Interferon

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interferão-beta humano

O Interferon (português brasileiro) ou interferão (português europeu)(IFN) é uma proteína produzida pelas leucócitos e fibroblastos para interferir na replicação de vírus, bactérias e células de tumores e estimular a atividade de defesa de outras células. Existem três tipos de interferon, classificados de acordo com o receptor celular e resposta que ativam. São um tipo de citocina produzida por todos os animais vertebrados e alguns invertebrados.[1]

Tipos[editar | editar código-fonte]

Função[editar | editar código-fonte]

Os interferons induzem um estado de resistência antiviral em células teciduais não infectadas. O vírus, ao replicar-se, vai ativar o gene codificante do interferon. Após a síntese proteica, a proteína sai da célula e entra na corrente sanguínea, até chegar às células vizinhas que ainda não foram atacadas. A proteína liga-se à membrana celular dessas células e ativa o gene codificante de proteínas antivirais. Estas proteínas antivirais, por sua vez, vão impedir a replicação do vírus, quando este tentar replicar-se nessas células. Os IFN são produzidos na fase inicial da infecção e constituem a primeira linha de resistência a muitas viroses. Um grupo de interferons (IFNalfa e IFNbeta) é produzido por células infectadas por vírus, e um outro grupo (IFNgama) é sintetizado por células NK ou linfócitos T ativados.

Patologias[editar | editar código-fonte]

A atividade do interferon está profundamente relacionada com o desenvolvimento de várias doenças como doenças do colágeno, lúpus e artrite reumatóide, diabetes mellitus dependente de insulina, hepatite fulminante, pancreatite grave, nefrite, esclerose múltipla, doenças alérgicas, e aterosclerose.

Terapia[editar | editar código-fonte]

Os interferons Alpha, Beta e Gamma são proteínas naturais produzidas pelas células do sistema imunológico em resposta à ameaça de agentes como vírus, bactérias, parasitas e tumores. São utilizados para tratar condições como a esclerose múltipla, diversos cânceres (como carcinoma, leucemias e linfomas) e hepatite B e C.[6]

Resistência[editar | editar código-fonte]

Diversos vírus são resistentes a interferon, dentre eles[7] :

Referências

  1. http://www.britannica.com/EBchecked/topic/290230/interferon
  2. Haller O, Kochs G, Weber F (October–Dec 2007). "Interferon, Mx, and viral countermeasures". Cytokine Growth Factor Rev. 18 (5–6): 425–33. doi:10.1016/j.cytogfr.2007.06.001. PMID 17683972.
  3. http://medmol.es/moleculas/18/
  4. Todd PA, Goa KL (January 1992). "Interferon gamma-1b. A review of its pharmacology and therapeutic potential in chronic granulomatous disease". Drugs 43 (1): 111–22. doi:10.2165/00003495-199243010-00008. PMID 1372855
  5. http://jvi.asm.org/content/80/9/4501.full
  6. Goldstein D, Laszlo J (Sep 1988). "The role of interferon in cancer therapy: a current perspective" (Free full text). CA: a cancer journal for clinicians 38 (5): 258–277. doi:10.3322/canjclin.38.5.258. PMID 2458171.
  7. Sen G (2001). "Viruses and interferons". Annu. Rev. Microbiol. 55: 255–81. doi:10.1146/annurev.micro.55.1.255. PMID 11544356.