da Corporação decidiu pedir à Câmara Municipal de Oeiras para efectuar a compra de uma bomba Delahaye, ficando a Associação com a responsabilidade do seu pagamento em prestações anuais a fixar em harmonia com os subsídios a receber da mesma. O tempo varreu a fábrica Delahaye, mas não apagará os feitos desta bomba, actualmente incluída no património histórico da Associação, ao lado da sua irmã mais idosa, a Joaninha. Duas venerandas amigas, na juventude e na velhice.
Pronto-Socorro Renault
Depois da viatura Ford, seguiu-se a compra de um automóvel Renault, para adaptação a pronto-socorro ou auto-maca. Este Renault viria a ser o pronto-socorro "José Raposo", baptizado em 1932.ABR.17, com todo o cerimonial a que tinha direito.
Ambulância Chandler
Tomado o gosto pelas viaturas a motor, logo em 1930 se decidiu proceder à adaptação de um chassis de marca "Chandler", para auto-maca, baptizado conjuntamente com o pronto-socorro, no dia da inauguração do quartel da Rua Costa Pinto. Esta é a curta história do Chandler vendido em 1935 por sete mil escudos, aos Bombeiros Voluntários de Peniche.
Ambulância Rolls Royce
A terceira viatura motorizada foi oferecida por Edgar Chancellor. Em 1932, ao regressar a Inglaterra, quis patentear o seu reconhecimento à terra que tão bem o acolhera, prometendo enviar um carro à Corporação, da qual sempre fora sócio dedicado. Em 1934.JUN, a Associação recebeu uma carta a informar de que tinha adquirido um chassis, para ser adaptado em auto-maca. Esse chassis era a de um Rolls Royce, fabricado em Londres em 1913 (Silver Ghost se chamava o modelo de então, segundo cremos). Após dez meses a adaptação estava concluída. O auto-ambulância Rolls Royce baptizado com o nome de "Humanitário", entrou em serviço da Corporação, ao cuidado de cinco bombeiros que, a seu lado pousaram, em data tão festiva: José Marques Pinhanços, Renato de Carvalho, Vítor Santos, Joaquim Gutierres de Araújo e Armando de Oliveira. Dada a falta de espaço para arrecadação do material, foi posto à venda. Em 1963.MAR.5, foi decidido vendê-lo conjuntamente com um Oldsmobile, pela quantia de sete mil escudos.
Veículo Rolls Royce nos dias de hoje
De realçar que a viatura foi reconstruída em 1968, continuando a ostentar a mesma matrícula, AC-91-72, que fez vibrar os corações paço-arcuenses. Depois de restaurado, tal e qual na sua forma original, tem ido a diversos Rally's de automóveis antigos, dos quais se destaca o I Rally de Tróia (1988), onde conquistou o primeiro prémio de classificação.

Quantos sentiram alívio para o seu sofrimento, ao contemplarem esta nobre matrícula, carregada de História que, durante anos, viveu as alegrias e tristezas dos bombeiros de Paço de Arcos - Distinto Silver Ghost, desde 1913; benemérito "Humanitário" a partir de 1935; gaiteira D. Elvira, de 1968 em diante. Bem hajas, ex-bombeiro. Sê eternamente feliz.

Comandantes [2] [editar | editar código-fonte]

A Associação teve até à presente data, 10 Comandantes, adiante discriminados. A maior permanência no Comando foi a de José de Oliveira Raposo (33 anos 5 meses e 27 dias). Dos 10 Comandantes, seis deixaram de desempenhar as suas funções em virtude de terem pedido a exoneração e outros três faleceram ainda providos no seu cargo (Carlos Vieira Ramos, Mário Passos Correia de Almeida e Luís Filipe Silva Araújo, este último, em serviço).

José de Oliveira Raposo

30 de Outubro de 1893 a 26 de Abril de 1927
Carlos Vieira Ramos

5 de Janeiro de 1928 a 23 de Dezembro de 1939
José de Jesus Teixeira Jr.

2 de Outubro de 1942 a 14 de Outubro de 1949
Manuel Marques Pinhanços

28 de Março de 1950 a 3 de Setembro de 1954
Mário Passos Correia de Almeida

28 de Janeiro de 1955 a 3 de Janeiro de 1970
Luís Filipe da Silva Araújo

15 de Março de 1970 a 31 de Agosto de 1986
Jorge Manuel P. Paiva e Pona Franco
25 de Janeiro de 1987 a 6 de Abril de 1994
Artur de Matos Gueifão

6 de Abril de 1994 a 15 de Abril de 1998
José Domingos Castro dos Santos

16 de Julho de 1998 a 22 de Maio de 2007
Luís Filipe Figueiredo da Silva


22 de Maio de 2007 até à actualidade

Grandes sinistros [2] [editar | editar código-fonte]

5 de Outubro de 1934 - Incêndio no Palácio Nacional de Queluz

Meio Operacional Histórico

"Confrangia ver, de longe, o aspecto do palácio a arder, Todo o corpo central do edifício era uma fogueira imensa, de onde alterosas chamas se elevavam ameaçadoras e terríveis. A alguns quilómetros de distância, distinguia-se bem o braseiro enorme, as labaredas alterosas que pareciam atingir o céu. Era, a um tempo, belo e trágico o espectáculo impressionante do fogo a devorar inclemente e impiedoso tanta riqueza e tanta arte amontoada durante dois séculos de Historia".

Este, segundo o elucidativo relato da época, do "Diário de Notícias" o cenário do pavoroso incêndio que devorou o Palácio Nacional de Queluz. É ainda do mesmo jornal a afirmação de que "no incêndio...uma das corporações que prestaram serviço foi a dos Voluntários de Paço de Arcos, que sob a direcção dos srs. Vieira Ramos e Carlos Raposo, 1º e 2º comandantes, e do ajudante sr. Joaquim Pereira dos Santos, ali compareceu na sua máxima força, com os seus carros de pronto-socorro, tendo tomado parte no ataque, com os bombeiros Municipais de Lisboa, em um dos ângulos do edifício. Esta corporação, tendo comparecido à 1 hora, só retirou às 9 horas, tendo voltado para Queluz às 13 horas do dia 5, a requisição do sr. governador civil, para trabalhar no rescaldo, e ali prestou serviços até às 19 horas. Nos trabalhos de rescaldo, um dos Voluntários desta corporação, sr. Francisco Raposo, encontrou dois pequenos cofres com joias que foram entregues pelo respectivo comandante ao sr. administrador do concelho de Sintra".

Meio século depois, em 1984, Queluz, numa organização conjunta dos seus bombeiros e da conservadora do seu palácio, quis conceder uma medalha alusiva à tragédia a cada um dos 41 sobreviventes dos 372 soldados da paz de catorze corporações que tinham combatido o sinistro. Entre os medalhados contam-se quatro bombeiros da Corporação: Comandante Jorge Augusto Gabriel e Subchefes João Correia, João Ribeiro Silvério e Francisco Pedrosa Rebelo.

22 de Janeiro de 1966 - Náufragio do Santa Mafalda

"Pelas onze horas e cinquenta minutos do dia vinte e dois de Janeiro do corrente ano foi recebido nesta Associação um telefonema da Torre de S. Julião da Barra, informando que o barco de pesca Santa Mafalda A971-N encalhara em frente ao referido Forte. Dado o alarme todo o pessoal disponível compareceu seguindo sem perda de tempo para o local do sinistro, transportando-se no auto porta-cabos, nos Jeeps nºs 1 e 2 e nas ambulâncias nºs 2 e 3.

Chegados ao local e verificada a grave situação do barco, foi estabelecido o serviço lançando-se um foguete de 300m. o qual atingiu o alvo. Montado o cabo singelo e o de vai-e-vem, procedeu-se ao salvamento do pessoal que se encontrava a bordo. Foram retirados trinta e um tripulantes e um cão.

Todo o serviço desde a chegada ao local até ao último elemento salvo decorreu em uma hora e cinco minutos.

... Todos os tripulantes foram conduzidos nas ambulâncias desta Corporação e nas dos voluntários de Oeiras, à Estação do Instituto de Socorros a Náufragos em Paço de Arcos, onde os assistiu voluntariamente o Exmo. Sr. Dr. César Abel, residente em Oeiras e o Exmo. Sr. Dr. Trindade Brás, Vice Presidente desta Associação"

O Barco Santa Mafalda, estava avaliado em cerca de 40.000 contos, saíra do cais do Poço do Bispo, com 13 tripulantes e 68 pescadores, rumo aos bancos bacalhoeiros da Terra Nova. Ao passar junto a São Julião da Barra, uma avaria no leme fê-lo guinar para estibordo e encalhar nos rochedos. Os pilotos da barra recolheram 41 homens e os restantes foram salvos pelas corporações de bombeiros de Paço de Arcos, Cascais e Oeiras.

31 de Março de 1952 - Acidente Ferroviário na Gibalta-Caxias

"Uma avalanche de terra desabou sobre um comboio da linha do Estoril - um desastre horrível, dos mais graves ocorridos em caminhos de ferro portugueses, pelas condições em que se verificou.

O comboio, que saiu pouco depois das 11 horas, de Cascais, com destino ao Cais do Sodré, era constituído por uma carruagem motora, mista, de 1ª e 2ª classes, pelo furgão e por mais duas carruagens de 3ª classe. Parou em todas as estações até Caxias, de onde partiu às 11 e 29 à tabela. Um minuto depois deu-se a tragédia.

Quando o comboio passava junto ao morro da Gibalta, em cujo cimo, conhecido pelo Alto da Boa Viagem, passa a estrada marginal e está colocado o farol da Gibalta, a barreira de terra, que constitui o morro, numa extensão de cerca de trinta metros e numa altura de sessenta, despenhou-se com enorme fragor, sobre o comboio. Algumas pedras atingiram o furgão mas onde a avalanche caiu na sua maior força foi sobre a terceira carruagem, destruindo-a por completo, esmagando-a e a muitos dos seus passageiros.

Mais de trinta bombeiros, sobre os destroços da carruagem, fustigados pela chuva e pelo vento, estoicamente procuravam remover a terra e as pedras, algumas das quais, pelo seu tamanho e peso, não podiam ser arredadas por forças humanas. Alheios ao perigo em que estavam, aqueles homens tentavam o impossível, correndo o risco de ficarem também esmagados, pois outra grande parte do morro, no qual se viam grandes pedregulhos e em cujo cimo está o bloco de cantaria do farol, com mais de uma dezena de metros de altura, podia ruir de um momento para o outro.

E era nestas trágicas condições que os bombeiros tentavam tirar da carruagem os feridos e os mortos. Trabalho sobre-humano, difícil, senão impossível. Mas, na ânsia de socorrer quem sofria, não olhavam ao perigo que corriam."

Comemorações do Centenário 1993 [2] [editar | editar código-fonte]

Painel de azulejos comemorativo do centenário da Associação 1993

Figura central, o Ser Humano personificado pelo Bombeiro, sempre pronto a socorrer o seu semelhante, aconchegando ao peito uma criança, símbolo da Humanidade, eternamente indefesa perante o sinistro, abrindo caminho por entre as chamas, quais asas da Fénix que, tal como ela, renasce a cada momento.

De um século de vida, emergem três momentos de reflexão: o incêndio do Palácio de Queluz (1934), o desabamento da Gibalta (1952) e o naufrágio do "Santa Mafalda", em São Julião da Barra (1966).

O grau de Cavaleiro da Ordem de Benemerência MH M simboliza o reconhecimento da Sociedade à obra meritória dos Bombeiros. A planta crescendo sobre a medalha exprime o eterno renascimento da Esperança nos destinos da Corporação, cujo símbolo encima a alegoria.

Actualidade[editar | editar código-fonte]

Símbolos [1] [editar | editar código-fonte]

A Associação adopta três símbolos:

Emblema - Fénix que, sobre a fogueira, renasce das próprias cinzas, ostentando sobre o peito dois machados cruzados sobrepostos por uma bóia com as inscrições «I. S. N.» e «30-10-1893» e, no centro, um capacete de bombeiro. O conjunto é circundado pela inscrição «Assoc. Humanitária de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos»
Estandarte - Emblema bordado sobre fundo esquartelado de amarelo e vermelho. Cordões e borlas das mesmas cores. Haste e lança prateadas

Hino da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos





Corpos Sociais - Triénio 2013/2015[editar | editar código-fonte]

São Órgãos Sociais da Associação:

Mesa da Assembleia Geral [1] - Compete à Assembleia Geral deliberar sobre todas as matérias não compreendidas nas atribuições e competências legais ou estatutárias dos outros Órgãos Sociais, e é constituída pelos seguinte sócios:

  • Presidente - Ângelo Cipriano Cunha Fialho Pereira
  • Vice-Presidente - Ana Paula Mesquita S. Lóio C. Lima
  • Secretário - Carlos Alberto Silva Bastos
  • Secretário-Adjunto - Vasco Manuel Sousa Reis
  • Vogal - Alexandre Arimateia Lira Fernandes
  • Suplente - Fernando Manuel Santos Costa
  • Suplente - Vitor Manuel Pereira Antunes

Direcção [1] - A Direcção é o Órgão de Administração da Associação, e é constituída pelos seguintes sócios:

  • Presidente - Tiago Miguel Santos Matos Fernandes
  • Vice-Presidente - Bruno Carreiro Pires
  • Secretário - João Miguel Pedro Marques Freire
  • Secretário-Adjunto - João António Raposo Oliveira Dimas
  • Tesoureiro - Ricardo Filipe Varandas Antunes
  • Tesoureiro-Adjunto - Nuno Miguel Oliveiras Custódio
  • Vogal - Ricardo Lóio Lima
  • Suplente - Sofia Alexandra Brandão Maciel
  • Suplente - José Carlos Pinto Bragança

Conselho Fiscal [1] - O Conselho Fiscal é o órgão de fiscalização da Associação, e é constituído pelos seguintes sócios:

  • Presidente - Ednilson Gilberto Lopes Santos
  • Vice-Presidente - Luis Gonçalo Fernandes Teodósio
  • Secretário Relator - António Manuel Tonaco Fortunas
  • Suplente - Ana Rita Fernandes Castro
  • Suplente - José Fernando Ralha

Conselho Consultivo [1] - O conselho consultivo é constituído, por inerência dos seus cargos, por todos os ex-presidentes da mesa da assembleia geral, direcção e conselho fiscal que não façam parte dos actuais corpos gerentes. Competirá ao conselho consultivo emitir opinião, não vinculativa, sobre qualquer assunto que lhe seja presente, e é constituído pelos seguintes sócios:


  • Abel de Matos Marques de Sousa
  • Coronel Dr António de Oliveira Pena
  • Engº João Batista Pimenta da Costa

Comando do Corpo de Bombeiros Voluntários [4] [editar | editar código-fonte]

O quadro de comando é constituído pelos elementos do corpo de bombeiros a quem é conferida a autoridade para organizar, comandar e coordenar as actividades exercidas pelo respectivo corpo, incluindo, a nível operacional, a definição estratégica dos objectivos e das missões a desempenhar:

Comandante - Luis Filipe Figueiredo da Silva

2º Comandante - José Luis dos Santos Pinto

Adjunto de Comando - Sérgio Lucas Duarte

Meios Humanos[editar | editar código-fonte]

Bombeiros em formatura

Actualmente, o Corpo de Bombeiros é constituído por 139 elementos, dos quais:

Quadro de Comando (3) [4]

- Comandante (1)

- 2º Comandante (1)

- Adjunto de Comando (1)

Quadro Activo (49) [5]

O quadro activo é constituído pelos elementos aptos para a execução das missões do Corpo de Bombeiros, normalmente integrados em equipas, em cumprimento das ordens que lhes são determinadas pela hierarquia, bem como das normas e procedimentos estabelecidos e compreende as duas carreiras verticais, Carreira de Oficial Bombeiro e Carreira de Bombeiro.

- Oficial Bombeiro de 2ª (2)

- Chefe (2)

- Subchefe (6)

- Bombeiros de 1ª (4)

- Bombeiros de 2ª (9)

- Bombeiros de 3ª (26)

Quadro de Reserva (33) [6]

O quadro de reserva é constituído pelos elementos que atinjam o limite de idade para permanecer na respectiva carreira ou que, não podendo permanecer nos restantes quadros por motivos profissionais ou pessoais, ou ainda motivos de saúde que revelem incapacidade ou dificuldade no exercício das suas funções, o requeiram, e obtenham aprovação do comandante do corpo de bombeiros, bem assim pelos bombeiros que não cumpram o serviço operacional.

Quadro de Honra (25) [7]

O quadro de honra é constituído pelos elementos que, com zelo, dedicação, disponibilidade e abnegação desempenharam, tenham prestado durante mais de 15 anos serviço efectivo no quadro activo e sem qualquer punição disciplinar, os que tenham prestado serviço efectivo durante mais de 15 anos no quadro de comando num corpo de bombeiros, os que adquiriram incapacidade por doença ou acidente ocorrido em serviço, ou ainda os que tenham prestado serviços à causa dos bombeiros, classificados, justificadamente, como de carácter excepcional.

Sem Quadro (20)

Os elementos sem quadro, são aqueles que se encontram em instrução inicial, destinada a habilitar os estagiários na carreira de bombeiro e de oficial bombeiro.

- Oficial Bombeiro Estagiário (1)

- Estagiários (19)

Escola de Cadetes e Escola de Infantes [8]

Os corpos de bombeiros podem criar e deter escolas de infantes e cadetes.

As escolas de infantes e cadetes destinam-se à formação no âmbito do voluntariado e da protecção e socorro.

O universo de recrutamento das escolas de infantes é feito de entre indivíduos com idades entre os 6 e os 16 anos e o para a escola de cadetes entre indivíduos com idades entre os 16 e os 18 anos.

A matéria objecto da formação articula-se com a área de formação cívica ministrada no ensino básico, nos termos a regulamentar por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da administração interna e da educação.

É vedado aos infantes e cadetes o exercício de actividade operacional.

- Cadetes (2)

- Infantes (7)

Meios Operacionais[editar | editar código-fonte]

O Corpo de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos tem ao seu dispor diversos meios operacionais (terrestres e aquáticos) atendendo ao fim a que se destinam e à natureza do equipamento que transportam. Actualmente, encontram-se ao serviço 24 meios operacionais, a seguir indicados:

  • 5 Ambulâncias de Socorro (ABSC)
  • 3 Ambulâncias de Transporte Múltiplo (ABTM)
  • 1 Veículo Urbano de Combate a Incêndios (VUCI)
  • 1 Veículo Florestal de Combate a Incêndios (VFCI)
  • 1 Veículo com Escada Giratória - 32 metros (VE32)
  • 1 Veículo de Socorro e Assistência Especial (VSAE)
  • 1 Veículo Tanque Táctico Urbano (VTTU)
  • 1 Veículo de Comando Táctico (VCOT)
  • 2 Veículos com Equipamento Técnico de Apoio (VETA)
  • 1 Veículo de Transporte Pessoal Táctico (VTPT)
  • 1 Veículo de Apoio Alimentar (VAPA)
  • 1 Veículo de Apoio a Mergulhadores (VAME)
  • 3 Botes de Reconhecimento e Transporte Semi-Rígido (BRTS)
  • 1 Bote de Salvamento e Resgate Semi-Rígido (BSRS)
  • 1 Mota de Reconhecimento e Salvamento Aquático (MRSA)

Alguns exemplos dos meios operacionais existentes (por categoria):

Ambulância de Socorro 01
Ambulância de Transporte Múltiplo 01
Veículo Urbano de Combate a Incêndios 01
Veículo Florestal de Combate a Incêndios 03
Veículo com Escada Giratória 32 metros 01
Veículo Socorro e Assistência Especial 01
Veículo Tanque Táctico Urbano 01
Veículo de Comando Táctico 01
Veículo com Equipamento Técnico de Apoio 01
Veículo de Transporte Pessoal Táctico 01
Veículo de Apoio Alimentar 01
Veículo de Apoio a Mergulhadores 01
Bote de Reconhecimento e Transporte Semi-Rígido 01
Bote de Salvamento e Resgate Semirígido 01
Mota de Reconhecimento e Salvamento Aquático 01

Posto Médico e de Enfermagem[editar | editar código-fonte]

Posto Médico e de Enfermagem

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos tem o Posto Médico e de Enfermagem em funcionamento desde 1975, nas instalações do Quartel-Sede, sito na Avenida Senhor Jesus dos Navegantes em Paço de Arcos.

O Posto Médico e de Enfermagem é composto por:

  • 2 Gabinetes Médicos;
  • 1 Casa de Banho;
  • 1 Sala de Enfermagem;
  • 1 Sala de Esterilização;
  • 1 Sala de Espera.

Além de serviços gerais de Enfermagem, o Posto Médico também disponibiliza consultas de Clínica Geral e de outras Especialidades.

Contactos[editar | editar código-fonte]

Central de Operações de Socorro no Quartel Operacional

Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos

Quartel-Sede: Avenida Senhor Jesus dos Navegantes, 2770-161 Paço de Arcos

Quartel-Operacional: Rua do Parque Desportivo, nº 15, 2770-132 Paço de Arcos

Telefone da Central de Operações de Socorro: 214 409 670

Email: geral@bvpacodearcos.pt

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos