Eichhornia

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Eichhornia crassipes

Eichhornia crassipes
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Commelinales
Família: Pontederiaceae
Género: Eichhornia
Kunth
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Eichhornia[1] , vulgarmente conhecido em Portugal e Angola como jacinto-de-água e, no Brasil, como aguapé, mururé, orelha-de-veado, pavoá, rainha-do-lago, uape e uapê[2] , é um género botânico originário na Bacia Amazónica, na América do Sul. Pertence à família Pontederiaceae.[3] É considerada uma das piores espécies invasoras. Na Europa, ela está em Portugal, Itália e Espanha. Em Portugal, esta espécie prolifera no centro do país e, em Espanha, está presente na bacia do Guadiana.[4]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Jacinto d'água" é uma referência ao jacinto, uma flor terrestre de aspecto semelhante. "Aguapé" provém do tupi awa'pé[2] . "Mururé" provém do tupi muru'ré[5] . "Orelha-de-veado" é uma referência ao formato da folha da planta. "Uape" e "uapé" são oriundos do tupi wa'pé[6] .

Descrição[editar | editar código-fonte]

São plantas aquáticas flutuantes e rizomatosas que têm preferência por rios de fluxo lento ou lagoas de água doce. Reproduzem-se rapidamente por meios vegetativos, mas também produzem frutos e sementes em abundância. Possuem baixa tolerância a poluentes como, por exemplo, os metais pesados.

Disseminação[editar | editar código-fonte]

É uma planta infestante de sistemas fluviais e lagunares urbanos. É, por isso, considerada uma planta daninha e aparece frequentemente em canais de irrigação, represas, rios e lagoas.

A venda, a posse, etc do Jacinto de Água é proibida por lei em Portugal porque é uma espécie perigosa por ser extremamente invasora! Se virem o jacinto de água a ser vendido denunciem às autoridades policias! Vejam quanto a Exóticas o Decreto-Lei n.º 565/99, D.R. n.º 295, Série I-A, de 1999-12-21 que regula a introdução na natureza de espécies não indígenas da flora e da fauna e, vejam, também o Decreto-Lei n.º 165/74, D.R. n.º 94, Série I, de 1974-04-22 que adopta providências destinadas a evitar a propagação e a continuação da existência da espécie denominada Eichhornia crassipes (Mart.), Solms., conhecida vulgarmente por jacinto-aquático, jacinto-de-água ou desmazelos[7] .

Nos rios da Amazónia, é comida por peixes e mamíferos aquáticos herbívoros. Na ausência destes animais, e em corpos de água eutrofizados, reproduz-se com muita facilidade, entupindo-os rapidamente.

A sua introdução nos sistemas de água das cidades brasileiras deve-se justamente a sua característica de absorver e acumular poluentes, "filtrando" a água. Porém, quando em abundância, impede a proliferação de algas responsáveis pela oxigenação da água, causando a morte dos organismos aquáticos.

Espécies[editar | editar código-fonte]

Existem sete espécies, sendo a mais conhecida a E. crassipes, o jacinto-de-água-comum, popularmente conhecida em alguns locais do Brasil por gigoga. Outras espécies conhecidas são as E. azurea (jacinto-de-água-ancorado), E. diversifolia (jacinto-de-água-de-folha-variável) e a E. paniculata (jacinto-de-água-brasileiro).

Usos[editar | editar código-fonte]

É cultivada como planta ornamental por apresentar repetidas florações exuberantes e coloridas o ano inteiro.

Referências

  1. Eichhornia. ZipcodeZoo.com. Página visitada em 27 de março de 2011.
  2. a b FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.67
  3. http://www1.ci.uc.pt/invasoras/files/29jacinto-de-agua.pdf
  4. http://publico.pt/Local/autoridades-espanholas-nao-conseguem-erradicar-o-jacintodeagua-do-rio-guadiana-1569083
  5. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 173
  6. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 732
  7. http://www.icnf.pt/portal/icnf/legislacao/proteccao-de-especies
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