Gottfried Benn

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Gottfried Benn.

Gottfried Benn (Mansfeld, 2 de maio de 1886 - Berlim, 7 de julho de 1956) foi um poeta, ensaísta e prosador alemão, um dos mais famosos escritores do Expressionismo, o mais destacado da primeira metade do século XX e o renovador da poesia lírica em seu país no período após a II Guerra Mundial [1] .

Vida[editar | editar código-fonte]

Gottfried Benn era filho de um pastor luterano e médico de profissão.

Seguindo a profissão do pai e tendo sido médico durante a I Guerra Mundial, especializou-se depois em dermatologia e doenças sexualmente transmissíveis.

É muito conhecido o seu relacionamento com Else Lasker-Schüler[2] .

Benn aproximou-se em 1933 do nacional-socialismo, publicando "O novo Estado e os intelectuais", manifestando seu entusiasmo por esta ideologia [3] , em um primeiro momento de sua trajetória, fato que norteou a crítica posterior à sua obra e ao próprio movimento expressionista, visto até então, como incontestavelmente revolucionário[4] .

Gottfried Benn para de escrever em 1936, voltando a escrever em 1948, com “Poemas Estáticos”. Ficando por longo tempo esquecida, sua obra seria revalorizada posteriormente, apesar da polêmica gerada pelo fato.

Poética[editar | editar código-fonte]

Um dos escritores dos mais famosos do expressionista alemão, praticando um niilismo agressivo e sendo um dos mas influentes poetas do movimento, escreveu, posteriormente, em sua fase madura, a partir de “Poemas Estáticos” (1948), uma poesia hermética e ainda niilista, com forte influência do pensamento de Nietzche.

Para Benn era incontestável a existência de um poema absoluto, um sistema fechado, formado por uma idéia absoluta, como se o absoluto residisse exclusivamente na voz e no labor de quem o escrevia [5] , ou seja, para ele o leitor não participava, de forma alguma, na construção do poema, não existiria jamais algo como o conceito posterior de Obra aberta, tal como definida por Umberto Eco.

Seu poema "Homem e Mulher Passam pelo Pavilhão de cancerosos" foi escolhido como o 100º melhor poema do mundo no século XX pelo jornal Folha de São Paulo[6] .

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • Über die Häufigkeit des Diabetes mellitus im Heer. Disertación (Berlin 1912)
  • Morgue und andere Gedichte (1912)
  • Söhne. Neue Gedichte (1913)
  • Gehirne. Novellen (Leipzig 1916)
  • Fleisch. Gesammelte Gedichte (1917)
  • Die Gesammelten Schriften (1922)
  • Schutt (1924)
  • Spaltung. Neue Gedichte (1925)
  • Gesammelte Gedichte (1927)
  • Oratorium. Das Unaufhörliche (1931), Música de Paul Hindemith
  • Der neue Staat und die Intellektuellen (1933)
  • Kunst und Macht (1934)
  • Ausgewählte Gedichte (1936)
  • Zweiundzwanzig Gedichte (1943)
  • Statische Gedichte (1948)
  • Drei alte Männer (1949)
  • Der Ptolemäer (1949)
  • Ausdruckswelt. Essays und Aphorismen (1949)
  • Trunkene Flut. Ausgewählte Gedichte (1949)
  • Roman des Phänotyp (hacia 1943, publicado en 1949)
  • Doppelleben (1950)
  • Fragmente. Neue Gedichte (1951)
  • Probleme der Lyrik (1951)
  • Essays (1951)
  • Die Stimme hinter dem Vorhang (1952)
  • Destillationen. Neue Gedichte (1953)
  • Altern als Problem für Künstler (1954)
  • Aprèslude (1955)
  • Primäre Tage. Gedichte und Fragmente aus dem Nachlaß (1958)

Referências