Eleições legislativas na Grécia em 2009

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Flag of Greece.svg

As eleições legislativas gregas de 2009 ocorreram em 4 de outubro. Nelas foram escolhidos todos os 300 membros do Parlamento Helênico. As eleições deveriam ser convocadas até setembro de 2011, mas o primeiro ministro Kóstas Karamanlís anunciou no dia 2 de setembro que iria pedir ao presidente Károlos Papúlias para dissolver o Parlamento e convocar novas eleições. Assim sendo, o Parlamento foi dissolvido no dia 9 de setembro.

Contexto[editar | editar código-fonte]

Durante todo o seu governo, o primeiro ministro Karamanlis esteve sob forte oposição, principalmente dos jovens, o que se agravou durante os distúrbios de 2008. Os distúrbios foram gerados por uma grave crise econômica que assola o país e agravados pela morte de Aléxandros Grigorópulos, um estudante de 15 anos, durante confrontação com a polícia. Os distúrbios geraram uma grave crise política no governo, com grande parte da sociedade pedindo o afastamento de Karamanlis.

Na ocasião em que pediu para o presidente Papúlias dissolver o Parlamento, Karamanlís argumentou que queria obter mais quatro anos no cargo de primeiro-ministro para resolver os problemas econômicos da Grécia. A oposição, no entanto, o acusa de não ter conseguido lidar com as questões econômicas nem modernizar o país. Seu governo também foi atingido por uma série de escândalos de corrupção. Apenas dois dias antes do pleito, Karamanlís foi vítima de um atentado, quando uma bomba-relógio explodiu a apenas algumas centenas de metros do local onde ele fazia um comício. Ninguém ficou ferido [1] .

Resultado[editar | editar código-fonte]

O partido do primeiro-ministro Karamanlís, o direitista Nova Democracia perdeu 60 cadeiras no Parlamento, obtendo o pior resultado eleitoral de sua história. Já o Movimento Socialista Pan-helênico ganhou 60 cadeiras, totalizando 160, ou seja, mais da metade dos assentos do Parlamento, e seu líder Geórgios Papandréu deverá formar o novo governo. Em terceiro lugar veio o Partido Comunista de Aleka Papariga, que conquistou vinte e uma cadeiras, uma a menos que nas eleições de 2007. Outros dois partidos, a Concentração Popular Ortodoxa, de extrema-direita, e a Coalizão da Esquerda Radical, de extrema-esquerda, também conseguiram atingir a cláusula de barreira.

O voto é obrigatório no país, mas não há sanções legais para aqueles que não votam. Cerca de 71% dos cidadãos aptos a votar compareceram ao pleito, contra 74% em 2007.

Candidato Partido Votos  % +/– Assentos +/–
Γεώργιος Παπανδρέου.jpg
Geórgios Papandréu
Movimento Socialista Pan-Helênico
(Πανελλήνιο Σοσιαλιστικό Κίνημα - ΠΑ.ΣΟ.Κ)
3 012 373 43,92 +5,82 160 +58
Kostas Karamanlis.jpg
Kóstas Karamanlís
Nova Democracia
(Νέα Δημοκρατία - ΝΔ)
2 295 967 33,48 −8,38 91 −61
Aleka Papariga - Crop.jpg
Aleka Papariga
Partido Comunista da Grécia (Κομμουνιστικό Κόμμα Ελλάδας - KKE) 517 154 7,54 −0,61 21 −1
Geórgios Karatzáferis Concentração Popular Ortodoxa (Λαϊκός Ορθόδοξος Συναγερμός - ΛΑ.Ο.Σ.) 386 152 5,63 +1,83 15 +5
Alexis Tsipras Komotini cropped.jpg
Alexis Tsipras
Coalizão da Esquerda Radical (Συνασπισμός Ριζοσπαστικής Αριστεράς - ΣΥΡΙΖΑ) 315 627 4,60 −0,44 13 −1

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]