Cracker

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Cracker [cráquer][1] é o termo usado para designar o indivíduo que pratica a quebra (ou cracking) de um sistema de segurança de forma ilegal ou sem ética. Este termo foi criado em 1985 por hackers em defesa contra o uso jornalístico pejorativo do termo "hacker". A criação do termo pelos hackers reflete a forte revolta destes contra o roubo e o vandalismo praticados pelos crackers.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Cracker' é um termo da língua inglesa que significa "aquele que quebra": no caso, aquele que quebra os sistemas de segurança informáticos.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Tipos de Crackers:

  1. Crackers de criptografia: termo usado para designar aqueles que se dedicam à quebra de criptografia (cracking codes). Tal procedimento pode ser executado tanto com lápis e papel bem como com uso de computadores: tudo depende da fonte do problema a ser solucionado.
  2. Crackers de softwares: termo usado para designar programadores e decodificadores que fazem engenharia reversa de um determinado programa, ou seja, que alteram o conteúdo de um determinado programa pra fazê-lo funcionar de forma incorreta. Muitos crackers alteram datas de expiração de um determinado programa pra fazê-lo funcionar por mais de 30 dias, ou seja, modificam o modo trial para utilizá-lo como se fosse uma cópia legítima, ou fazem um desvio interno na rotina de registro do programa para que ele passe a aceitar quaisquer seriais: tais softwares alterados são conhecidos como warez.
  3. Desenvolvedores de vírus, worms, trojans e outros malwares: programadores que criam pequenos softwares que causam danos ao usuário.

Não são considerados crackers pessoas como: distribuidores de warez e crackz, webmasters que disponibilizam, em suas páginas, softwares sem autorização dos detentores de direitos autorais ou pessoas que copiam softwares piratas. O cracabiker é, essencialmente, um profissional habilitado na reengenharia ou engenharia reversa de software ou hardware. Um hacker se aproveita de características dos sistemas para poder modificá-los. Os crackers são autodidatas (bem como os hackers) e, sem conhecimento algum do sistema, revertem hacks necessários entendendo os sistemas de trás pra frente, algumas vezes. Suas alterações também são hacks, pois são feitos em cima de hacks em geral.

Crackers são confundidos com:

Pichadores digitais: agem principalmente com o objetivo de serem reconhecidos. Desejam tornar-se famosos no universo cyberpunk e, para tanto, alteram páginas da internet, num comportamento muito semelhante aos pichadores de muro, deixando sempre assinados seus pseudônimos. Alguns deixam mensagens de conteúdo político, o que não deve ser confundido com o ciberterrorismo.

Revanchista: funcionário ou ex-funcionário de alguma empresa que, por qualquer motivo, resolve sabotá-la com objetivo claro de vingança. Geralmente, trabalharam no setor de informática da empresa, o que facilita enormemente seu trabalho, já que estão bem informados das vulnerabilidades do sistema.

Vândalos: agem pelo simples prazer de causar danos à vítima. Este dano pode consistir na simples queda do servidor (deixando a máquina momentaneamente desconectada da Internet) ou até mesmo a destruição total dos dados armazenados.

Espiões: agem para adquirirem informações confidenciais armazenados no computador da vítima. Os dados podem ter conteúdo comercial (uma fórmula de um produto químico, por exemplo), político (e-mails entre consulados) ou militar (programas militares).

Ciberterroristas: são terroristas digitais. Suas motivações são, em geral políticas, e suas armas são muitas, desde o furto de informações confidenciais até a queda do sistema telefônico local ou outras ações do gênero.

Ladrões: têm objetivos financeiros claros e, em regra, atacam bancos com a finalidade de desviar dinheiro para suas contas.

Estelionatários: também com objetivos financeiros, em geral, procuram adquirir números de cartões de créditos armazenados em grandes sites comerciais. Geralmente, utilizam uma técnica chamada "Phishing Scam", enviando, por e-mail, um programa que é executado por algum usuário, tendo, assim, acesso às suas informações.

Cracking[editar | editar código-fonte]

O ato de quebrar a segurança de um sistema, muitas vezes, exige brilhantismo para se realizar e capacidade para explorar (exploitar) as vulnerabilidades conhecidas do sistema alvo com criatividade. Entretanto, alguns, 'erroneamente' definidos como crackers, utilizam-se de soluções conhecidas para problemas recorrentes em sistemas vulneráveis, copiando assim ou explorando falhas descobertas por outros sem qualquer esforço.

Referências

  1. Dicionário escolar da língua portuguesa/Academia Brasileira de Letras. 2ª edição. São Paulo. Companhia Editora Nacional. 2008. p. 375.