Míssil balístico intercontinental

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Minuteman III após um teste de lançamento.

Um míssil balístico intercontinental, ou ICBM, é um míssil balístico que possui um alcance extremamente elevado (maior que 5 500 km ou 3 500 milhas), normalmente desenvolvido para carregar armas nucleares.

Os ICBMs se diferenciam dos demais mísseis balísticos por possuírem um alcance e velocidades maiores do que os mesmos. Outras classes de mísseis balísticos são os mísseis balísticos de alcance médio (IRBMs) mísseis balísticos de curto alcance e os mísseis balísticos de palco. Estas categorias são essencialmente subjetivas, sendo os limites entre as mesmas escolhidas pelas autoridades competentes. palavras de Nivaldo Medeiros As seguintes nações possuem sistemas de ICBM operacionais: Rússia, os Estados Unidos, França [1], o Reino Unido e a China. A Índia possui IRBMs, mas estão no processo de desenvolvimento de ICBMs, assim como o Paquistão. Acredita-se que a Coreia do Norte também esteja desenvolvendo um foguete ICBMs Taepodong-2, tendo realizado testes com sucesso limitado em 1998 e 2006.

Em 2002, os Estados Unidos e a Rússia assinaram o acordo SORT visando a redução de seu estoque de ICBMs para não mais que 2.200 ogivas cada.

Fases de vôo[editar | editar código-fonte]

As seguintes fases de vôo podem ser distinguidas:

  • fase de arranque — 3 a 5 minutos (para um foguete sólido menor do que para um foguete com propelentes líquidos); a altitude no final desta fase é normalmente entre 150 e 400 km , dependendo da trajetória escolhida, e a velocidade de saída é normalmente de 7 km/s
  • fase intermediária — aproximadamente 25 minutos — vôo sub-orbital numa órbita elíptica; a órbita é parte de uma elipse com eixo principal vertical; o apogeu (metade da fase intermediária) ocorre numa altitude de cerca de 1 200 km; o eixo intermediário possui um tamanho entre metade do raio da Terra e o raio da elipse; a projeção da órbita na superfície da Terra é próxima de um grande círculo, ligeiramente deformada devido a rotação da terra durante o tempo de vôo; o míssil pode lançar também várias ogivas independentes, incluindo contramedidas.
  • fase de reentrada (iniciando-se a 100 km de altitude) — 2 minutos — o impacto ocorre numa velocidade de até 4 km/s (para ICBMs antigos, menor que 1 km/s).

Veja também Agência de Defesa contra Mísseis, defesa contra mísseis classificada por fase da trajetória, contramedidas.

História[editar | editar código-fonte]

O progenitor do ICBM foi o alemão A9/10, o qual nunca foi desenvolvido, mas apenas proposto por Wernher von Braun. O progenitor do IRBM foi o alemão Foguete V2 (Vergeltung ou "represália", oficialmente chamado de A4) foguete desenvolvido por von Braun que usava propelente líquido e um sistema de guia inercial. Foi lançado de um lançador móvel o qual o tornava menos suscetível para ataques aéreos dos Aliados. Depois da 2ª Guerra Mundial von Braun e outros cientistas nazistas foram transferidos secretamente para os Estados Unidos para trabalhar diretamnete para o Exército estadunidense através da Operação Paperclip desenvolvendo o V2 para o Redstone IRBM e Jupiter IRBM. Devido aos artigos do tratado os E.U.A. foi capaz de criar bases de IRBM em países próximos a URSS com um alcance estratégico.

A URSS não teve território similar na década de 50, então sobre a direção do engenheiro de propulsão reativa Sergei Korolev, projetou um programa para desenvolver (a qual iniciou na Rússia bem antes da 2ª Guerra Mundial) foi acelerado. Korolev teve acesso a alguns materiais dos V2s capturados, mas descobriu que o design do V2 era fraco e desenvolveu o seu próprio design distinto, o R-7, que foi testado em agosto de 1957 e em 4 de outubro de 1957, colocou o primeiro satélite no espaço, o Sputnik 1, assim abrindo a era da exploração espacial para a humanidade.

Nos E.U.A., competição entre os serviços armados dos E.U.A. significou que cada força desenvolveu seu próprio programa de ICBMs, em um lento progresso. O primeiro ICBMs estadunidense foi o Atlas, operacional em 1959. Ambos o R7 e Atlas requereram uma larga instalação de lançamento, fazendo-os vulneráveis a ataques, e não poderiam ser mantidos em um estado útil. Antes dos ICBMs formarem as bases de muitos sistemas de lançamentos. Exemplos incluem: Atlas, Redstone, Titan, R7, e Proton, o qual foi derivado de ICBMs anteriores mas nunca foi desenvolvido como um ICBM. O Reino Unido construiu seu próprio ICBM Blue Streak mas isto nunca foi feito operacional devido a dificuldade de encontrar um lugar de lançamento longe dos centros populacionais. Sobre a direção de Robert McNamara os E.U.A. iniciaram os combustíveis sólidos dos ICBMs: LGM-30 Míssil Minuteman, Polaris e Skybolt. ICBMs modernos tendem a serem menores que seus ancestrais (devido ao aumento da precisão e as ogivas ficarem menores e mais leves), e usam combustíveis sólidos, fazendo-os menos úteis como o lançamento de veículos de lançamento orbital. Desenvolvimento desses sistemas foi governado pela teoria estratégica de Destruição Mutualmente Garantida(em inglês: MAD).

Na década de 70 desenvolvimento começou nos sistemas míssil Anti-balístico por ambos E.U.A. e URSS, mas estes foram restritos pelo tratado em vista de preservar o valor de sistemas de ICBMs existentes. O presidente Ronald Reagan lançou a Iniciativa Estratégica de Defesa como bem os programas de ICBMs MX e Midgetman. Isto guiou o acordo de uma série de negociações do Tratado de Redução de Armas Estratégicas.

Países nos estágios anteriores de desenvolvimento dos ICBMs possuem todos os propelentes líquidos usados para o propósito de simplicidade.

ICBMs modernos[editar | editar código-fonte]

ICBMs modernos tipicamente carregam MIRVs, cada qual carregam uma ogiva nuclear separada, permitindo um único míssil acertar múltiplos alvos. MIRV foi um resultado do rápido retrocesso em tamanho e peso das modernas ogivas e os Tratados de Limitação de Armas Estratégicas que foram impostas limitações no número de veículos de lançamentos {os Acordos SALT (SALT1 e SALT2)}. Ele tem também provado ser uma "resposta fácil" para desenvolvimentos de sistemas SAB, pe menos caro para adicionar mais ogivas para um sistema de míssil existente do que para construir um sistema SAB capaz de abater as ogivas adicionais; então, a maioria dos sistemas SAB tem sido julgados impraticáveis. O primeiro sistema SAB operacional foi desenvolvido na década de 70, a instalação U.S. Safeguard ABM (E.U. Salva-vidas SAB) foi localizada em Dakota do Norte e foi operacional de 1975-1976. A URSS desenvolveu seu sistema SAB Galosh ao redor de Moscou na década de 70, que continua em serviço. Israel desenvolveu um sistema SAB nacional baseado no Arrow missile (míssil flecha) em 1998 [2], mas é principalmente desenvolvido para interceptar ameaças de mísseis balísticos de curto alcance, não ICBMs. O sistema de Mísseis de Defesa nacional com base no U.S. Alasca realizou a capacidade operacional inicial em 2004.[3]

ICBMs podem ser desenvolvidos de múltiplas plataformas:

  • em silo de missil, que oferecem alguma proteção de ataque militar (incluindo, as esperanças dos desenvolvedores, alguma proteção de um primeiro ataque nuclear).
  • em submarinos: submarino lançador de mísseis balísticos (SLMBs); a maioria ou todos SLBMs possuem o longo alcance dos ICMBs (como oposto aos IRBMs).
  • em caminhões pesados; isto aplica para uma versão do RT-2UTTH Topol M que talvez desenvolveu de um veículo lançador móvel auto-propelente, capaz de mover através de terrenos sem estrada, e lançando um míssil de qualquer ponto ao longo de sua rota.
  • lançadores móveis nos trilhos; estas aplicações, por exemplo, para o РТ-23УТТХ "Молодец" (RT-23UTTH "Molodets"-- SS-24 "Scapel").

O último dos 3 tipos são móveis e então difícil de encontrar.

Durante o estoque, um dos mais importantes características do míssil é sua utilidade. Uma das funções chave do primeiro dos Sistemas embarcados do ICBM, o míssil Minuteman, foi que poderia rapidamente e facilmente seu computador para testar em si mesmo.

Em vôo, um impulsor empurra a ogiva e então cai. Muitos dos impulsores modernos são motores de foguetes de combustível sólido. ICBMs de combustível de líquido foi geralmente não mantido abastecido todo o tempo, e então talvez abasteça o foguete foi necessário antes um almoço. Este procedimento irritante foi uma fonte de um atraso operacional significante, e então talvez cause os foguetes serem destruidos antes deles pudessem ser usados. Isto também proveu oponentes com inteligência porque foi um evento observável definitivo que indicou o início de um ataque.

Uma vez que o impulsor falha, a ogiva cai de um pátio sem potência tão qual uma órbita, exceto que acerta a terra de algum ponto. Movendo neste caminho é clandestino. Nenhum gás de foguete ou outras emissões ocorrem para indicar a posição do míssil para defensores. Também, é o caminho mais rápido para ir de uma parte da Terra a outra. Isto aumenta o elemento surpresa. A alta velocidade de uma ogiva balística (perto de 8 km por segundo) também o faz difícil de ser interceptado.

Muitas autoridades dizem que mísseis também soltam balões aluminizados, detectores de barulhos eletrônicos, e outros itens pretendendo confundir dispositivos de interceptação e radares.

A alta velocidade pode provocar no míssil para ficar muito quente quando reentra na atmosfera. Ogivas balísticas são protegidas por escudos de calor construidos de materiais tais como grafita pirolítica, e mísseis anteriores, madeira compensada compacta. Madeira compensada aproxima-se da força por peso de fibra de carbono/compostos de epóxi e lentamente carbonizado, protegendo o míssil.

Precisão é crucial, porque dobrando a precisão diminui a necessidade da energia da ogiva por um fator de quatro. Precisão é limitada pela precisão do sistema de navegação e a informação geofísica disponível. Muitas autoridades acreditam que a maioria das iniciativas de mapeamento geofísico com base governamental, tal qual o GPS, e sistemas de satélites de altitude de oceano, como o Seasat, provavelmente possui um proposto emcoberto para mapear concentrações em massa e determinar anomalias graviticas locais, em ordem de aperfeiçoar precisões de mísseis balísticos.

Sistemas de mísseis estratégicos são pensados para o uso personalizado de Circuitos integrados desenvolvido para calcular equações diferenciais de navegação de milhares a milhões de vezes por segundo em ordem de reduzir erros navegacionais causados pelo cálculo solitário. Estes circuitos são usualmente uma rede de conexões da adição de circuitos binários que continuamente recalculam a posição do míssil. Os receptores para o circuito de navegação são configurados por um computador geral que tem o propósito de acordo para um receptor navegacional programado carregado para o míssil antes do lançamento.

Uma arma particular desenvolvida pela União Soviética (SOBF), possui uma trajetória orbital parcial, e diferente a maioria dos alvos dos ICBMs não opoderiam ser deduzidos de seu pátio de vôo orbital. Ele foi retirado em concedimento com os acordos de controle de armas, que destinava o alcance máximo dos ICMBs e armas de órbita proibida ou órbita fracional.

Mísseis de cruzeiro guiados a baixa altitude são uma alternativa aos mísseis balísticos

Mísseis específicos[editar | editar código-fonte]

ICBMs terrestres e mísseis de cruzeiro[editar | editar código-fonte]

A Força Aérea dos Estados Unidos atualmente opera 500 ICBMs e cerca de 3 bases da Força Aérea localizadas primariamente ao norte dos estados das Montanhas Rochosas e das Dakotas. Estes são da variante única do ICBM LGM-30 Minuteman III. Mísseis Peacekeeper (mantenedor da paz) foram planejados em 2005.

Mísseis balísticos de submarinos[editar | editar código-fonte]

Tipos específicos de mísseis balísticos de submarinos incluem:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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