Hun Sen

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Hun Sen (5 de agosto de 1952) é o atual primeiro-ministro do Camboja.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Político comunista[editar | editar código-fonte]

Hun Sen

Com um pouco mais de vinte anos, adentrou à guerrilha do Khmer Vermelho que combatia o governo de Lon Nol, apoiado pelos Estados Unidos. Em 1975, tomou parte da tomada da capital, Phnom Penh, durante a qual perdeu um olho na batalha.

Na última fase do domínio do Khmer Vermelho, de 1975 a 1979, se virou contra Pol Pot e passou para a fileira dos vietnamitas. Em 1980, depois que o Vietname invadiu o Cambodja e desbancou o Khmer Vermelho, tornou-se um dos principais expoentes do novo governo. Assumiu com apenas 28 anos o cargo de ministro do exterior. Além disso, era um dos membros de destaque do comitê central do Partido Popular Cambodjano.

Enquanto ministro do exterior, desenvolveu uma função fundamental nos tratados de paz, em Paris, assumindo uma notoriedade muito vasta. Foi assim que, quando os vietnamitas começaram a negociar uma pacificação entre o governo de Phnom Penh e a resistência realista de Norodom Sihanouk, então aliada do Khmer Vermelho, Hun Sen, em 1985, foi nomeado presidente do conselho de ministros, substituindo Chea Sim, morto algumas semanas antes. Em 1987, o seu governo foi acusado pela Anistia Internacional de torturar prisioneiros políticos.

Ascensão ao poder[editar | editar código-fonte]

Em 1991, quando Norodom Sihanouk aceitou colaborar com o governo, Hun Sen se tornou o líder efetivo do Cambodja, ultrapassando também Heng Samrim. Em particular, no mesmo ano, obteve o controle do PRPK, que se tornou Partido Popular Cambodjano, PPC, enquanto a República Popular do Kampuchea foi transformada no provisório "Estado do Cambodja", do qual Hun Sen se tornou imediatamente o primeiro-ministro.

Após as eleições de 1993, foi todavia obrigado a dividir o cargo, ficando com a qualificação formal de segundo primeiro-ministro. O líder do partido realista (Funcinpec), príncipe Norodom Ranariddh, filho do então rei Norodom Sihanouk, passou a primeiro-ministro. Entretanto, a influência de Sen permanecia muito extensa, graças ao fato de muitos funcionários do governo e militares fazerem parte do PPC.

A luta pelo poder entre os dois continuou até 1997, quando Hun Sen promoveu um feroz golpe de estado acusando Norodom Ranariddh de fomentar a anarquia militar para tomar o controle da capital. Houve violência intensa na capital e em outras zonas do país. Ung Huot se tornou o novo primeiro-ministro, uma vez que o rei foi obrigado a aceitar o fato como consumado. As eleições de 1998 permitiram a Hun Sen de retomar todo o poder.

Primeiro-ministro do Cambodja[editar | editar código-fonte]

As eleições de julho de 2003 deram força à nova situação política. O PPC obteve a maioria relativa (47%), mas não teve o numerário para formar um governo. Somente na metade de 2004 o PPC conseguiu alcançar um acordo com o Funcinpec, dando vida a um governo de coalização. Hun Sen tornou-se primeiro-ministro, enquanto Norodom Ranariddh se tornou presidente da Assembléia Nacional.

No curso do seu governo, Hun Sen tomou importante medidas como uma revisão constitucional que removeu a obrigação do voto de dois terços da Assembléia Nacional para formar um governo. Além disso, tomou uma decisão muito controversa, em 2007, quando permitiu a venda de terras para investidores estrangeiros, expulsando os ocupantes anteriores. Do ponto de vista da política externa, reforçou os laços com o Vietname. Atualmente o país vizinho é o terceiro importador de bens cambodjanos. Empenhado em reforçar as ligações com as nações da área, além disso, em 2006, recebeu o premier chinês Wen Jiabao, louvando a China como a amiga mais fiel do Cambodja. Permaneceram, porém, frias as relações com a Tailândia em referência a algumas questões de fronteira, que em 2008, levaram até mesmo a alguns conflitos perto do templo Preah Vihear.

Em 2004, Norodom Sihamoni se tornou o novo rei, após a abdicação de Sihanouk. Em 2007, se tornou senador vitalício do Parlamento Mundial dos Estados pela Segurança e a Paz.

A autoridade de Hun Sen foi novamente reforçada nas eleições de julho de 2008, visto que o PPC conquistou 58% os votos. Tendo o numerário suficiente para governar, permitiu ao Funcinpec, que conquistara apenas 5%, em comparação com os 20% de 2003, permanecer na coalização, mas impondo ao general Nek Bhun Chhay como novo chefe do partido.

Atualmente Hun Sen é o chefe de governo com o maior tempo de mandato no sudeste asiático. Os seus opositores o acusam de ser um ditador que domina com o uso da força, ou de estar a serviço do Vietname. Seus defensores alegam que ele serve apenas ao povo cambodjano. O relatório Global Witness o acusou de corrupção, e em particular, de negociar a cessão para proprietários privados de matérias primas cambodjanas unicamente para vantagem pessoal.

A carreira política de Hun Sen começou como membro do Khmer Vermelho, alcançando a posição de comandante de batalhão. Conjuntamente com Heng Samrin e Chea Sim foi incumbido de implementar campos de trabalhos forçados e de extermínio de "indesejáveis" no leste do Cambodja.

Em 1977, desentendeu-se com Pol Pot e foi forçado a fugir para o Vietname. Aí juntou-se à Frente Unida pela Salvação Nacional da Campucheia. Regressou ao Camboja, em 1978, quando o Vietname invadiu e expulsou o regime de Pol Pot. O Vietname estabeleceu a República Popular da Campucheia na qual Hun Sen se tornou um membro proeminente. Apoiado pelos vietnamitas, Hun Sen rapidamente chegou à posição de primeiro-ministro da República Popular.

É o único líder do Partido Popular Cambojano (PPC), que governa o Camboja desde a invasão vietnamita que derrubou o regime do Khmer Vermelho, em 1979. Desde a restauração da democracia multi-partidária, em 1993, o PPC está no governo em coligação com o partido monárquico FUNCIPEC.