Filipe II de Saboia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Filipe II
Duque de Saboia
Filipo la 2-a de Savojo.jpg
Governo
Reinado 16 de abril de 1496 - 7 de novembro de 1497
Antecessor Carlos II
Sucessor Felisberto II
Títulos Príncipe do Piemonte
Conde de Bresse
Vida
Nome completo chamado "Filipe, o Sem-Terra"
Nascimento 4 de fevereiro de 1438
Chambéry
Morte 7 de novembro de 1497 (59 anos)
Turim
Esposas Margarida de Bourbon
Cláudia de Bresse
Filhos com Margarida de Bourbon
Luísa
Felisberto II
com Cláudia de Bresse
Carlos III
Luís
Filipe
Felisberta
Pai Luís I
Mãe Ana de Lusignan

Filipe II (4 de fevereiro de 1438 - 7 de novembro de 1497), cognomidado o Sem-Terra, foi conde de Bresse e depois duque de Saboia e príncipe do Piemonte.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Chambéry, o quarto dos de dezoito filhos do duque Luís de Saboia e de Ana de Lusignan.

Filipe era tio de três duques antecessores: dois filhos de seu irmão Amadeu IX, o Feliz, Felisberto I e Carlos I, e Carlos II, o filho de seis anos de Carlos I, a quem Filipe sucedeu inesperadamente. Sendo apenas um príncipe menor, por muito tempo, Filipe teve um papel pequeno nos assuntos internos de Saboia. Apenas em 1460 foi que ele recebem um apanágio, o condado de Bresse.

Contudo, Filipe ambicionava a soberania de Saboia, mas seus esforços, tanto numerosos quanto violentos (assassinatos de oficiais, sequestros de duques jovens), mostravam-se infrutíferos[1] . Sua ambição começou a incomodar ainda na gestão de seu pai, mas foi detido por Luís XI da França, que, a pedido do duque de Saboia, o prendeu no castelo de Loches em 1464. Filipe também perdeu o condado de Bresse. A partir de então, ficou conhecido como o Sem-Terra.

Libertado em 1466, aliou-se a Carlos, o Temerário, duque da Borgonha, contra o rei da França. Isto explica sua elevação, em 24 de junho de 1468, a cavaleiro da Ordem do Tosão de Ouro e sua presença ao lado do duque borgonhês em Péronne na conferência com Luís XI[2] . A partir de então, até a morte de Carlos, o Temerário, Filipe se conduziu entre alianças com a França (em 1472, ele casou com Margarida de Bourbon) e a Borgonha. A ascensão de Carlos VIII ao trono, em 1483, porém, reforçou seus laços com a França. Desde então, Filipe tornou-se um dos mais próximos e mais devotados conselheiros reais, tomando parte na conquista de Nápoles. Para reforçar a aliança, casou com Cláudia de Brosse, pretendente ao ducado da Bretanha, em 1485 (a primeira esposa de Filipe, Margarida, havia morrido havia dois anos).

Apenas quinze meses antes de sua morte, suas velhas ambições em Saboia foram alcançadas; em abril de 1496, ele sucedeu seu sobrinho-neto Carlos II como duque de Saboia. Na época em que Filipe sucedeu Carlos como chefe da dinastia de Saboia, ele também teria recebido os títulos dos reinos de Chipre, Jerusalém e Armênia. Contudo, Filipe não era o herdeiro universal do falecido Carlos, mas apenas o herdeiro varão. Jerusalém, Chipre e outros reclames e possessões poderiam ir para um herdeiro diferente, e eles foram de início, para as filhas de seu irmão Amadeu IX. Entretanto, Filipe não estava pronto para desistir deles, e eles os trouxe para si, reclamando-os.

Casamentos e posteridade[editar | editar código-fonte]

Em 6 de abril de 1472, ele casou com Margarida de Bourbon (n. 5 de fevereiro de 1438), filha de Carlos I de Bourbon, com quem teve dois filhos:

Margarida faleceu em 24 de abril de 1483.

Filipe se casou novamente, em 11 de novembro de 1485, com Cláudia de Brosse, filha de João II de Brosse, com quem teve seis filhos:

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Carlos II
Brasão da Casa de Saboia
Duque de Saboia

1496 - 1497
Sucedido por
Felisberto, o Belo