Frei João Álvares

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Frei João Álvares (Torres Novas, séc XV - Paço de Sousa, c. 1490) foi um religioso, cronista e escritor português.

Foi moço de câmara e secretário do Infante D. Fernando, tendo-o acompanhado na frustrada campanha de conquista de Tânger, no Marrocos, em 1437. Capturado com o príncipe, esteve prisioneiro com ele em Arzila e em Fez, sendo resgatado em 1448, cinco anos depois da morte do D. Fernando. Em 1450 voltou ao Marrocos para buscar relíquias do príncipe, que começava a ser cultuado como o Infante Santo.

De volta a Portugal, o Infante D. Henrique pediu-lhe que redatasse uma Crónica dos feitos do irmão, que João Álvares escreveu provavelmente entre 1451 e 1460. João Álvares era a pessoa indicada para escrevê-la, pois havia acompanhado o Infante durante longo tempo em Portugal e foi testemunha do seu cativeiro e morte no Magrebe.

A obra, inicialmente manuscrita, veio a ser impressa pela primeira vez em 1527 com o título Tratado da vida e dos feitos do muito vertuoso Senhor Infante D. Fernando em Lisboa. Foi novamente impressa em Coimbra em 1577.

Antes de 1460 esteve na Flandres acompanhando Isabel de Portugal, Duquesa da Borgonha, irmã de D. Fernando. Em 1470 viajou a Roma.

João Álvares foi frade da Ordem de Avis. Em 1461 foi nomeado abade comandatário do Mosteiro de Paço de Sousa, traduzindo ao português obras religiosas como a Ordem de São Bento, os Sermões aos Irmãos do Ermo e o livro I da Imitação de Cristo. Morreu em Paço de Sousa por volta de 1490.

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