Charenton-le-Pont

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Charenton-le-Pont
—  Comuna francesa França  —
Charenton-le-Pont - La mairie - 002.jpg
Brasão de armas de Charenton-le-Pont
Brasão de armas
País  França
Região Blason France moderne.svg Île-de-France
Departamento Blason département fr Val-de-Marne.svg Val-de-Marne
Área
 - Total 1,85 km²
População (2010)[1]
 - Total 29 348
    • Densidade 15 863,8/km2 
Código Postal 94220
Código INSEE 94018

Charenton-le-Pont é uma comuna francesa na região administrativa da Ilha-de-França, no departamento de Val-de-Marne.


Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização de Charenton-le-Pont na região Parisiense


Charenton-le-Pont Estende-se por uma área de 1,85 km². Em 2010 a comuna tinha 29 348 habitantes (densidade: 15 863,8 hab./km²).[1] A comuna é atendida pela linha 8 do Mêtro de Paris [2] , através de duas estações: Liberté, e Charenton-Écoles.

A comuna de Charenton-le-Pont faz parte da Aglomeração Parisiense, e é a sexta menor comuna do departamento de Val-de-Marne. Está situada na margem direita do Rio Sena, imediatamente antes de sua entrada em Paris. Charenton-le-Pont faz divisa ao norte e oeste com a cidade de Paris, através do Bosque de Vincennes; com a comuna de Saint-Maurice à leste; e com as comunas de Alfortville, Ivry-sur-Seine e Maisons-Alfort ao sul.

A comuna de Charenton-le-Pont é inteiramente urbanisada, possuindo uma das densidades demográficas mais elevadas do departamento, e sendo uma das municipalidades mais densamente habitadas da Europa. A proximidade imediata de Paris, os acessos diretos ao sistema rodoviário nacional francês, e uma localização estratégica às margens do Rio Sena e do Bosque de Vincennes, fazem da comuna um território atraente para muitas empresas[3] , entre elas: Carrefour, Crédit Foncier de France, Natixis, Véolia.


Bosque de Vincennes, no limite norte da Comuna .
Praça central da comuna.
Aspecto da Comuna na década de 20 do século XX.


Demografia[editar | editar código-fonte]

Evolução demográfica
1793 1800 1806 1821 1831 1836 1841 1846 1851
1 500 1 126 1 264 1 400 1 977 2 558 3 393 3 505 3 219
1856 1861 1866 1872 1876 1881 1886 1891 1896
4 258 5 534 6 190 7 141 8 822 11 826 13 535 15 306 16 811
1901 1906 1911 1921 1926 1931 1936 1946 1954
17 980 18 372 19 499 20 872 20 891 21 098 20 946 21 457 22 079
1962 1968 1975 1982 1990 1999      
22 530 22 300 20 468 20 500 21 872 26 582      

Para os censos a partir de 1962, a população legal corresponde à população sem duplicidades, segundo define o INSEE.


História[editar | editar código-fonte]

Existem registros de ocupação humana da região de Charenton-le-Pont de cerca de 16 000 anos, testemunhados através de armas e utensílios de diferentes épocas da pré-história encontrados durante os trabalhos de dragagem e estruturação das margens do Rio Sena, levadas à cabo nas três ultimas décadas do século XIX.

A comuna deve seu nome ("Charenton a ponte" em português) à presença de uma antiga ponte mencionada desde o século VII, e que é certamente uma das mais antigas edificações a facilitar o acesso à Paris. É ao redor desta ponte que se desenvolve na margem direita do Rio Sena o Burgo-de-Charenton. Situada em um ponto estratégico às portas da capital, a vila foi teatro de numerosos combates. No ano de 865, a ponte chegou a ser conquistada pelos Vikings.

As margens da vila funcionaram ao longo dos anos como ponto natural de descarga de produtos, e serviam ao comércio de vinhos, madeira e trigo. A importancia crescente da navegação assegura à vila um impulso econômico já no século XVII. A vila torna-se então sede de elegantes residências de aristocratas e ricos parisienses que fazem da vila um lugar de renome. Em 1782, Fragonard, um dos principais pintores franceses do século XVIII, compra ali uma residência. Entretanto, após a Revolução Francesa, muitas propriedades particulares e do clero são confiscadas e divididas em partes menores.

As primeiras décadas do século XIX foram marcadas pelo início da industrialização da região. Em 1849, é inaugurada a primeira estrada de ferro Paris-Lyon, que corta a vila e resulta na demolição de inúmeros prédios e edificações antigas. Ao mesmo tempo que a linha de ferro cortava radicalmente o território da comuna, ela também asseguraria cada vez mais o seu crescimento econômico e demográfico.

Durante os anos do Segundo Império Francês, a comuna continua a se desenvolver e a conquistar novos territórios urbanos. Pouco a pouco um conjunto de pequenas vilas residênciais e de imóveis ocupam gradativamente o seu espaço. Em 1865 surge o primeiro grupo escolar da vila. Nesta mesma época surgem os "Magasins Généraux", estabelecimentos comerciais dedicados ao comércio de vinhos, madeiras, carvão e ferro, e que durariam até o ano de 1980.

Nas três ultimas décadas do século XX a comuna passaria por mais uma remodelação urbana radical, com a demolição das velhas vilas residênciais que se situavam entre as margens do Rio Sena e a linha férrea, para dar espaço à via de circulação Autoroute A4, assim como à edifícios residênciais e comerciais mais modernos.[4]

Referências


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