Henri Estienne, o Jovem

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Henricus Estienne Secundus
(1528-1598)
Frontispício da obra Thesaurus Graecae Linguae, 1572, editada por Firmin Didot (1764-1836)
Nacionalidade  França
Data de nascimento 1528
Local de nascimento Paris,  França
Data de falecimento 18 de março de 1598
Local de falecimento Lyon,  França
Ocupação impressor, filólogo, helenista e humanista francês.
Alma mater Universidade de Paris

Henri Estienne, o Jovem (1528-1598), chamado de O Grande, (* Paris, 1528Lyon, 18 de Março de 1598) foi impressor, filólogo, helenista e humanista francês, filho de Robert Estienne (1503–1559) e neto de Henri Estienne, o Velho (1470-1520)

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Ciceronianum Lexicon græco-latinum", id est, Lexicon ex variis græcorum scriptorum locis a Cicérone interpretatis collectum, 1557, Paris, 8°. Reimpresso em Turim, 1745, in-8°.
  • In Ciceronis quamplurimos locos castigationes, Paris, 1557, in-8°.
  • Admonitio de abusu litiguœ græcæ in quibusdam vocibus quas latina usurpat, 1565, 8°[1] .
  • Fragmenta poetarum veterum latinorum, quorum opera non extant, 1564, 8°.
  • Dictionarium medicum vel Expositiones vocum medicinalium ad verbum excerptae ex Hippocrate, Aretaeo, Galeno, Oribasio, Rufo Ephesio, Aetio, Alex. Tralliano, Paulo Aegineta, Actuario, Corn publicado em Genebra em 1564.
  • Introduction au Traité de la conformité des merveilles anciennes avec les modernes, ou Traité préparatif à l'apologie pour Hérodote, Genebra, novembro de 1566, 572 páginas.Por causa desta obra, Henri Estienne foi queimado em efígie na Place de Grève)[2]
  • Artis medicae principes, 1567.
  • Traité de la conformité du langage français avec le grec, 8°. Segunda edição: Paris, 1569, 8°.
  • Artis typographicæ querimonia de illitteratis quibusdam typographis, 1569, 4°[3] .
  • Epistola qua ad militas multorum amicorum respondet de suæ typographie statu, nominatimque desuo Thesauro linguæ græcæ, 1569, 8°[4]  ;
  • Comicorum græcorum sententiæ, idest, gnomæ Latinis versibus ab Henr. Steph. redditæ (...)", 24° ;
  • Epigrammata græca selecta ex Anthologia interpretata ad verbum et carmine, 1570, 8° ;
  • Thesaurus græcæ linguæ, 1572, 4 vol. f°. (online). Impressa conjuntamente com: Glossaria duo e situ vetustalis eruta, ad utriusque linguce cognitionem et locupletationem perutilia, f°[5] .
  • Virtutum encomia, sive gnomes de virtutibus, etc. 1575, 12°.
  • Francofordiense emporium, sive francofordienses nundinæ, 1574, 8°.
  • Discours merveilleux de la vie et départements de la reine Catarina de Médici, 1575, 8°[6] .
  • De latinitate falso suspecta expostulatio, necnon de Plauti latinitate dissertatio, 1576, 8°[7] .
  • Pseudo-Cicero, dialogus, in quo de multis ad Ciceronis sermonem pertinentibus, de delectu editionum ejus et cautione in eo legendo, 1577, 8°.
  • Schediasmatum variorum, id est, observationum, emendationum, expositionum, disquisitionum, libri tres, 1578, 8°[8] .
  • Nizolio-Didascalus sive monitor Ciceronianorum Nizolianorum dialogus, 1578, 8° ;
  • Deux dialogues du nouveau français italianisé et autrement déguisé entre les courtisans de ce temps, 8°[9]  ;
  • Projet de livre intitulé de la précellence du langage français, Paris, 1579, 8°.
  • Paralipomena grammaticarum græcæ linguæ institutionum, 1581, 8°.
  • Hypomneses de gallica lingua, peregrinis eam discentibus necessaria ; quædam vero ipsis Gallis multum profutura, 1582, 8°[10] .
  • De criticis veteribus græcis et latinis, eorumque variis apud poetas potissimum reprehensionibus dissertatio, 1587, 4°.
  • Les prémices, ou le premier livre des proverbes épigrammatisés, ou des épigrammes proverbiales rangées en lieux communs, 1594 , 8°.
  • De Lipsii latinitate palæstra ; Frankfurt, 1595, 8°.

Veja também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Theodorus Janssonius van Almeloveen (1657-1712) cita uma edição de 1573 de Friedrich Wilhelm Roloff (1714-1741) com notas de Johann Heinrich Kromayer (1689-1734), Berlin, 8°.
  2. Edição original, a única das edições antigas onde o texto não foi modificado. Sallengre, em suas Mémoires de littérature, volume 1, menciona a lista de doze outras edições impressas até o ano de 1607. Le Duchat publica um romance, la Haye, 1735, 5 vol. petit in-8°, com algumas observações que lhe asseguram a superioridade sobre outros autores. Parece indicar uma obra de erudição e crítica, constituindo-se sobretudo como um panfleto protestante contra o catolicismo. Esta obra de literatura satírica foi censurada, após sua impressão, pelo "Conselho de Genebra" e Estienne teve de reimprimir 56 páginas de seu livro. Alguns exemplares já haviam sido enviados e vendidos em Lyon. En 1879, Isidore Liseux (1835-1894) e Paul Ristelhuber (1834-1899) publicaram uma edição crítica baseada nessa obra.
  3. Almeloveen et Michael Maittaire (1668-1747) inseriram este pequeno poema nas obras que foram publicadas sobre os Estienne. Lottin imprimiu essa obra com uma tradução em francês, Paris, in-4°. Encontra-se nesta reimpressão uma Genealogia da Família Estienne, após o ano 1500.
  4. Reimpressa por Almeloveen e Maittaire
  5. Este glossário foi reimpresso em Londres em 1812, com um número muito pequeno de exemplares. Todos conhecem a excelência da obra original de Estienne; mas as entradas foram colocadas aleatoriamente, sem uma ordem alfabética, para as raízes e seus derivados; sendo por isso pouco atraente, se bem que muitas raízes sejam contestáveis; sendo que uma porção de palavras foram omitidas e são encontradas somente no Índice Alfabético do 4º volume, e isso dificulta as pesquisas (consulte: J.-C. Dieterich, Karl Wilhelm Ludwig Müller (1813–1894), P. Petitmengin 1983 e a bcs).
  6. Sátira violenta geralmente atribuída à Henri Estienne. Ele a imprimiu várias vezes, e a inseriu nas memórias das peças relativas à história da França. Um escritor protestante a traduziu para o latim, sob o titulo: Legenda sanctæ Catharinæ Mediceæ, 1575, 8°. La Caille, compilador francês, diz que a vida de Catarina de Médicis foi uma das obras que deu a Estienne um recompensa oferecida pelo rei. Não há registros de outra obra contando a vida desta rainha, além desta que mencionamos, e se Estienne fez esta declaração, é provável que ele outros benefícios além dessa recompensa.
  7. Esta obra foi dirigida contra os escritores afetados pelo uso de alguns termos tirados da obra de Cícero, e que a chamam por esta razão de Ciceroniana.
  8. Estes três livros levam os nomes dos três primeiros mêses do ano; se juntaram outros três, publicados em 1589. A segunda parte é a mais rara; Gruterus inseriu esta obra no suplemento do volume 5 de sua obra Thesaurus criticus.
  9. Brunet acredita que esta edição foi impressa por Mamert Patisson († 1600), em 1579. A segunda foi impressa em Antuérpia, em 1579, 12°
  10. Henri Estienne inseriu neste volume a gramática francesa de seu pai.


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