Micoplasma

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Classificação científica
Reino: Bacteria
Divisão: Firmicutes
Classe: Mollicutes
Ordem: Mycoplasmatales
Família: Mycoplasmataceae
Género: Mycoplasma
Nowak 1929
Espécies
M. genitalium

M. hominis
M. pneumoniae
etc.

Micoplasmas é o nome que foi dado às bactérias do gênero Mycoplasma, com tamanho menor (cerca de 0,3 \mum = 0,3\times 10^{-6} m) do que o apresentado normalmente pelas outras bactérias. Os microbiologistas ainda debatem se as bactérias evoluíram dos micoplasmas primitivos, ou se tratam de estirpes separadas, ou se os micoplasmas evoluíram a partir dos vírus, mas até ao momento nenhuma tese ou teoria sobre a perspectiva evolutiva é verossímil.

A diferença principal entre as bactérias e os micoplasmas é que as bactérias possuem uma parede celular sólida, e por esse motivo uma forma definida (o que facilita a sua identificação ao microscópio), ao passo que os micoplasmas possuem apenas uma membrana flexível, o que se junta ao tamanho reduzido para dificultar a sua identificação, mesmo quando observados sob os mais potentes microscópios eletrónicos para então saber se a forma é baciloide, cocoide, miceloide ou espiro-helicoide.

Os primeiros micoplasmas foram detetados em 1898 no Instituto Pasteur, em tecidos de gado com artrite e pleuro-pneumonia. Daí lhes veio o primeiro nome por que foram conhecidos: pleuro-pneumonia-like organisms, ou PPLOs, nome que foi utilizado até aos anos 60. O primeiro micoplasma humano foi isolado em 1932, num abcesso. Desde então descobriram-se muitas estirpes diferentes, que são fundamentalmente específicas da espécie hospedeira (ou pelo menos de grupos específicos de animais: felinos, aves, roedores, homem e símios antropóides, etc.). Descobriu-se também que ao contrário das bactérias, que são afectadas pelas penicilinas, os micoplasmas são controláveis por antibióticos como as tetraciclinas e os macrólídos, e.g. a eritromicina, a azitromicina e claritromicina[1] . E descobriram-se ainda estirpes que exibiam um crescimento como micélios, semelhante ao dos fungos, o que levou ao aparecimento da designação "micoplasma".

Os micoplasmas podem viver dentro de células, sem matar a célula hospedeira, em simbiose-parasita, à semelhança do que fazem alguns vírus e bactérias, mas também podem viver e crescer fora das células, nos fluidos corporais, coisa de que os vírus não são capazes.

Os micoplasmas são responsáveis por doenças como as inflamações alérgicas, pneumonia atípica e outras doenças, e investiga-se uma possível relação entre estes organismos e certas doenças envolvendo o sistema imunitário, como a diabetes mellitus tipo I ou a esclerose múltipla, entre outras.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Microbiologia médica. Murray, Patrick. 5° edição