Dirk Stoop

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Dirk Stoop
Nome completo Dirk Stoop
Pseudónimo(s) Dirck Stoff,
Roderigo Stoff,
Rodrigo Stoff,
Theodorus Stoff,
Cornelius Stoop,
Dirck "van der" Stoop,
Dirck Willemsz. Stoop,
Dirk Stoop,
Jan Peter(?) Stoop,
Peter Stoop,
Roderigo Stoop,
Rodrigo Stoop,
Theodorus Stoop,
Theodorus Willemsz. Stoop
Nascimento 1610
Dordrecht
Morte 1686 (76 anos)
Utrecht
Nacionalidade Países Baixos Holandesa
Influências
Área Pintor
Patronos Catarina de Bragança

Dirk Stoop foi um pintor holandês. Existem inúmeras versões alternativas do seu nome, que incluem Thierry (em França) ou Rod(e)rigo em Portugal, mas todos eles se referem ao mesmo artista.[1] .

Dirk Stoop nasceu em Dordrecht por volta do ano de 1610. O seu pai era o pintor Willem Jansz. van Stoop e seu irmão Maerten era também pintor, especialmente de cenas de guerra. De acordo com Houbraken, o seu pai tinha sido também o primeiro mestre de Abraham Diepraam[2] . Houbraken considerava que Dirk Stoop era um dos melhores pintores de cavalos[2] . Tornou-se conhecido por pintar paisagens italianas com festas de caça, paisagens de portos, cenas de cavalaria, pinturas históricas, naturezas mortas e altares que foram sendo bastante valorizadas no seu tempo.

Era também gravador, sendo conhecidas uma série de gravuras de12 cavalos, que existe hoje na coleção do Museu Britânico[3] e uma série de vinte figuras e animais que elaborou antes de partir da Holanda para Inglaterra.

Em 1638 Dirk Stoop era um aluno na Guilda de Utrecht.

Passou depois a viver em Itália, provavelmente entre 1639 e 1645.

Durante um regresso a Inglaterra, pintou uma panorâmica do desfile de coroação do rei Carlos II de Inglaterra (1660)[4] .

A convite do rei D. João IV, Dirk Stoop passou a viver em Lisboa, em Portugal, desde 1651 tendo-se tornado pintor da corte da princesa Catarina de Bragança. Neste país passou a ser conhecido por Rod(e)rigo, tendo aceite várias encomendas para a restante família real portuguesa, desde retratos a paisagens.

Em Lisboa elaborou um conjunto de oito telas com descrições e paisagens daquela cidade, todas dedicadas à sua patrona, assinadas como Ro. Stoop. f. e datadas de 1661 e 1662. É sua a célebre paisagem do Terreiro do Paço e do Paço da Ribeira, em Lisboa, hoje existente no Museu da Cidade de Lisboa, bem como a imagem do Mosteiro dos Jerónimos existente no Museu Mauritshuis, em Haia.

Aquando do noivado de Catarina de Bragança com Carlos II de Inglaterra, em 1662, juntou-se à comitiva da princesa, passando a viver novamente em Inglaterra. Desta altura datam uma série de sete grandes telas que registam o progresso da comitiva princesa desde Lisboa, passando por Portsmouth até ao Hampton Court.[5] .

Durante a sua estadia em Inglaterra, juntamente com Wenceslaus Hollar, criou as placas para a primeira parte da edição inglesa de John Ogilby das Fábulas de Esopo.

Depois de uma estadia de quatro anos, voltou a Utrecht, na Holanda, sabendo-se hoje que até à data da sua morte esteve instalado alguns tempos em Hamburgo, na Alemanha[6] .

Depois de ter voltado para a Holanda morreu em Utrecht no ano de 1686. O seu filho Peter Scoop também foi pintor.

Referências

  1. Rijksbureau voor Kunsthistorische Documentatie
  2. a b Dirk Stoop Biography in De groote schouburgh der Nederlantsche konstschilders en schilderessen (1718) by Arnold Houbraken, cortesia da Digital library for Dutch literature
  3. BM site, pages 1-2
  4. Nicole Kipar site
  5. Military history site
  6. Mais informação aparece em Michael Bryan, A Biographical Dictionary of Painters and Engravers vol. V, p. 132
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