Instituto Politécnico do Rio de Janeiro

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IPRJ
Instituto Politécnico
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Fundação 1989
Diretor(a) Francisco Duarte Moura Neto, Ph.D. Berkeley
Sede Nova Friburgo
Estado Estado do Rio de Janeiro
Página oficial www.iprj.uerj.br
Instituições de ensino superior do Brasil Brasil

O Instituto Politécnico - IPRJ é o campus da UERJ em Nova Friburgo, situado na Rua Bonfim em Vila Amélia.

Atua em ensino, pesquisa e extensão, incluindo mestrado e doutorado em Modelagem Computacional (Capes nível 5), desde 1995, e mestrado em Ciência e Tecnologia de Materiais desde 2007.

O atual ministro da ciência, tecnologia e inovação do Brasil, Marco Antonio Raupp, foi o primeiro diretor do IPRJ, de 1990 a 1992.

O IPRJ atua também com os setores produtivos da região[1] [2] , nomeadamente os APLs da Moda, Indústria Metal-Mecânica e Agronegócios, com atividades protagonizadas pelo Núcleo de Desenvolvimento e Difusão Tecnológica (ND2Tec), pela Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (IEBTec, ORIGEM) e por diversos laboratórios.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1950, a prefeitura local e a Fundação Getúlio Vargas implantaram no Alto da Cascata --- Parque Ambiental José Simões Lopes --- o Colégio Nova Friburgo, uma instituição de ensino médio de excelência. A unidade fechou as portas em 1977 e em suas dependências passou a funcionar o Instituto Politécnico do Rio de Janeiro (IPRJ), criado em 1989.[3] O IPRJ era inicialmente ligado à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia. O atual ministro da ciência, tecnologia e inovação do Brasil, Marco Antonio Raupp, foi o primeiro diretor do IPRJ. Em 1993, o IPRJ foi incorporado à UERJ como campus regional Instituto Politécnico, mantendo a sigla IPRJ.[4] Quando foi incorporado à UERJ, o diretor passou a ser o Prof. Paulo Jorge Serpa Paes Leme.

Em 1995 foi iniciado o programa de mestrado e doutorado em Modelagem Computacional, de caráter interdisciplinar, bem como a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (IEBTec). Desde 2001, o IPRJ é uma unidade acadêmica vinculada ao Centro de Tecnologia e Ciências. O corpo docente é integralmente titulado ao nível de doutorado nas áreas de matemática, física e engenharia.

O IPRJ começou a oferecer em 1999 o seu primeiro curso de graduação, o curso de Engenharia Mecânica, e em 2008, o curso de Engenharia de Computação. Ambos são voltados para a formação de profissionais versáteis, de perfil contemporâneo, abrigando uma marcada orientação criativa para a aplicação da modelagem computacional na análise de fenômenos diversos e no desenvolvimento de produtos inteligentes através de matrizes curriculares inovadoras, estimulantes e desafiadoras. Na montagem dos cursos de graduação buscou-se incentivar características inter e multidisciplinar. Na formulação dos projetos pedagógicos, procurou-se um equilíbrio adequado entre a tradição e a inovação, atendendo às exigências da legislação em vigor dos órgãos credenciadores e sociedades profissionais e, ao mesmo tempo, foram incluídas ações que visam atender às demandas atuais da sociedade para a formação de um profissional com um perfil modernizado.

Em 2007 o IPRJ iniciou o mestrado em Ciência e Tecnologia de Materiais.

Em janeiro de 2011, o IPRJ teve seu campus interditado, em decorrência da tragédia climática que atingiu a região serrana do estado do Rio de Janeiro e, em particular, a cidade de Nova Friburgo. Em 14 março de 2012, o IPRJ entrou nas suas novas instalações, na Rua Bonfim, no bairro de Vila Amélia. O novo campus apresenta condições de funcionamento, em diversos sentidos, melhores do que o antigo. É mais moderno, com instalações elétricas adequadas às necessidades da expansão dos laboratórios e é mais bem localizado. O acesso pode ser feito através de transportes públicos, facilitando a integração dos diversos membros da comunidade acadêmica, e permitindo uma maior aproximação com a população de Nova Friburgo.

Programa de Pós-Graduação em Modelagem Computacional[editar | editar código-fonte]

O programa de pós em modelagem computacional do Instituto Politécnico, pioneiro no país, entende que a modelagem computacional [5] permite o desenvolvimento de pesquisas inovadoras ao lidar com problemas provenientes de diversas disciplinas como engenharia, física, química, biologia, matemática, informática e computação, entre outras, forjando uma bem-vinda linguagem interdisciplinar[6] pela conjunção de modelos físicos, matemáticos e computacionais, associados a tecnologias contemporâneas. A metodologia da modelagem computacional é útil em prover respostas às diversas áreas do conhecimento sendo essencial agregar os pontos de vista da modelagem matemática, da experimentação física, da representação discreta, da programação e da simulação e experimentação computacionais. A modelagem computacional é, em si mesma, uma metodologia de pesquisa e ensino inerentemente interdisciplinar, que utiliza computação científica e ciências exatas na abordagem de problemas de interesse em engenharia e ciências aplicadas, bem como no desenvolvimento, implementação e utilização de novas tecnologias. Entende-se que a modelagem computacional, aliada às tecnologias da informação, encerra um novo paradigma de investigação científica, criando uma linguagem comum baseada em modelos matemáticos, e em plataformas computacionais na resolução de problemas contemporâneos. A busca sistemática das atividades essenciais da construção de modelos, da captação automatizada de dados experimentais, do treinamento e validação dos modelos como atividades integradas e retro-alimentadas são cruciais à metodologia da modelagem computacional. A modelagem computacional claramente se diferencia da matemática, da física, da estatística e da informática, áreas tradicionais nas quais mais profundamente se apoia, porque a integração entre estas, que historicamente foram se diferenciando e afastando, é agora possível devido às tecnologias contemporâneas, e que novas oportunidades estão surgindo a todo o momento provenientes de disciplinas como a biologia, a economia, a sociologia, a informática, entre outras, uma vez que modelos mais sofisticados podem ser utilizados nestes tempos de incrível e crescente volume de processamento computacional. Classicamente poder-se-ia afirmar que quem constrói modelos são físicos ou engenheiros, que matemáticos os depuram e extraem suas propriedades, e os estatísticos os treinam e testam. Claramente esse particionamento é grosseiro, mas dá uma visão interessante. A partir do momento que novas tecnologias digitais ficaram disponíveis, uma grande revolução foi iniciada. A informática surgiu com intenso vigor avançando sobre inúmeras atividades humanas. A estruturação do conhecimento científico, a partir de modelos matemáticos, começou a ficar mais evidente e a sua utilização necessitou a ampliação da cooperação de cientistas de diferentes áreas. A linguagem comum, a calibração e a junção com a tecnologia, para utilização em área específica de aplicação tornou-se uma abordagem necessária que no Brasil leva o nome de Modelagem Computacional e em alguns países de língua inglesa como en:Computational Science and Engineering. As questões colocadas ao modelador computacional são muito instigantes, de caráter mais global, integrado e interdisciplinar e apresentam enormes desafios para construir entendimentos, leituras, soluções apoiadas através das fronteiras disciplinares. [7]

Departamentos[editar | editar código-fonte]

  • DMC - Departamento de Modelagem Computacional
  • DEMEC - Departamento de Engenharia Mecânica e Energia
  • DMAT - Departamento de Materiais

Cursos de graduação[editar | editar código-fonte]

Cursos de pós-graduação[editar | editar código-fonte]

  • Mestrado e Doutorado em Modelagem Computacional (Capes nível 5)
  • Mestrado em Ciência e Tecnologia de Materiais

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. REINC/REDETEc, "Incubadora da UERJ", http://www.redetec.org.br/redeseprogramas/redestematicas/reinc/uerjiprj.aspx
  2. Globo in360, "Inovação será tema de seminário gratuito", http://in360.globo.com/rj/impressao_noticia.php?id=3745
  3. Rede Rio, Instituto Politécnico da UERJ comemorou dez anos de conexão Rede Rio, http://www.rederio.br/boletins11.php
  4. Amanda de Oliveira Herdy, André Teixeira de Medeiros, Dalva Lúcia Freitas Ornellas, Francisco Duarte Moura Neto, Manual do Estudante, 2007
  5. F.D. Moura Neto, A.J. Silva Neto, “An Introduction to Inverse Problems with Applications” Springer, Heidelberg, 2013, ISBN:978-3-642-32556-4
  6. Arlindo Philippi Jr e Antônio J. Silva Neto (ed.) “Interdisciplinaridade em Ciência, Tecnologia & Inovação”, Editora Manole, Barueri, 2010 ISBN: 9788520430460
  7. Coleta Capes - Programa de Pós-Graduação em Modelagem Computacional do Instituto Politécnico, 2013

Ligações externas[editar | editar código-fonte]