Germano (patrício)

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Germano
Morte 605/606
ilha de Prote
Nacionalidade Império Bizantino
Progenitores Mãe: possivelmente Matasunta
Pai: possivelmente Germano
Ocupação Senador
Título
Religião Catolicismo

Germano, chamado "patrício", (em grego: πατρίκιος) foi um dos principais membros do senado bizantino durante o reinado de Maurício (r. 582-602).[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Sob Maurício[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 601 ou, mais provavelmente, em fevereiro de 602, uma filha de nome desconhecida de Germano casou-se com Teodósio, o filho mais velho de Mauricio e Constantina. O casamento foi registrado por Teofilacto Simocata, Teófanes, o Confessor, a Chronicon Paschale, João Zonaras e Jorge Cedreno.

Soldo de ouro do imperador Maurício I (r. 582-602).
Soldo de ouro do imperador Focas (r. 602-610).

Em 2 de fevereiro de 602, Teofilacto registra Germano resgatando a vida de Teodósio de um tumulto popular que insere-se nos motins em Constantinopla provocados pela escassez de alimentos. Mais tarde naquele ano, Germano e Teodósio estava caçando em Calicrateia, uma breve distância de Constantinopla. Lá eles receberam uma correspondência informando sobre uma rebelião armada na Trácia. Os rebeldes exigiram a deposição de Maurício e ofereciam o apoio deles para elevar Teodósio ou Germano ao trono. Germano foi logo acusado de traição por Maurício. O imperador suspeitou que ele seria responsável pela revolta em curso. Além da carta incriminatória, havia outro ato que apontava uma aliança entre os rebeldes e ele. Eles teriam apreendido todos os cavalos fora de Constantinopla, porém haviam deixado apenas o seu cavalo. Germano defendeu sua inocência em vão. Teodósio convenceu seu sogro a fugir antes de enfrentar a ira de Maurício.[1]

Germano e seu guarda-costas procuraram santuário, primeiro na igreja de Maria criada por Ciro de Panópolis, então em Santa Sofia. Maurício enviou seus próprios guardas para capturar Germano enquanto o tumulto seguiu. Germano considerou render-se, mas uma coroa simpática convenceu-o do contrário. Eles foram estavam convencidos de que Maurício tinha intenção de executar Germano.[1]

Sob Focas[editar | editar código-fonte]

No final de novembro de 602, Maurício fugiu de Constantinopla para escapar do avanço dos rebeldes. Germano teve a chance de reclamar o trono. Ele contou com o apoio da facção verde do Hipódromo de Constantinopla, porém este o rejeitaram firmemente. O candidato a imperador imediatamente voltou seu apoio para Focas, o líder dos rebeldes. De acordo com Teofilacto, Focas teria considerado brevemente elevar Germano ao trono. Mas, em vez disso, tomou o trono para si mesmo.[1]

Um rumo da época sugeriu que Germano tinha conseguido salvar a vida de Teodósio por suborno aos homens de Focas. Teofilacto descarta qualquer veracidade do rumor. Neste caso, Focas não confiava em Germano. O Chronicon menciona Germano tornando-se um padre em 603. Teófanes considera isto como decisão direta de Focas, que tinha descoberto uma conspiração de Germano contra ele.[1] Se focas acreditava que ele tinha acabado com Germano, estava enganado. Teófanes registra que Constantina manteve contato com Germano e que ambos estavam conspirando contra Focas. As mensagens deles foram confiscadas por Petrônia, uma serva de Constantina. Petrônia provou-se desleal e reportou a conspiração para Focas. Constantina foi presa e colocada sob custódia de Teopento, prefeito de Constantinopla. O interrogatório dela incluiu tortura e ela foi forçada a dar o nome de seus companheiros de conspiração.[2]

Constantina e todas as suas três filhas foram executadas na Calcedônia. Germano e sua filha de nome desconhecido foram também executados na ilha de Prote. Teófanes coloca as mortes em 605/606, mas a data exata é inexata.[1] [2] O Chronicon Paschale registra que todos os seis foram decapitados.[3]

Família[editar | editar código-fonte]

Além de uma mulher chamada Leôncia que foi mencionada por Teófanes, o Confessor, não se conhece o nome de nenhum outro parente de Germano. Seu nome tem levado a uma possível identificação com o filho de mesmo nome de Germano (r. 550) e Matasunta. Porém, o mesmo indivíduo é também identificado com Germano, o genro do imperador Tibério II (r. 574-582) e Ino Anastácia. O nome comum "Germano" pode insinuar que estas figuras estariam relacionadas, mas há evidências insuficientes para identificações.[3]

Referências

  1. a b c d e f Martindale 1992, p. 531–532
  2. a b Constantina (Wife of the Emperor Maurice) (em inglês). Página visitada em 10 de julho de 2013.
  3. a b FAMILY of EMPEROR IUSTINIAN I (em inglês). Página visitada em 10 de julho de 2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]