Lautaro (toqui)

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Lautaro
Retrato idealizado pelo pintor Pedro Subercaseaux a princípios do século XX.
Apelido Felipe
Nascimento 1534 Trehuaco
Morte 30 de abril de 1557 Rio Mataquito, Capitania Geral do Chile
Força Mapuches
Anos de serviço 1552-1557
Hierarquia Toqui
Batalhas Guerra de Arauco:

Lautaro (Leftraru, 'carancho veloz': lef, 'veloz', e traru, 'carancho';[n 1] Trehuaco, Província de Ñuble ca. 1534Peteroa, 1557) foi um destacado líder militar mapuche na Guerra de Arauco durante a primeira fase da conquista espanhola de Chile.[2] [3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

As versões históricas situam o nascimento de Lautaro na localidade de Trehuaco, Província de Ñuble, dado que neste lugar acamparam Pedro de Valdivia com seus soldados e levaram-se desde aqui a Lautaro como servidão. Era filho do lonco da zona chamado Curiñancu[4] (mapudungun Kurüñamku, 'aguilucho negro') e viveu uma vida normal até que em 1546 (1550 em outras fontes) e tendo ao redor de 11 anos de idade, foi capturado em Trehuaco para perto de Andalién pelas hostes de Pedro de Valdivia numa redada de limpeza nas inmediaciones da futura localização de Concepción. Depois da captura, fez-se-lhe yanacona.[5] [6] [7]

Permaneceu como prisioneiro dos espanhóis durante seis anos, nos que chegou a ser pajem pessoal de Valdivia; como era difícil para os espanhóis o pronunciar seu nome original Leftraru, se lhe deu o nome de Felipe Lautaro.[6] [7] Entre suas tarefas habituais de pajem estava o cuidado dos cavalos de Valdivia e devia acompanhá-lo sempre a batalhas e exercícios militares. Foi deste modo que aprendeu a não temer ao cavalo, aprendeu a montar até se fazer um bom ginete; ademais, observou as disposições de batalha dos espanhóis, aprendendo de Valdivia suas tácticas militares.[8] [6]

Durante este período, fez um certo grau de amizade com um dos principais capitães de Valdivia, Marcos Veas, quem lhe ensinou o uso de algumas armas e táticas de cavalaria; esta prática era habitual, já que Lautaro em qualidade de yanacona, devia servir como indígena auxiliar nas batalhas.[6]

Fuga do acampamento espanhol[editar | editar código-fonte]

Em 1550, durante a batalha de Andalién, o 22 de fevereiro, e a batalha de Penco, o 12 de março, Lautaro testemunhou os escarmentos que Valdivia fez submeter aos derrotados mapuches, mutilando aos prisioneiros e libertando-os depois, como exemplo para evitar futuras rebeliões; isto o impactou profundamente. Em 1551, como pajem, Lautaro acompanhou a Valdivia na fundação dos fortes de Cautín, Nova Imperial, até chegar a Villarrica guíados por um índio renegado chamado Alicán; logo, Valdivia resolveu regressar a Concepción e depois ir a Santiago no inverno de 1552. Em algum momento entre a estadía em Concepción e o trajecto a Santiago Lautaro escapou.[8]

Efectivamente, depois de aprender sobre táctica e estratégia militar espanhola, se fugó em algum momento do ano 1552 a cavalo e ademais com a corneta de Pedro Godinez, o mestre de campo de Valdivia, regressando com seu povo. A fuga do pajem de Valdivia foi um facto quase habitual para os espanhóis, e não o perseguiram. De acordo ao que conta o poema épico La Araucana, Lautaro apresentou-se ante os surpreendidos loncos presididos por Colo Colo e algum de seus "capitães": Paicaví, Lemo-Lemo, Lincoyán, Tucapel e Elicura.[9]

Toqui General[editar | editar código-fonte]

Vencidos os naturais receios, Lautaro demonstrou determinadamente seus naturais dotes de líder innato; foi eleito Toqui General em 1553,[10] e organizou as hostes mapuches seguindo uma estrutura de comando similar à espanhola, agrupando-as em companhias e ensinando-lhes as técnicas e tácticas militares aprendidas em cativeiro, além de generalizar o domínio do cavalo em batalha.[11] Em dezembro desse mesmo ano, liderou um ataque contra as tropas espanholas apoderando-se do Fuerte Tucapel na batalha homónima.[11]

Notas

  1. Outros sustentam que o significado de Lautaro é 'traro calvo', de lau, 'calvo, pelado', e traru, 'traro'.[1]

Referências

  1. Kuschel, Carlos; Meyer, Walterio; Wilhelm de Moesbach, Ernesto. Apellidos huilliches, mapuches, pehuenches. Santiago: [s.n.], 1997.
  2. Huenún, Jaime Luis. La memoria iluminada: poesía mapuche contemporánea. [S.l.]: Servicio de Publicaciones, Centro de Ediciones de la Diputación Provincial de Málaga, 2007. 412 pp. ISBN 978-847-785-791-4.
  3. Rozzi, Ricardo. Multi-ethnic Bird Guide of the Sub-Antarctic Forests of South America. [S.l.]: University of North Texas Press, 2010. 235 pp. ISBN 978-157-441-282-6.
  4. Oliva de Coll, Josefina. La resistencia indígena ante la conquista. [S.l.]: Siglo XXI, 1991. 284 pp. ISBN 978-968-230-575-7.
  5. Mayorga, Rodrigo. Escribir a Chile desde la escuela. Conciencia histórica e investigación escolar entre Centenarios (1910-2010). [S.l.]: RIL Editores, 2011. 490 pp.
  6. a b c d Echaiz, René León. El toqui Lautaro. [S.l.]: Editorial Neupert, 1971. 102 pp.
  7. a b Pehuén Editores. Enciclopedia regional del Bío Bío. [S.l.]: Pehuén Editores Limitada, 2006. 256 pp. ISBN 978-956-160-387-5.
  8. a b Alegría, Fernando. Lautaro: joven liberador de Arauco. [S.l.]: Empresa Editora Zig-Zag, 1966. 236 pp.
  9. de Ercilla, Alonso. La Araucana. [S.l.: s.n.], 1569, 1578 e 1589.
  10. Quezada Vergara, Abraham. Diccionario de historia y geografía de Chile. [S.l.]: RIL Editores, 1986. 312 pp.
  11. a b Silva G., Osvaldo. Atlas de Historia de Chile. [S.l.]: Editorial Universitaria, 2005. 108 pp. ISBN 978-956-111-776-1.