Melanina

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Melanina é a denominação genérica de uma classe de compostos poliméricos derivados da tirosina, existente nos reinos Animal, Planta e Protista e cuja principal função é a pigmentação e protecção contra a radiação solar. É a melanina que, por exemplo, confere pigmentação à pele, aos olhos e aos cabelos dos mamíferos. A falta de melanina dá origem a uma condição denominada albinismo.

A produção de melanina é feita pelos melanócitos ou melanoblastos, células da camada basal da epiderme que mantêm contacto com os queratinócitos por intermédio de projeções citoplasmáticas. Esses prolongamentos é que permitem que os pigmentos melânicos produzidos se depositem nos queratinócitos.

Síntese[editar | editar código-fonte]

A síntese de melanina é teoricamente explicada pela presença de uma enzima - tirosinase - concentrada no aparelho de Golgi dos melanócitos. O pigmento é originado a partir da polimerização do aminoácido tirosina por intermédio da ação da tirosinase, a qual passa de aminoácido incolor a um pigmento castanho. A tirosina polimerizada deposita-se em vesículas denominadas melanossomas, as quais se deslocam pelos prolongamentos citoplasmáticos dos melanócitos, sendo transferidos para os queratinócitos através de um processo de secreção, denominado secreção citócrina (de célula para célula) Embora exista uma corrente que não concorda com esse processo e sim que os grãos de melanina saem dos melanócitos por , são depositados no liquido intersticial e capturados por receptores na membrana dos queratinócitos, isso explica a ação do sistema imune ao destruir a melanina no caso do Vitiligo é o que prova pesquisas da Associação Fluido Vital. Os grânulos de melanina permanecem no citoplasma dos queratinócitos e se depositam ao redor do núcleo onde realiza a proteção gênica dos mesmos.

Melanina e raios ultravioleta[1] [editar | editar código-fonte]

As diversas camadas dos queratinócitos com melanina fornecem uma defesa eficaz dos tecidos subjacentes contra os efeitos nocivos dos raios solares, principalmente dos raios ultravioleta.

A influência da radiação ultravioleta sobre a síntese de melanina ainda não está muito bem explicada. Acredita-se que esses raios promovam o aumento da atividade da tirosinase nos melanossomas. As hormonas também ainda não têm um mecanismo definido na participação da produção melânica; a hipófise, por exemplo, secreta o ACTH e o HME (hormona melanócito-estimulante), que aumentam a síntese de melanina. Já as hormonas do córtex da supra-renal exercem um efeito de inibição, na hipófise, do ACTH e do HME, o que consiste em um fator de equilíbrio e modulação da síntese melânica.

Melanina na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Os gregos chamavam a todos os etíopes de "caras queimadas", relacionando a pele dos africanos subsaarianos ao carvão.

No passado muitas pessoas viam a melanina como uma espécie de "sujeira" biológica; isto porque não se compreendia qual o real papel dela e nem por que ela geralmente estava relacionada a regiões de baixa latitude. Mas com a popularização das ciências biológicas no século XX, as pessoas começaram a perceber que esta suposta "sujeira" escura era uma proteína que absorvia a maior parte da luz devido a uma angulação da molécula, diferindo-a de outras semelhantes na Química orgânica.

Classes de melanina[editar | editar código-fonte]

Existem duas classes principais de melanina: eumelanina, de cor acastanhada ou preta, e feomelanina, de cor avermelhada ou amarelada. Os grânulos de melanina se dispõem sobre o núcleo do queratinócito, de modo a impedir lesões no DNA da célula pelos raios ultravioleta. A eumelanina é muito mais eficiente que a feomelanina nessa proteção, e por isso os cânceres de pele são mais comuns em pessoas de pele clara, cujo conteúdo relativo de eumelanina é pequeno.

A produção de eumelanina e feomelanina é controlada por um receptor transmembrana, ao qual se liga o hormônio melanócito-estimulante, denominado MC1R.

  1. www.fluidovital.org.br