Miradouro (Minas Gerais)

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Município de Miradouro
MiradouroMG.JPG

Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 17 de dezembro de 1938
Gentílico miradourense
Lema Verdadeira Glória
Prefeito(a) Almiro Marques de Lacerda Filho (PSB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Miradouro
Localização de Miradouro em Minas Gerais
Miradouro está localizado em: Brasil
Miradouro
Localização de Miradouro no Brasil
20° 53' 27" S 42° 20' 34" O20° 53' 27" S 42° 20' 34" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Zona da Mata IBGE/2008[1]
Microrregião Muriaé IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Ervália, Fervedouro, Muriaé, São Francisco do Glória, Vieiras
Distância até a capital 362 km
Características geográficas
Área 301,548 km² [2]
População 10 251 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 33,99 hab./km²
Altitude 409 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,698 médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 87 704,417 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 8 293,56 IBGE/2008[5]
Página oficial

Miradouro é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.


História[editar | editar código-fonte]

Em 1693 há registros de que Antônio Rodrigues Arzão, tendo em uma de suas expedições partindo de Taubaté à procura do Itacolomi (referencial dos bandeirantes) marchando para a serra do Guarapiranga, com o objetivo de aprisionar índios, avistando a então Serra dos Arrepiados, que lhes pareceram mais próximas que realmente estavam, descendo em sua direção, alcançou o rio Piranga, onde vagavam índios da nação Puri, que lhes deram notícia da existência de ouro na região e os guiaram até a Serra dos Arrepiados (atualmente chamada Serra do Brigadeiro). Ficando esta expedição marcada na história, tendo tido registro oficial como o primeiro ouro das Minas Gerais.

Todavia, a origem de Miradouro e do seu povo está inserida na história de Minas Gerais na parte da povoação da Zona da Mata. Nos seus primórdios, a população foi formada pelas famílias descendentes dos antigos mineiros que, aquando da decadência da produção de ouro do fim do séc. XVIII abandonaram a região das minas e passaram a povoar a zona de mata da província no trecho entre a então Vila Rica (chamada desde 1823, Ouro Preto) e o Rio de Janeiro, para se dedicarem à agricultura e à pecuária.

Nos fins do século XVIII, famílias marianenses migraram para o leste em busca de terras férteis. Entre eles, estava o capitão Constantino José Pinto, que fundou a aldeia de São Paulo do Muriaé.

A região de Miradouro começou a ser desbravada no início do séc. XIX, quando Constantino José Pinto, chefiando numerosa expedição, adentrou por aqueles sertões na busca de riquezas naturais e de terras para a lavoura e o pastoreio.

Depois de cruzar a serra das Perobas, junto ao ribeirão Fernando, o bandeirante foi atacado pelos índios puris. Por não combatê-los, conseguiu atraí-los, contando com a participação de muitos membros da tribo em sua expedição, que desceu até o rio Muriaé.

Subindo pelo rio Guarus (hoje chamado rio Glória), afluente do Muriaé, os desbravadores foram instalando fazendas e povoados. Um desses povoados foi o de Santa Rita, que cresceu em volta de uma capela erguida na região.

A primitiva igreja, em torno da qual surgiram as primeiras habitações, foi construída onde hoje é o final da rua Santo Antônio.

Quanto ao primeiro branco a ali fixar-se, afirma-se, sem determinar datas, ter sido ele Basílio Vieira Benfica. As primeiras famílias que ocuparam o território vinham da região das minas e eram de origem portuguesa, trazendo consigo os seus escravos negros. Há registo de poucos conflitos com os índios nativos da região, especialmente os das tribos Puri e Guarus, que com o passar dos anos se submeteram à cultura dos colonos através da catequização.

Toda a região foi sendo ocupada seguindo o curso dos rios, do que o povoado que originou Miradouro formou-se às margens do rio Glória. Primitivamente chamado rio Guarus, a escolha do topônimo "Glória" para designar o rio, segundo registra a tradição, teria surgido da exclamação do brigadeiro Barcelar. Enviado em expedição pelo governo da Província de Minas Geraes, ao atingir as margens do rio Guarus, o brigadeiro, extasiado pela amplidão dos horizontes e riquezas da vegetação, teria manifestado: - “Isto aqui é uma verdadeira glória”.

A mudança do nome do rio Guarus para rio Glória também fez com que o povoado passasse a ser chamado de Santa Rita do Glória.

Vale registar que ao tempo da expedição do brigadeiro Bacelar, com o processo de colonização em marcha, os índios Guarus já estavam semicatequizados.

O povoado de Santa Rita do Glória surgiu em terreno doado por José Guedes de Morais e Silvestre Guedes de Morais (60 alqueires geométricos), e mais uma pequena área de meio alqueire geométrico, doada por José Borges do Couto.

Desses primitivos moradores e principais responsáveis pela construção do povoado, alguns descendentes ainda vivem em Miradouro.

Em 1938, com o nome de Glória, o antigo povoado foi elevado a cidade e, em 1943, ganhou a denominação de Miradouro, justificada pela existência, nas sua proximidades, de uma elevação de onde se descortina esplêndida vista da região.

Sua principal data comemorativa é o dia 22 de maio, dia de Santa Rita de Cássia - santa padroeira do município.

Memória da administração do território[editar | editar código-fonte]

O povoado pertenceu ao Município do Pomba de 25 de agosto de 1832 até 16 de março de 1839, depois passando a integrar o município de São João Batista do Presídio, hoje Visconde do Rio Branco, até 16 de maio de 1855, quando passou a pertencer ao recém criado Município de São Paulo do Muriaé.

Passa oficialmente a incorporar a divisão administrativa do Império do Brasil como curato (compondo a divisão eclesiástica, designava os serviços religiosos em povoações pequenas e sem autonomia política), criado com a denominação de Santa Rita do Glória, pela lei provincial nº 2905, de 23-09-1882, e depois da proclamação da República, pela lei estadual nº 2, de 14-09-1891, passou a ser distrito subordinado ao município de São Paulo do Muriaé.

Pela lei estadual nº 556, de 30-08-1911, o município de São Paulo do Muriaé, passou a denominar-se simplesmente Muriaé.

Elevado à categoria de município com a denominação de Glória, pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, desmembrado de Muriaé. Sede no atual distrito de Glória (ex-Santa Rita do Glória). Constituído de 2 distritos: Glória e Santo Antônio do Glória, ambos desmembrados de Muriaé. Não consta a data de Instalação.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Glória e Santo Antônio do Glória. Pelo decreto-lei estadual nº 1058, de 31-12-1943, o município de Glória tomou a denominação de Miradouro. A atual denominação de Miradouro deve-se à existência de uma elevação com esse nome, de cujo topo se descortinam amplos horizontes.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município já denominado Miradouro é constituído de 2 distritos: Miradouro (ex-Glória) e Santo Antônio do Glória.

Pela lei nº 336, de 27-12-1948, é criado o distrito de Vieiras (ex-povoado de Babilônia), com terras desmembradas dos distritos de sede de Miradouro e Santo Antônio do Glória e anexado ao município de Miradouro.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Miradouro, Santo Antônio do Glória e Vieiras.

Pela lei nº 1039, de 12 de dezembro de 1953, desmembra do município de Miradouro os distritos de Vieiras e Santo Antônio do Glória, para formar o novo município de Vieiras.

Em divisão territorial datada de 1º de Julho de 1960, o município é constituído do distrito sede.

Miradouro pertenceu à comarca de Muriaé até 1954, quando foi elevado à condição de comarca, mas na década de 1970, voltou a pertencer à comarca de Muriaé.

Em 1990, houve a reinstalação da comarca.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Miradouro situa-se na Zona da Mata Mineira, à margem da BR-116, mais conhecida como Rio-Bahia. O município faz divisa com: Muriaé (de onde foi desmembrado em 1938), Vieiras (que foi seu distrito, alcançando a emancipação em 1953), Ervália, São Francisco do Glória e Fervedouro.

Galeria[editar | editar código-fonte]


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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