Joan Didion

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Joan Didion (2008).

Joan Didion (n. 5 de dezembro de 1934) é uma escritora americana cujos trabalhos como jornalista, ensaísta e romancista a tornaram muito reconhecida tanto nos Estados Unidos quanto em outros países para os quais ela foi traduzida. Didion colabora freqüentemente no The New York Review of Books e na revista The New Yorker. Ao lado de seu marido (já falecido), o escritor John Gregory Dunne, ela colaborou em diversos roteiros. Atualmente, ela vive na cidade de Nova York.

Didion nasceu em Sacramento, Califórnia e se formou pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, em 1956, como bacharel em Inglês. Grande parte dos textos da escritora ilustra sobre o contexto de sua vida na Califórnia, especialmente durante os anos 60, como o mundo em que ela cresceu “começou a parecer parado”. Suas descrições sobre teorias conspiratórias, paranóias e sociopatias são agora consideradas parte do cânone da literatura americana.

Didion escreveu nove romances e oito livros de não-ficção. Suas coleções de ensaios, Slouching Towards Bethlehem (1968) e The White Álbum (O Álbum Branco) (1979) – que foi considerado em um suporte para explicar a Califórnia como “a capital paranóica do mundo” – tornou-a famosa por ser uma observadora da política americana que usava uma distinta técnica de reportagem unindo reflexões pessoais e análises sociais. Seu bom estilo de escrita e narrativa acabou por associar seu nome aos membros do Novo Jornalismo, como Tom Wolfe e Hunter Thompson, apesar de os laços de Diddion com este movimento nunca terem sido muito fortes.

No ano de 2001 a escritora publicou Political Fictions, uma coleção de ensaios publicados anteriormente na New York Review of Books. Em 2003 Didion publicou um livro de memória chamado Where I Was From, que explora os mitos californianos e a relação da autora com o lugar onde nasceu e com a sua mãe.

O livro mais recente de Didion é The Year of Magical Thinking (O Ano do Pensamento Mágico), publicado em 4 de outubro de 2005 nos Estados Unidos e, em 2006, no Brasil. O livro trata do ano seguinte ao da morte de seu marido, enquanto o qual sua filha, Quintana, passava por um grave estado de saúde. Em novembro de 2005, o livro ganhou o prêmio para a categoria de não-ficção no National Book Award.

Apesar de parecer que sua filha estava se recuperando durante os relatos do Ano do Pensamento Mágico, Quintana acabou morrendo em 26 de agosto de 2005, por pancreatite aguda, na cidade de Nova York, com 29 anos de idade. O jornal New York Times reproduziu que Didion não reeditará o livro para incluir reflexões sobre a morte de Quintana. “Está terminado”, ela disse.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ficção[editar | editar código-fonte]

  • Run River (1963)
  • Play It As It Lays (1970)
  • A Book of Common Prayer (1977)
  • Democracy (Democracia) (1984)
  • The Last Thing He Wanted (1996)

Não-Ficção[editar | editar código-fonte]

  • Slouching Towards Bethlehem (1968)
  • The White Album (O Álbum Branco) (1979)
  • Salvador (1983)
  • Miami (1987)
  • After Henry (1992)
  • Political Fictions (2001)
  • Where I Was From (2003)
  • The Year of Magical Thinking (O Ano do Pensamento Mágico) (2005)