Cóclea

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Cóclea
Cochlea-crosssection.svg
Corte transversal da cóclea
Latim Cochlea
Gray assunto #232 1050
MeSH Cochlea
Dorlands/Elsevier Cochlea

A cóclea (ou caracol, devido à sua forma) é a parte auditiva do ouvido interno. É uma cavidade em forma de espiral no labirinto ósseo, em seres humanos fazendo 2,5 voltas em torno do seu eixo, o modiolar.[1] Um componente central da cóclea é o órgão de Corti, o órgão sensorial da audição, que é distribuído ao longo da partição que separa as câmaras de fluido no tubo cônico enrolado da cóclea.

O nome é derivado do latim para concha de caracol, que por sua vez vem do grego κοχλίας kokhlias ("caracol, parafuso") do κόχλος kokhlos ("concha em espiral"),[2] em referência à sua forma enrolada; a cóclea é enrolada em mamíferos, com exceção de monotremados.

Anatomia[editar | editar código-fonte]

É um tubo ósseo enrolado em espiral dividido longitudinalmente em três compartimentos cheios de líquido, por meio de membranas. O compartimento central é onde se encontra o Órgão de Corti com as células ciliadas responsáveis pela sensação da audição, através dos movimentos do líquido circundante. Seu vestíbulo contém duas janelas, uma oval e outra redonda. As janelas são fechadas por membranas flexíveis. O estribo funciona como um êmbolo, e faz contato com a membrana flexível da janela oval.[3]

As células ciliadas no órgão de Corti são ajustadas com certas frequências de som através da sua localização na cóclea, devido ao grau de rigidez da membrana basilar.[4] Esta rigidez é devida, entre outras coisas, a espessura e largura da membrana basilar,[5] que ao longo do comprimento da cóclea é mais dura e mais próximo do seu início na janela oval, em que o estribo apresenta as vibrações provenientes do tímpano.

Biônica[editar | editar código-fonte]

Em 2009, os engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts criou um chip eletrônico que pode rapidamente analisar uma gama muito grande de frequências de rádio enquanto usa apenas uma fração da energia necessária para as tecnologias existentes; seu design imita especificamente a cóclea.[6] [7]

Referências

  1. Gilroy, Anne M.; MacPherson, Brian R.; Ross, Lawrence M.. Atlas of anatomy (em inglês). [S.l.]: Thieme, 2008. p. 536. ISBN 978-1-60406-151-2 Página visitada em 14 de dezembro de 2013.
  2. Etimologia de "cochlea". (em inglês)
  3. Capovilla, Fernando César; Raphael, Walkiria Duarte. Dicionário enciclopédico ilustrado trilíngüe da língua de sinais brasileira: Sinais de M a Z (em português). [S.l.]: EdUSP, 2001. p. 1522. ISBN 8531406692
  4. Guenter, Ehret. (Dezembro de 1978). "Stiffness gradient along the basilar membrane as a way for spatial frequency analysis within the cochlea" (PDF) (em inglês). J Acoust Soc Am 64 (6): 1723-6. PMID 739099. Página visitada em 14 de dezembro de 2013.
  5. Camhi, J. Neuroethology: células nervosas e o comportamento natural dos animais. Sinauer Associates, 1984.
  6. Trafton, Anne (03 de junho de 2009). Drawing inspiration from nature to build a better radio: New radio chip mimics human ear, could enable universal radio (em inglês) MIT newsoffice. Página visitada em 14 de dezembro de 2013.
  7. Soumyajit Mandal, Serhii M. Zhak, and Rahul Sarpeshkar. (Junho de 2009). "A Bio-Inspired Active Radio-Frequency Silicon Cochlea" (em inglês). IEEE Journal of Solid-State Circuits 44 (6): 1814–1828. DOI:10.1109/JSSC.2009.2020465.
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