Ciclo calíptico

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O ciclo ou período Calíptico foi criado pelo astrônomo Cálipo de Cízico, em 330 a.C.[1] Até então, os gregos utilizavam o ciclo metónico, mas Cálipo modificou este período, com uma correção a cada 4 desses ciclos, perfazendo um período de 76 anos, conhecido como período calíptico, fazendo o ano médio, neste ciclo, valer 365,25 dias, muito mais próximo ao ano trópico verdadeiro. Os babilônios adotaram essas correções 50 anos depois.[2]

Os povos antigos calculavam o tempo pelo calendário lunissolar, em que em alguns anos tinham doze meses e em outros anos treze. Este tipo de calendário era usado pelos antigos hebreus, conforme I Samuel 20:5, I Samuel 20:18, I Samuel 20:24 e I Samuel 20:27.[Nota 1] Três astrônomos gregos aperfeiçoaram a astronomia e retificaram o cálculo do tempo, Meton, Cálipo e Hiparco. Apesar de Hiparco ter florescido cerca de noventa a cem anos antes da reforma do calendário por Júlio César, seu astrônomo Sosígenes adotou os cálculos de Cálipo para estabelecer a duração do ano no calendário juliano.[3]

O ciclo determinado por Cálipo consiste de setenta e seis anos, com o total de 27 759 dias, o mesmo número que tem 76 anos do calendário juliano.[4]

Os três ciclos, de Meton, Cálipo e Hiparco, tinham por principal objetivo a determinação de um calendário lunissolar. Seus períodos eram, respectivamente, dezenove anos para 6 940 dias, setenta e seis anos para 27 759 dias e trezentos e quatro anos para 111 035 dias.[5]

Notas e referências

Notas

  1. Para uma opinião diferente, ver o artigo calendário judaico. O astrônomo John Jackson propôs que os antigos hebreus usavam um calendário solar semelhante ao calendário egípcio, e só teriam adotado o calendário lunissolar após contato com a civilização grega.

Referências

  1. Alan Edouard Samuel. Greek and Roman chronology: Calendars and years in classical antiquity (Handbuch der Altertumswissenschaft). EUA: Beck, 1972. ISBN B0006C6FEW
  2. Daryn Lehoux. Astronomy, Weather, and Calendars in the Ancient World: Parapegmata and Related Texts in Classical and Near-Eastern Societie. EUA: Cambridge University Press, 2007. ISBN 978-0521851817
  3. Dr. R. Wood, A new Luni-Solar Year, and a perpetual Almanac, Phil. Collect. N.2. p.26., citado em Memoirs of the Royal Society: being a new abridgment of the Philosophical transactions ... 1665 to ... 1735 ... the whole carefully abridg'd from the originals, and the order of time regularly observ'd, Volume 2, p.145 [google books]
  4. Dr. R. Wood, A new Luni-Solar Year, and a perpetual Almanac, Phil. Collect. N.2. p.26., citado em Memoirs of the Royal Society: being a new abridgment of the Philosophical transactions ... 1665 to ... 1735 ... the whole carefully abridg'd from the originals, and the order of time regularly observ'd, Volume 2, p.146
  5. Dr. R. Wood, A new Luni-Solar Year, and a perpetual Almanac, Phil. Collect. N.2. p.26., citado em Memoirs of the Royal Society: being a new abridgment of the Philosophical transactions ... 1665 to ... 1735 ... the whole carefully abridg'd from the originals, and the order of time regularly observ'd, Volume 2, p.147
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