Irving Fisher

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Irving Fisher
Economia matemática
Irving Fisher
Nacionalidade Estados Unidos Estados Unidos
Residência  Estados Unidos
Nascimento 27 de fevereiro de 1867
Local Nova Iorque, Estados Unidos
Morte 29 de abril de 1947 (80 anos)
Local Nova Iorque, Estados Unidos
Atividade
Campo(s) Economia matemática
Alma mater Universidade Yale
Conhecido(a) por Equação de Fisher
Equação de trocas
Índice Preço
Dívida-deflação
Curva de Phillips
Ilusão monetária
Teorema de separação de Fisher
Influência(s) Gibbs, Sumner
Influenciado(s) Friedman, Modigliani, Scott Sumner
Prêmio(s) Gibbs Lecture (1929)

Irving Fisher (27 de fevereiro de 186729 de abril de 1947) foi um economista nascido nos Estados Unidos e eugenista, e um dos primeiros economistas neoclássicos, apesar de seu último trabalho sobre deflação da dívida ser muitas vezes considerado como pertence da escola pós-keynesiana.[1] Fisher foi talvez a primeira celebridade economista, mas sua reputação durante a vida foi irreparavalmente prejudicada por suas afirmações, um pouco antes da Quinta-Feira Negra, dizendo que o mercado de ações havia alcançado um "patamar permanentemente alto". Sua subsequente teoria da dívida-deflação como uma explicação para a Grande Depressão foi largamente ignorada em favor do trabalho de John Maynard Keynes.[2] Sua reputação se recuperou na economia neoclássica, principalmente depois que sua obra foi popularizada no final da década de 1950[3] e, mais amplamente, devido a um crescente interesse na deflação da dívida na crise econômica de 2008-2011.[2]

Fisher realizou importantes contribuições à teoria da utilidade[4] e sua obra sobre a teoria quantitativa da moeda inaugurou a escola do pensamento econômico conhecida como "monetarismo".[5] Milton Friedman chamou Fisher de "o maior economista que os Estados Unidos já produziram".[6] Alguns conceitos homenageados a Fisher incluem a equação de Fisher, a hipótese de Fisher, o efeito internacional de Fisher e o teorema de separação de Fisher.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Início da idade adulta[editar | editar código-fonte]

Fisher nasceu em Saugerties, Nova Iorque, Estados Unidos. Seu pai era um professor e um ministro congregassional, que levou seu filho a acreditar que ele deveria ser um membro útil da sociedade. Como uma criança, ele possuía notável habilidade matemática e um talento para a invenção. Uma semana depois de ele ter sido admitido na Universidade Yale, seu pai morreu com 53 anos. Irving passou a sustentar sua mãe, irmão e ele próprio, principalmente através da tutoria. Ele se formou em 1888 e era um membro da Skull and Bones.[7]

Carreira[editar | editar código-fonte]

A melhor matéria de Fisher era a matemática, mas a economia se encaixava melhor com suas preocupações sociais. Em sua tese de doutorado, combinando ambas as matérias, ele escreveu sobre economia matemática. Irving recebeu o primeiro PhD de Yale, em economia, em 1891.[8] Seus conselheiros eram o físico Willard Gibbs e o economista William Graham Sumner. Fisher não percebeu, no início, que já havia uma literatura europeia substancial sobre economia matemática. No entanto, sua tese deixou uma contribuição que os acadêmicos europeus tais como Francis Ysidro Edgeworth reconheceram como de primeira linha. Para ilustrar e complementar os argumentos em sua tese, Fisher construiu uma máquina de bombas e alavancas. Apesar de seus livros e artigos sobre tópicos econômicos exibirem um grau incomum de sofisticação matemática para a época, Fisher sempre desejou trazer sua análise à vida e apresentar suas teorias com a maior lucidez possível. Após se formar em Yale, Fisher estudou em Berlim e Paris. De 1890 em seguida, ele estava em Yale como um tutor, tornando-se um professor de economia política em 1898 e professor emérito em 1935.

Fisher editou o Yale Review de 1896 a 1910 e era ativo em muitas sociedades científicas, institutos e organizações de bem-estar social. Ele foi um pioneiro da econometria em seu desenvolvimento histórico. Entre seus interesses especiais estavam a temperança, eugenia, saúde pública e paz mundial. Ele ganhou um prêmio da Sociedade Médica de Nova Iorque pela invençao de uma tenda para o tratamento de vítimas da tuberculose. Ele apoiou intensamente a proibição na década de 1920.

Teoria[editar | editar código-fonte]

Tobin (1985) argumenta que os avanços intelectuais que marcam a revolução neoclássica na análise econômica ocorreram na Europa por volta de 1870. As duas décadas seguintes testemunharam animados debates nos quais a nova teoria foi mais ou menos absorvida na tradição clássica que a precedeu e provocou.[9]

A pesquisa de Fisher na teoria básica não tocou os grandes assuntos sociais da época. A economia monetária, por outro lado, tocou, e isto tornou-se o foco principal da obra de Fisher. Appreciation and interest de Fisher era uma análise abstrata do comportamento das taxas de juros quando o nível de preço está mudando. Ele enfatizava a distinção entre as taxas reais e monetárias de juros que eram fundamentais para a análise moderna da inflação. Apesar de Fisher acreditar que os investidores e poupadores em geral eram aflingidos em vários graus pela "ilusão do dinheiro", eles não conseguiam ver o dinheiro passar para os bens que ele poderia comprar. Em um mundo ideal, as mudanças no nível de preços não teriam efeito na produção e no emprego. Já no mundo real, com a ilusão monetária, a inflação (e a deflação) são prejudiciais.

Final da vida[editar | editar código-fonte]

Fisher era um escritor prolífico, escrevendo peças jornalísticas bem como livros técnicos e artigos, abordando os problemas da Primeira Guerra Mundial, a próspera década de 1920 e a depressão dos anos 1930. Ele morreu na cidade de Nova Iorque em 1947, com a idade de 80 anos.

Teorias econômicas[editar | editar código-fonte]

Dinheiro e o nível de preços[editar | editar código-fonte]

A teoria de Fisher sobre o nível de preços era a seguinte variante da teoria quantitativa da moeda. Considera-se M=estoque de moeda, P=nível de preços, T=volume de transações realizadas com dinheiro, e V=a velocidade de circulação do dinheiro. Fisher então propôs que essas variáveis são inter-relacionadas pela equação de troca:

MV=PT.

Economistas posteriores substituíram o T pelo y ou "Q", produto real, quase sempre medido pelo PIB real.

Fisher também foi o primeiro economista a distinguir claramente entre taxas reais e nominais de juros:

r=\frac{(1+i)}{(1+inflation)}-1

onde r é a taxa real de juros, i é a taxa nominal de juros e a inflação é uma medida do aumento no nível de preços. Quando a inflação é suficientemente baixa, a taxa real de juros pode ser aproximada como a taxa nominal de juros menos a taxa de inflação esperada. A equação resultante é conhecida como a equação de Fisher, em sua homenagem.

Por mais de quarenta anos, Fisher elaborou sua visão da prejudicial "dança do dólar" e montou esquemas para "estabilizar" a moeda, ou seja, estabilizar o nível de preços. Ele foi um dos primeiros a tratar de dados macroeconômicos, incluindo o estoque de moeda, taxas de juros e nível de preços, com uma análise estatística. Na década de 1920, ele introduziu a técnica mais tarde conhecida como distributed lags. Em 1973, o Journal of Political Economy reimprimiu seu artigo de 1926 sobre a relação estatística entre desemprego e inflação, reentitulando-o como "Eu descobri a curva de Phillips" (I discovered the Phillips curve). Os números-índices exerceram um papel importante em sua teoria monetária, e seu livro The Making of Index Numbers permanece influente mesmo nos dias de hoje.

A teoria dos juros e do capital[editar | editar código-fonte]

Apesar da maior parte da energia de Fisher ter ido para as causas sociais e empreendimentos, e a melhor parte de seu esforço científico ter sido devotado para a economia monetária, ele é mais lembrado pela economia neoclássica por sua teoria do juros e do capital, estudos de um mundo ideal do qual o mundo real desviava. Seu trabalho intelectual mais duradouro foi sua teoria do capital, investimento e taxa de juro, exposta pela primeira vez em The Nature of Capital and Income (1906) e elaborada em The Rate of Interest (1907). Seu tratado de 1930, The Theory of Interest, organizou a obra de toda sua vida sobre capital, orçamento de capital, mercado de títulos e os determinantes das taxa de juros, incluindo a taxa de inflação.

Fisher achava que o valor econômico subjetivo não é apenas uma função de quantidades de bens e serviços possuídos ou trocados mas também do momento no tempo no qual eles são comprados. Um bem disponível agora possui um valor diferente do que o mesmo bem disponível em uma data futura. O valor possui uma dimensão do tempo, além da dimensão da quantidade. O preço relativo dos bens disponíveis em uma data futura, em termos de bens sacrificados hoje, é medido pela taxa de juros. Fisher utilizou livremente os diagramas padrãos usados para ensinar economia na graduação, mas os eixos eram rotulados de "consumo hoje" e "consumo no próximo período", ao invés de, por exemplo, "maçãs" e "laranjas". A teoria resultante, de considerável poder e discernimento, foi exposta com bastantes detalhes em The Theory of Interest.

Esta teoria, generalizada para o caso de K bens e N períodos (incluindo o caso de infinitos períodos) tornou-se uma teoria padrão do capital e do juros, que é descrita em Gravelle e Rees (2004) e Aliprantis, Brown & Burkinshaw (1988).[10] Esse avanço teórico foi explicado em Hirshleifer (1958).

Deflação da dívida[editar | editar código-fonte]

Seguindo a quebra da bolsa de valores de 1929 e a Grande Depressão, Fisher desenvolveu uma teoria da crise econômica chamada de dívida-deflação, que atribuía as crises ao estouro de uma bolha especulativa.

De acordo com a teoria da dívida-deflação, uma sequência de efeitos do estouro da bolha ocorre:

  1. Liquidação da dívida e venda por desespero.
  2. Contração da oferta monetária pois os empréstimos bancários são pagos.
  3. Uma queda no nível dos preços dos ativos.
  4. Uma queda ainda maior no patrimônio líquido das empresas, precipitando falências.
  5. Uma queda nos lucros.
  6. Uma redução no produto, no comércio e no emprego.
  7. Pessimismo e perda de confiança.
  8. Acumulação de dinheiro.
  9. Uma queda nas taxas de juros nominais e um aumento da taxa de juros ajustada pela deflação.

Esta teoria foi ignorada em favor da escola keynesiana, parcialmente devido ao prejuízo à reputação de Fisher de sua atitude otimista antes da crise, mas experimentou um renascimento do interesse ortodoxo desde a década de 1980, especificamente desde a crise econômica de 2008-2011, e hoje é uma teoria central com a qual ele é popularmente associado.[2]

Quebra da bolsa de 1929[editar | editar código-fonte]

A Quinta-Feira Negra e a posterior Grande Depressão custaram a Fisher grande parte de sua riqueza pessoal e reputação acadêmica. Ele era conhecido por ter previsto, três dias antes do crash, que "os preços das ações alcançaram o que parece ser um patamar permanentemente alto". Fisher disse, em 21 de outubro, que o mercado estava "apenas balançando para fora a horda de lunáticos" e continuou explicando por que sentia que os preços ainda não haviam alcançado seu valor real e deveriam subir ainda mais. Na quarta-feira, 23 de outubro, ele anunciou em uma reunião de banqueiros que "os valores dos títulos na maioria dos casos não estavam inflacionados". Nos meses seguintes à quebra, ele continuou a assegurar aos investidores que uma recuperação estava prestes a acontecer. Uma vez que a Grande Depressão estava em pleno vigor, alertou que a drástica deflação era a causa das insolvências em cascata, assolando a economia dos Estados Unidos, pois a deflação havia aumentado o valor real das dívidas fixadas em termos de dólares. Fisher estava tão desacreditado por seus pronunciamentos de 1929 e pelo fracasso de uma firma que iniciou, que poucas pessoas tiveram notícia da análise da "dívida-deflação" da Depressão. As pessoas, ao invés disso, viraram-se ansiosamente para as ideias de Keynes. O cenário da dívida-deflação de Fisher passou a receber nova atenção a partir da década de 1980.

Tributação construtiva da renda[editar | editar código-fonte]

Lawrence Lokken, professor de direito da University of Miami School credita [11] o livro de 1942 de Fisher pelo conceito por trás da Unlimited Savings Accumulation Tax, uma reforma introduzida no Senado dos Estados Unidos em 1995 pelo Senador Pete Domenici, ex-Senador Sam Nunn, e Senador Bob Kerrey. O conceito era de que o gasto desnecessário (que é difícil de definir no direito) pode ser tributado pelos impostos na renda menos todos os investimentos e poupanças líquidas, e menos um subsídio para as compras essenciais, assim tornando os fundos disponíveis para investimento.

Ideias pessoais[editar | editar código-fonte]

O público leigo talvez conheça Fisher mais por sua campanha pela saúde e pela eugenia. Em 1898, ele descobriu ter tuberculose, a doença que matou seu pai. Após três anos em sanatórios, Fisher retornou ao trabalho com ainda mais energia e com uma segunda vocação como um ativista da saúde. Ele defendeu o vegetarianismo e os exercícios físicos, evitando carne vermelha e escrevendo How to Live: Rules for Healthful Living Based on Modern Science, um campeão de vendas nos Estados Unidos.

Em 1912, ele também se tornou um membro do conselho científico da Eugenics Record Office e serviu como secretário da American Eugenics Society.

Fisher também foi um forte crente na hoje ridicularizada pela teoria da "sepse focal" do físico Henry Cotton, que acreditava que os transtornos mentais era atribuídos a materiais infecciosos que residiam nas raízes dos dentes, reentrâncias dos intestinos, e outros lugares no corpo humano, sendo que a remoção cirúrgica desse material infeccioso curaria a desordem mental do paciente. Fisher acreditava nessas teorias tão profundamente que, quando sua filha Margaret Fisher foi diagnosticada com esquizofrenia, ela teve inúmeras seções de seu intestino e seu cólon removidos no hospital do Dr. Cotton, posteriormente resultando na morte de sua filha.[12]

Fisher também foi um defensor fervoroso da proibição do álcool nos Estados Unidos, e escreveu três livros pequenos argumentando que a proibição justificava-se por razões de saúde pública e higiene, bem como de produtividade e eficiência econômica, e deveria portanto ser rigorosamente aplicada pelo governo dos Estados Unidos.[13]

Referências

  1. Debtwatch No. 42: The economic case against Bernanke, 24 de janeiro de 2010, Steve Keen
  2. a b c Out of Keynes's shadow (em inglês), The Economist, 12 de fevereiro de 2009.
  3. (Hirshleifer 1958)
  4. George Stigler, "The Development of Utility Theory. I" (em inglês). The Journal of Political Economy 58, pp. 307-327 (1950).
  5. J. Bradford DeLong, "The Triumph of Monetarism?" (em inglês), Journal of Economic Perspectives, Vol. 14, No. 1 (Winter, 2000), pp. 83-94.
  6. Milton Friedman, Money Mischief: Episodes in Monetary History (em inglês). Houghton Mifflin Harcourt (1994) p. 37. ISBN 0-15-661930-X
  7. OBITUARY RECORD OF GRADUATES DECEASED DURING THE YEAR ENDING JULY 1, 1947 Yale University (1948). Visitado em 20 de abril de 2011.
  8. Shiller, Robert (2011). "The Yale Tradition in Macroeconomics," (pg. 31). Economic Alumni Conference (em inglês).
  9. James Tobin, "Neoclassical Theory in America: J. B. Clark and Fisher" (em inglês) American Economic Review (December 1985) vol 75#6 pp 28-38
  10. Aliprantis, Charalambos D.; Brown, Donald J.; Burkinshaw, Owen. In: Charalambos D.. Existence and optimality of competitive equilibria (em <código de língua não-reconhecido>). 1990 student. ed. Berlin: Springer-Verlag, April-1988. xii+284 pp. ISBN 3-540-52866-0.
  11. Lokken, Lawrence. Taxing USA tomorrow. (Unlimited Savings Allowance Tax) (em <código de língua não-reconhecido>). e-document. ed. Chicago: Amazon.com, October 1, 1998.
  12. Scull, Andrew. Madhouse: A Tragic Tale of Megalomania and Modern Medicine (em inglês). Yale University Press (2005).
  13. Fisher, Irving. Prohibition at Its Worst. New York: Macmillan (1926). Prohibition Still at Its Worst (New York: Alcohol Information Committee, 1928); The Noble Experiment (New York: Alcohol Information Committee, 1930).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Aliprantis, Charalambos D.; Brown, Donald J.; Burkinshaw, Owen. In: Charalambos D.. Existence and optimality of competitive equilibria. 1990 student. ed. Berlin: Springer-Verlag, April-1988. xii+284 pp. ISBN 3-540-52866-0.
  • Gravelle, H., and Rees, R., 2004. Microeconomics, 3rd ed. Pearson Education. Chpt. 11.
  • Jack Hirshleifer, 1958, "The Theory of Optimal Investment Decisions," Journal of Political Economy 66: 329-352.
  • Allen, Robert Loring. Irving Fisher: A Biography (1993) online excerpt
  • Dimand, Robert W. (2003). "Irving Fisher on the International Transmission of Booms and Depressions through Monetary Standards." Journal of Money, Credit & Banking. Vol: 35#1 pp 49+. online edition
  • Dimand, Robert W. (1993)."The Dance of the Dollar: Irving Fisher's Monetary Theory of Economic Fluctuations," History of Economics Review 20:161-172.
  • Dimand, Robert W. (1994)."Irving Fisher's Debt-Deflation Theory of Great Depressions," Review of Social Economy 52:92-107
  • Dimand, Robert W. (1998). "The Fall and Rise of Irving Fisher's Macroeconomics," Journal of the History of Economic Thought 20:191-201.
  • Dimand, Robert W., and Geanakoplos, John. 2005. "Celebrating Irving Fisher: The Legacy of a Great Economist" American Journal of Economics & Sociology, Jan 2005, Vol. 64 Issue 1, pp 3–18
  • Dorfman, Joseph. (1958) The Economic Mind in American Civilization vol 3.
  • Fellner, William, ed. (1967). Ten Economic Studies in the Tradition of Irving Fisher
  • Fisher, Irving Norton, 1956. My Father Irving Fisher.
  • Sasuly, Max, 1947, "Irving Fisher and Social Science," Econometrica 15: 255-78.
  • Joseph Schumpeter, 1951. Ten Great Economists: 222-38.
  • Joseph Schumpeter. 1954 A History of Economic Analysis (1954)
  • Thaler, Richard, 1999, "Irving Fisher: Behavioral Economist," American Economic Review.
  • Tobin, James, 1987, "Fisher, Irving," The New Palgrave: A Dictionary of Economics, Vol. 2: 369-76. Reprinted in American Journal of Economics and Sociology, Jan, 2005, 17 pages.
  • Tobin, James, 1985 "Neoclassical Theory in America: J. B. Clark and Fisher" American Economic Review (Dec 1985) vol 75#6 pp 28–38 in JSTOR
  • Irving Fisher,THE DEBT-DEFLATION THEORY OF GREAT DEPRESSIONS, 1933

Notas[editar | editar código-fonte]

  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em inglês, cujo título é «Irving Fisher».