Il trovatore
| Il trovatore | |
|---|---|
| Nome em português | O Trovador |
| Idioma original | Italiano |
| Compositor | Giuseppe Verdi |
| Libretista | Salvadore Cammarano |
| Tipo do enredo | Trágico |
| Número de atos | 4, precedidos de um prólogo |
| Número de cenas | 8 |
| Ano de estréia | 1853 |
| Local de estréia | Teatro Apollo, Roma |
Il trovatore (em português O trovador) é uma ópera em quatro atos de Giuseppe Verdi. Estreou no Teatro Apollo, em Roma, aos 19 de janeiro de 1853. Compõe juntamente com Rigoletto e La traviata a chamada "trilogia verdiana", formada pelas óperas mais populares de Verdi escritas uma seguida da outra. Foi baseada no romance El Trobador, de Antonio García Gutierrez.
Índice |
Personagens [editar]
| Leonora | soprano |
| Azucena | mezzo-soprano |
| Ines | mezzo-soprano |
| Manrico | tenor |
| Conde di Luna | barítono |
| Ferrando | baixo |
Sinopse [editar]
Prólogo [editar]
| Óperas de Giuseppe Verdi |
|---|
Oberto, Conte di San Bonifacio (1839) |
Em Biscaia, na Espanha, alguns soldados estão comentando sobre a história de uma cigana, que foi condenada a ser morta na fogueira por bruxaria. Sua filha, por vingança, teria seqüestrado um dos filhos do conde, que era ainda um bebê.
Ato I: "O Duelo" [editar]
Palácio de Aliaferia, em Aragão. Leonora está com a sua camareira Inês nos jardins do palácio e lhe conta sobre seu amor por um trovador desconhecido e que viria encontrá-la aquela noite. Aparece o Conde de Luna, irmão do bebê seqüestrado. Aparece o trovador, e Leonora - por engano - se declara ao conde, que também a ama. O conde se declara rival do trovador e este lhe revela o nome: é Manrico, seguidor de Urgel, um herege. Os dois iniciam o duelo, e Leonora desmaia.
Ato II: "A Cigana" [editar]
Amanhece. Em meio ao trabalho dos ferreiros dentro do acampamento cigano, Azucena, mãe de Manrico, o trovador, conta-lhe que sua mãe raptou um filho do Conde de Luna para se vingar, mas acabou por atirar o próprio filho na fogueira. Manrico fica perturbado, mas Azucena o acalma, alegando que, caso ela não fosse de fato sua mãe, não teria cuidado com tanta dedicação de suas feridas na luta com o conde. Um mensageiro se aproxima e anuncia que Leonora, que amava Manrico, resolveu virar freira. Desta forma, Manrico vai ao convento e frustra os planos do Conde de Luna, que pensava em seqüestrá-la para com ela se casar.
Ato III: "O Filho da Cigana" [editar]
Depois de sitiarem Castellor, onde estavam Manrico e seus seguidores, reaparecem os soldados do Conde de Luna. Azucena é presa depois por certas suspeitas, e é reconhecida como aquela que roubou o filho de conde. O conde descobre que ela é mãe de Manrico, e se torna ainda mais furioso.
Em Castellor, terminam os preparativos para o casamento de Leonora e Manrico. No momento das núpcias, Ruiz, o escudeiro de Manrico, avisa que Azucena está presa e condenada à fogueira. Manrico aborta o casamento, e decide correr em socorro de sua mãe.
Ato IV: "O Suplício" [editar]
Noite escuríssima. Leonora anda ao redor do castelo do Conde de Luna, que mantém Manrico aprisionado. De dentro do castelo, ouve-se o "Miserere", salmo entoado pelos prisioneiros. Leonora corre em socorro de Manrico, e se envenena.
Dentro da cela, Leonora confessa ter se envenenado e, antes de morrer, avisa que Manrico está livre. Chega o conde, e vê Leonora morta - agora, colocando Manrico sob suspeita. É ordenada a execução de Manrico. Enquanto ele caminha diante do cadafalso, Azucena implora ao Conde que impeça a execução. O conde leva Azucena até à janela, e esta vê Manrico sendo estrangulado pela forca. Enfim, é revelado o segredo terrível: Manrico era o irmão do Conde, que fora raptado.
Árias famosas [editar]
- Tacea la notte placida (ária de Leonora, 1º ato)
- Vedi le fosche notturne (coro dos ferreiros, 2º ato)
- Stride la vampa (ária de Azucena, 2º ato)
- E deggio e posso crederlo (quarteto, 2º ato)
- Il balen del suo sorriso (ária do Conde de Luna, 2º ato)
- Or co' dadi ma fra poco (coro dos soldados, 3º ato)
- Ah sì, ben mio coll'essere (ária de Manrico, 3º ato)
- D'amor sull'ali rosee (ária de Leonora, 4º ato)
- Miserere (salmo, 4º ato)