Clã

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Brasão de um clã polaco.

Um clã constitui-se num grupo de pessoas unidas por parentesco e linhagem e que é definido pela descendência de um ancestral comum. Mesmo se os reais padrões de consangüinidade forem desconhecidos, não obstante os membros do clã reconhecem um membro fundador ou ancestral maior. Como o parentesco baseado em laços pode ser de natureza meramente simbólica, alguns clãs compartilham um ancestral comum "estipulado", o qual é um símbolo da unidade do clã. Quando este ancestral não é humano, é referenciado como um totem animal. Em geral, o parentesco difere da relação biológica, visto que esta também envolve adoção, casamento e supostos laços genealógicos. Os clãs podem ser descritos mais facilmente como sub-grupos de tribos e geralmente constituem grupos de 7000 a 10 000 pessoas.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Clãn é a forma em língua portuguesa da palavra gaélica clann, que significa "crianças" ou mais especificamente as crianças de uma família.1 2 .

An Chlann Aoidh, o nome em gaélico escocês para o Clã Mackay, significa literalmente "As Crianças do Fogo" (sendo "fogo" uma tradução literal do nome gaélico Aodh –; caso genitivo e vocativo, hAoidh –; o qual pode ser traduzido foneticamente para o escocês e inglês como Eth, Y, Hy, Heth, Huey e Hugh).

Clannad é uma forma estendida da palavra clann, e que pode ser traduzida por "família". Clã também era um lugar para pessoas de tribos.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Alguns clãs são patrilineares, significando que seus membros são vinculados à linhagem masculina; por exemplo, os clãs da Armênia. Outros são matrilineares; seus membros são vinculados à linhagem feminina. Ainda existem clãs "bilaterais", consistindo de todos os descendentes do ancestral maior, tanto da linhagem masculina quanto feminina; os clãs da Escócia são um exemplo. Se um clã é patrilinear, matrilinear ou bilateral, depende das regras e normas de parentesco que regem a sociedade onde ele se insere.

Em diferentes culturas e situações, um clã pode significar a mesma coisa que outros grupos baseados em parentesco, tais como tribos e bandos. Freqüentemente, o fator distintivo é que o clã se constitui na parte menor de uma sociedade maior, tais como uma tribo ou um estado. Exemplos incluem clãs irlandeses, escoceses, chineses e japoneses, os quais existem como grupos de parentesco dentro de suas respectivas nações. Observe-se, todavia, que tribos e bandos podem também ser componentes de sociedades maiores. Tribos árabes são grupos menores dentro da sociedade árabe, e bandos Ojibwa são partes menores da tribo Ojibwa.

Além destas diferentes tradições de parentesco, uma confusão conceitual adicional emerge do uso coloquial do termo. Em países pós-soviéticos, por exemplo, é muito comum falar-se em clãs referindo-se a redes informais dentro da esfera econômica e política. Este uso reflete a suposição de que seus membros ajam uns em relação aos outros de modo particularmente próximo e mutuamente colaborativo, aproximando-se da solidariedade entre parentes. Já entre os clãs da Escandinávia, o termo "ätter" não pode ser traduzido em "tribo" ou "bando", e conseqüentemente são freqüentemente traduzidos como "casa" ou "linhagem".

Na Polônia, os clãs diferem da maioria dos outros lugares por serem um conjunto de famílias que usam a mesma cota de armas, em vez de afirmarem terem um ancestral comum.

A maioria dos clãs são exógamos, significando que seus membros não podem casar-se entre si. Alguns clãs possuem um líder oficial, tal como um chefe, matriarca ou patriarca.

Referências

  1. Dineen, Patrick S. Foclóir Gaeďilge agus Béarla An Irish-English Dictionary. Irish Texts Society, Hely Thom Limited, Dublin, 1970.
  2. Ó Dónaill, Niall. Foclóir Gaeilige-Béarla. An Gúm, 1992. ISBN 1-85791-037-0

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bernardi, B. Introdução aos estudos etno-antropológicos. Lisboa: Edições 70, 1974.
  • Levi-Strauss, C. El futuro de los estudios de parentesco. Barcelona: Anagrama, 1982.