João II de Lorena

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João II, Duque de Lorena Academia Brasileira de Letras
Nascimento 2 de agosto de 1424
Nancy
Morte 16 de dezembro de 1470 (46 anos)
Barcelona
Nacionalidade  França -  Itália
Ocupação Duque da Calábria, Duque de Lorena, Duque da Lotaríngia, Príncipe de Girona

João II de Lorena, (também chamado de João da Calábria, João de Lorena, João da Lotaríngia, João de Anju) (* Nancy, 2 de Agosto de 1424Barcelona, 16 de Dezembro de 1470) foi Duque da Calábria (1435), Duque da Lotaríngia (1452), Príncipe de Girona (1466) e marquês de Pont-à-Mousson. Era o filho primogênito de Renato I, Duque de Anju e rei titular de Nápoles e de sua esposa Isabel da Lorena (1410-1453). Herdou as terras de Lorena de sua mãe. Como pressuposto herdeiro de Nápoles, recebeu o título de Duque da Calábria, e passou a maior parte de sua vida comprometido em lutas pela reconquista de Nápoles por parte dos angevinos. Em 1466, os catalãs escolheram o seu pai como rei de Aragão, e então ele se tornou Príncipe de Girona, como príncipe aparente. Foi à Catalunha para forçar as pretensões da família, porém, foi morto, supostamente por envenenamento, em Barcelona.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 1434, com a morte do seu irmão, Luis III de Anju (1403-1434), seu pai, Renato, além de herdar os títulos de família, foi nomeado herdeiro da rainha Joana II de Nápoles (1373-1435), e três meses depois, em 1435, quando Joana morreu, torna-se rei de Nápoles e João foi condecorado com o título de Duque da Calábria. Porém, em 1442, depois que os aragoneses haviam tomado as rédeas do reino, ele foi obrigado a deixar o seu ducado, para retornar para a França. No entanto, ele passou a maior parte de sua vida criando planos para devolver aos angevinos o trono de Nápoles. Em particular, diante da morte de Alfonso (1396-1458), em 1458, João, que continuou a ser chamado de Duque da Calábria, com o apoio, tanto diplomático como financeiro, de Carlos VII, o rei da França, tentou uma vigorosa ofensiva contra o filho ilegítimo e sucessor de Alfonso Ferdinando I de Nápoles. João, naquele ano havia reconquistado Gênova para a França, e tinha sido aclamado governador. Depois, em outubro de 1459, partiu de Gênova mas quando chegou em Nápoles a sua frota genovesa foi derrotada, e João teve de desembarcar na foz do Volturno, se reorganizou, e por dois anos, realizou grandes feitos, mas, no final, a campanha se tornou um desastre, porque, depois da derrota de Troia em 18 de Agosto de 1462, foi abandonado por todos os nobres mais influentes do reino. Restavam-lhe ainda Ísquia e Castelo do Ovo, onde se juntou a Renato, seu pai, que havia chegado de Provença, tomou conhecimento da inutilidade da causa e o convence a voltar para Provença.

Durante esse período, em 1444 ele havia se casado com Maria de Bourbon-Clermont (1428-1448, filha do Duque de Bourbon (1401-1456 e de Inês de Borgonha (1407-1476). Em 1453, com a morte de sua mãe, Isabel da Lorena, João herdou o Ducado de Lorena, sendo o seu pai, Renato de Anjou, ainda vivo.

O relacionamento com o novo rei da França, Luís XI, não teve os mesmos resultados anteriores e em 1465, João se une à uma aliança constituída pelo Duque de Borgonha, Carlos, o Temerá.