Ekedi

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Ekedi, equede,[1] ajoiê e makota são nomes dados de acordo com a nação do candomblé para um cargo feminino de grande valor: a de "zeladora dos orixás". É o equivalente feminino dos ogãs, sendo escolhida e confirmada pelo orixá do terreiro de candomblé. Não entram em transe. Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Terreiro do Gantois, de "Iyárobá" e nos terreiros de Angola do candomblé banto, é chamada de "makota de angúzo". "Ekedi" é nome de origem jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de candomblé do Brasil.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Equede" é uma palavra com origem na língua iorubá.[2]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Dentre os cargos femininos na hierarquia do candomblé no Brasil, o mais conhecido é da equede. Como os ogãs, elas não são possuídas por seu orixá de cabeça, ou seja não entram em transe, pois necessitam estar acordadas para atender as necessidades dos Orixás, Voduns ou Inkices para os quais foram devidamente preparadas para servir.

A ekedi, na maioria das casas, também é chamada de mãe e exerce a função de dama de honra do orixá regente da casa. É dela a função de zelar, acompanhar, dançar, cuidar das roupas e apetrechos do orixá da casa, além dos demais orixás, dos filhos e até mesmo dos visitantes. É uma espécie de "camareira" que actua sempre ao lado do orixá e que também cuida dos objectos pessoais do babalorixá ou iyalorixá. O cargo de ekedi é muito importante, pois será ela a condutora dos orixás incorporados no Egbê (barracão ou sala de festividades) e dela é a responsabilidade de recolhê-los e "desvirá-los", observando as condições físicas daqueles que "desviraram". Para se tornar uma equede, ela primeiramente é apresentada e não suspensa como o ogã, e logo depois será confirmada, com as obrigações de roncó.

Vestuário[editar | editar código-fonte]

Existe muita diferença de uma casa para outra e mesmo de uma nação para outra, na forma de se vestir. Na Casa Branca do Engenho Velho, a ajoiê não usa roupa de baiana e nem dança na roda do xirê, o traje tradicional da ajoiê é um vestido discreto, um fio de contas e um pano da costa dobrado sobre um ombro ou na cintura. Sempre tem uma toalha ou tecido à mão para secar o rosto do filho de santo que está em transe, no dia a dia usa uma roupa de ração como todas as participantes do candomblé.

Já em outras casas, vai depender do babalorixá ou iyalorixá deliberar o uso da roupa de baiana pelas equedes. Em muitos candomblés de Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, é muito comum encontrar equedes vestidas de baiana e dançando na roda do xirê.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 675.
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 675.

Ver também[editar | editar código-fonte]