Moeda fiduciária
Moeda fiduciária é um tipo de moeda que circula na confiança dos bancos (fidúcia = confiança), é conversível em metal, ouro por exemplo, por um valor parcial ao total do metal.
É constituída principalmente por cheques, ordens de pagamentos, títulos de crédito, entre outros.
Moeda de papel, com cobertura em ouro inferior a 100% embora 100% convertível. Os bancos passaram a emitir certificados sem o correspondente depósito em metal (ouro, prata), dado que com o decorrer do tempo viram que os seus clientes não exigiam a convertibilidade simultânea dos seus depósitos.
Papel-moeda parcialmente lastreado por ouro. Sua origem remonta aos depósitos em ouro efetuados junto aos ourives, os precursores dos bancos. De início, os recibos dos depósitos correspondiam exatamente à quantidade de ouro mantida nos cofres. Mas, ao observarem que esses recibos circulavam, passando por muitas mãos, e demoravam certo tempo para ser esgotados, os ourives, e posteriormente os banqueiros, passaram a emitir por sua conta recibos em maior quantidade que os depósitos de ouro recebidos em seus cofres; o valor desses recibos, ou as moedas de papel, dependia da confiança (fiducia, em latim) que merecia o banco emissor. A circulação da moeda fiduciária nos países que conservaram o lastro ouro até os anos 60 do século XX era, em média, 30% a 40% superior às reservas do metal depositado, embora as autoridades monetárias desses países em determinados momentos ultrapassem tais limites.