Expressionismo alemão

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O expressionismo alemão foi um estilo cinematográfico cujo auge se deu na década de 1920, que caracterizou-se pela distorção de cenários e personagens, através da maquiagem, dos recursos de fotografia e de outros mecanismos, com o objetivo de expressar a maneira como os realizadores viam o mundo.

Pedro Monteiro, que mostra as origens e anseios do movimento:[1]

Cquote1.svg O expressionismo, nascido na Alemanha no final do século XIX, é maior que a idéia de um movimento de arte, e antes de tudo, uma negação ao mundo burguês. Seu surgimento contribuiu para refletir posições contrárias ao racionalismo moderno e ao trabalho mecânico, através de obras que combatiam a razão com a fantasia. Influenciados pela filosofia de Nietzsche e pela teoria do inconsciente de Freud, os artistas alemães do início do século fizeram a arte ultrapassar os limites da realidade, tornando-se expressão pura da subjetividade psicológica e emocional. Cquote2.svg

O Expressionismo,cuja origem podemos remontar a fortes evidências em Van Gogh.[2] O expressionismo alemão,que se estendeu por quase todas as artes como o cinema, a pintura e caracteriza-se pela distorção da imagem(uso de cores vibrantes e remetentes ao sobrenatural ),do retorno ao gótico e a oposição a uma sociedade imersa no desolador cenário do racionalismo moderno pregador do trabalho mecânico.As vibrantes e alucinógenas pinturas expressam um desligamento com o real , a prioridade do "eu" e sua visão pessoal do mundo

Logo do "Der Sturm", revista que divulgava a arte expressionista alemã

Tal identidade de uma arte de crise se intensifica ao coincidir com a instalação da frágil República de Weimar após uma catastrófica guerra perdida e um humilhante Tratado de Versalhes que arruinou a nação alemã,o que contribuiu para, então, não só formar uma nova proposta de postura estética mas também uma moral de enfrentamento das autoridades (foi por essa razão que os nazistas consideraram o expressionismo uma arte decadente). O Nazismo e a própria Segunda Guerra Mundial veio a destruir muitas destas obras.

Poesia[editar | editar código-fonte]

A reivindicação alemã dos poetas fez surgir uma nova poesia que chegava a desprezar a tradição poética alemã, fazendo uso de metáforas, verbos incisivos, neologismos e versos independentes do posterior e do anterior. Jakob Van Hoddis em Weltende (Fim do Mundo) (1911):"O chapéu voa da cabeça do cidadão,/ Em todos os ares retumba-se gritaria./ Caem os telhadores e se despedaçam/ E nas costaslê-sesobre a maré. / A tempestade chegou, saltam à terra/ Mares selvagens que esmagam largos diques./ A maioria das pessoas tem coriza./ Os trens precipitam-se das pontes". Há também a tragédia,em forma de clamores e sofrimentos na poesia "Schwrmut" (Melancolia)(1914) de August Stramm:"Avançar almejar/ Vida anseia/ Arrepiar gregoriano ficar/ Procurar olhares/ Morrer cresce/ O vir/lurdi Gritem!/ Profundamente/ Nós/ Emudecemos" Pelo fato da maioria dos poetas do movimento terem sido de origem judaica,Quase nenhum sobreviveu à Segunda Guerra Mundial.

Cinema[editar | editar código-fonte]

Com Metrópolis (filme) (1927) de Fritz Lang,O gabinete do Dr. Caligari (1919), de Robert Wiene, Nosferatu, uma sinfonia de horrores (1922), de Friedrich Wilhelm Murnau, uma nova forma de cinema surge, com temas sombrios de suspense policial e mistério em um ambiente urbano, personagens bizarros e assustadores, uma distorção da imagem devido a uma excessiva dramaticidade tanto na atuação quanto na maquiagem e cenografia fantástica de recriação do imaginário humano. A influência dos expressionistas do cinema se fez sentir em Hollywood, tanto na temática quanto na linguagem, inclusive porque muitos dos diretores alemães de então migraram para Hollywood e lá realizaram filmes. O cinema é a forma mais lembrada do expressionismo alemão.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. MONTEIRO, Pedro (11/08/2007). O Expressionismo Recriando conceitos e Valores. Visitado em 12 de Abril de 2008.
  2. SEIDL, Daniel. pesadelos alemães Estação Virtual. Visitado em 14 de Janeiro de 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]