Genie (criança selvagem)

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Genie (pseudônimo) nasceu em 18 de abril de 1957 e viveu praticamente todos os seus primeiros treze anos em total isolação da sociedade. Foi descoberta pelas autoridades estadunidenses no 4 de novembro de 1970 em Los Angeles.

Quando descoberta, Genie desconhecia a linguagem e obteve um desempenho equivalente ao de uma criança de quinze meses de idade num teste cognitivo não-verbal.[1] .

Infância[editar | editar código-fonte]

Genie foi o quarto filho de uma casal problemático, Irene e Clark. Sua mãe era parcialmente cega devido a uma catarata e um descolamento de retina. Seu pai era deprimido e apresentava desequilíbrio mental. Outros dois filhos do casal morreram e a viviam também com um irmão mais velho.

Com a idade de vinte meses, quando Genie iria começar a aprender a falar, um médico anunciou que era lenta, provavelmente retardada. O pai de Genie levou este diagnótico ao extremo e, com o intuito de protegê-la, privou-a de todo contato com a sociedade.

Genie passava os dias presa a uma cadeira e, à noite, quando não era esquecida ali, era coloca em um berço fechado com barras de aço. Toda vez que tentava falar, seu pai batia nela e proibia qualquer um de lhe dirigir a palavra. Durante este período, Genie ficou presa sem manter qualquer contato lingüístico com quem quer que fosse. Genie se tornou quase muda e babava como uma criança, sendo capaz de pronunciar apenas algumas palavras como stopit e nomore.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. K. R. Popper and J. C. Eccles, O Eu e seu cérebro