Histona

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Representação esquemática da agregação das histonas nucleares no nucleossoma

Em biologia, as histonas são as principais proteínas que compõem o nucleossomo. Têm um papel importante na regulação dos genes. São encontradas no núcleo das células eucarióticas. As histonas das Archaea são semelhantes às histonas precursoras nos eucariotas.

Classes[editar | editar código-fonte]

São conhecidas 5 classes de histonas, não contando as histonas dos Archaea:

  • H1/H5
A histona H1 é também conhecida como H5, para a estrutura básica da cromatina é constituído por 200 pares de bases de DNA associados a um octâmero de histonas, duas moléculas de cada histona e uma molécula da histona H1.
  • H2A e H2B
As histonas H2A e H2B possuem peso molecular muito inferior ao da histona H1. Ambas H2A e H2B consideradas ricas em lisinas.[1]
  • H3 e H4
As histonas H3 e H4 são ricas em arginina.[1]
  • Histonas dos Archaea

Duas histonas de cada classe (H2A, H2B, H3 e H4) agregam-se para formar um nucleossoma, juntamente com DNA. A histona H1 é necessária para que os complexos histona-DNA formem uma fibra de 30 nm de espessura, enrolando assim o DNA de uma forma ainda mais eficaz.

Funções[editar | editar código-fonte]

As histonas funcionam como a matriz na qual o DNA se enrola. Têm um papel importante na regulação dos genes. Ao compactarem o DNA, permitem que os genomas eucarióticos de grandes dimensões caibam dentro do núcleo das células. Podem sofrer modificações pós-translacionais. Estas modificações podem desempenhar um papel importante na regulação dos genes, de maneira epigenética. A regulação ocorre na caixa TATA.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

As histonas são produzidas no citoplasma e importadas para o núcleo da célula. Ricas em lisina e arginina. São solúveis em água. Estão sujeitas a modificações pós-traducionais, essencialmente N-terminais, mas também nos domínios globulares. Exemplos de modicações deste tipo são: metilação, acetilação, fosforilação e ribosilação.

Geralmente, os genes mais activos têm menos histonas ligadas. Durante a interfase, as histonas estão intimamente associadas a genes inactivos.

A estrutura das histonas tem sido bem conservada em termos evolutivos.

História[editar | editar código-fonte]

As histonas foram descobertas em 1884 por Albrecht Kossel. A palavra "histona" é datada do fim do século XIX e deriva da palavra alemã "Histon", de origem incerta: talvez do grego histanai ou de histos. Até a decada de 1990, as histonas eram vistas somente como matriz para o enrolamento do material genético (DNA). Só a partir dessa altura foi descoberto o papel regulador das histonas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Nucleossomo. Visitado em 2013-09-01.