Lago Paranoá
| Lago Paranoá | |
|---|---|
| Localização | Brasília |
| Tipo | Lago artificial |
| Área da superfície | 48 km² |
| Afluentes | Ribeirão do Torto, Ribeirão do Gama, Ribeirão Riacho Fundo, Ribeirão Bananal |
| Profundidade média | 12 m |
| Profundidade máxima | 38 m |
| Bacia hidrográfica | Bacia do Paranoá |
| Perímetro1 | 80 km |
| Altitude | 1000 m |
| Ilhas | Ilha do Paranoá Ilha do Retiro Ilha dos Clubes |
| País(es) | Brasil |
| 1 a medição do perímetro do lago é imprecisa devido às estimativas envolvidas, podendo não estar normalizada | |
O Lago Paranoá é um lago artificial de Brasília, no Distrito Federal, no Brasil. Foi concebido em 1894 pela Missão Cruls [1] e concretizado com a construção da cidade, durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek.
O lago é formado pelas águas represadas do Rio Paranoá. Tem 48 quilômetros quadrados de extensão, profundidade máxima de 38 metros e cerca de oitenta quilômetros de perímetro, com algumas praias artificiais, como a "Prainha" e o "Piscinão do Lago Norte". Localizado em Brasília, foi criado com o objetivo de aumentar a umidade em suas proximidades. Ao redor do lago, há vários bares e restaurantes. Os bairros Lago Sul e Lago Norte derivam seus nomes do lago. Cada uma ocupa uma das duas penínsulas.
Índice |
[editar] Topônimo
"Paranoá" é um vocábulo de origem tupi. Significa "enseada de mar", através da junção dos termos paranã ("mar") e kûá ("enseada")[2][3].
[editar] Barragem
Com o represamento do Rio Paranoá em 12 de setembro de 1959, originou-se a usina que supria o Distrito Federal, mas que, atualmente, representa apenas 2,5 por cento de seu consumo energético.
[editar] História
No resumo do relatório da comissão de estudos da Nova Capital, apresentado por Luís Cruls em 1896, este transcreve trecho de sub-relatório feito pelo botânico Glaziou:[4]
| (...) Entre os dois grandes chapadões, conhecidos pelos nomes Gama e Paranoá, existe imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa; outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos d'água formando o Rio Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais, pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (dique ou tapagem provida de chapeletas e cujo comprimento não exceda quinhentos a seiscentos metros, nem a elevação de vinte a 25 metros) forçosamente a água tornará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de vinte a 25 quilômetros sobre uma largura de dezesseis a dezoito". | — '
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[editar] Fauna em Suas Margens
Uma das aves mais comuns do lago é o biguá. São também encontrados garças, águias-pescadoras, matracas, marrecas-pé-vermelho e marrecas-irerê. Entre mamíferos há a presença de lontras, capivaras, cuícas-d'água, ratos-d’água, micos-estrela, gambás-de-orelha-branca e ratos-do-campo.
Há também o jacaretinga, uma espécie nativa do lago que prefere as águas mais rasas e com mais vegetação e que não costuma atacar humanos.
[editar] Pesca
Desde o ano 2000, a pesca é permitida e incentivada no lago após sua despoluição,[5] onde são extraídos em sua maioria tilápias, espécie não nativa, assim como o tucunaré e a carpa, esta última introduzida especialmente como limpeza contra as algas. As espécies nativas são cará, lambari e traíra.
[editar]
O Distrito Federal possui mais de 11 000 embarcações registradas, sendo a terceira maior frota náutica do país. Entretanto, não há, em toda a orla do lago, qualquer píer ou marina públicos.
São praticados no lago vários esportes náuticos como canoagem, remo, iatismo, esqui aquático e até mergulho. Ali é realizada, desde 1994, a Regata JK, disputa com mais de duzentas embarcações.[6]
[editar] Naufrágio
No dia 22 de maio de 2011, um barco com pouco mais de cem pessoas naufragou no Lago Paranoá.[7] O acidente aconteceu por volta das vinte horas e trinta minutos, durante um evento que estava sendo realizado. A embarcação tinha licença para operar com noventa passageiros e dois tripulantes, mas o Corpo de Bombeiros diz que pelo menos 104 pessoas estavam a bordo. Porém não se tem certeza da quantidade exata no número de pessoas presentes no barco.[8]
A embarcação ficou inclinada e a dezessete metros de profundidade.[9] Foi confirmado que pelo menos oito pessoas perderam a vida na tragédia.[10]
Referências
- ↑ Luís Cruls. Planalto Central do Brasil: Coleção Documentos Brasileiros (em português). 3 ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio, 1957. 333 p.
- ↑ http://www.ferias.tur.br/informacoes/1788/paranoa-df.html
- ↑ http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
- ↑ Planalto Central do Brasil-Coleção Documentos Brasileiros-Livraria José Olympio Editora-1957, página 331
- ↑ Jornal Alô Brasília, 25/10/2009
- ↑ [Nosso Lago, por Isabel Vilela, Correio Braziliense, 20/3/2010]
- ↑ Barco com mais de 90 pessoas a bordo vira no Lago Paranoá (em português) (22 de maio de 2011).
- ↑ Veja a cronologia do naufrágio em lago de Brasília (em português) (23 de maio de 2011).
- ↑ Barco naufragado em Brasília está a 17 metros de profundidade, dizem bombeiros (em português) (23 de maio de 2011).
- ↑ Bombeiros encontram sexto corpo do naufrágio no lago Paranoá (em português) (24 de maio de 2011).
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