Lucas Vásquez de Ayllón

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Lucas Vásquez de Ayllón
Nascimento 1475?
Toledo
Morte 18 de outubro de 1526

Lucas Vásquez de Ayllón (Toledo, 1475? - 18 de outubro de 1526) foi um explorador espanhol.[1]

Foi para Santo Domingo em 1502, onde foi nomeado juiz. Em 1520, a Audiência Real de Santo Domingo envia-o a Cuba com o fim de fazer desistir a Diego Velázquez de Cuéllar de enviar uma expedição comandada por Pánfilo de Narváez; não o conseguindo, dirigiu-se a Santiago de Cuba para alcançar a Narváez. Ao não conseguir convencê-lo e como era proprietário de um barco, viajou para o México com ele, onde tentou, sem êxito, negociar um acordo entre Hernán Cortés e Pánfilo de Narváez.[2]

Em 1522 enviou uma expedição a oeste, comandada por Francisco Gordillo, que desembarcou no cabo Fear, na costa atlântica da actual Carolina do Norte.

Em 1523, com autorização do imperador Carlos I de Espanha, organizou uma expedição para procurar a Passagem do Noroeste até às Ilhas das Especiarias[3] , explorando a costa oriental dos actuais Estados Unidos (estados da Virgínia e Carolina do Norte),

Em 1526, depois de receber do imperador Carlos direitos sobre as terras descobertas, organizou uma expedição de 600 pessoas para colonizar a costa do actual estado da Virgínia, onde fundou San Miguel de Guadalupe[4] , a primeira colónia na América do Norte.[5]

A colónia teria estado localizada perto da actual Baía de Chesapeake, que Ayllón chamou de «baía de Santa Maria», não muito longe da actual Jamestown[6] (ou na Geórgia[7] ), Ayllón transportava escravos negros para trabalharem as terras (esta terá sido a primeira vez que os africanos chegaram à América no Norte). Aproveitando as disputas políticas entre os colonizadores, os escravos revoltaram-se[8] e fugiram para o interior, tendo-se, provavelmente, misturado com os nativos americanos.

Ao não encontrar populações locais com quem trocar alimentos, ao fim de três mes Vázquez de Ayllón abandonou o local e partiu rumo a sul, até à Ilha de São Domingos. Dos 600 homens só voltaram 150, que declararam terem sofrido todo o tipo de carências, desde a fome e a doença até aos ataques das populações locais; e declararam que Ayllón tinha falecido nos braços de um frade dominicano.

Referências

Nota[editar | editar código-fonte]

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