Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul

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O prédio histórico da Beneficência Portuguesa, hoje sede do MUHM

O Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM) é um museu histórico de Porto Alegre dedicado à preservação de um acervo de documentos, apetrechos médicos e outros objetos relacionados à prática, estudo e evolução das artes médicas no Rio Grande do Sul.

Histórico[editar | editar código-fonte]

O museu nasceu a partir de uma iniciativa do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), que se preocupava com a preservação da história da medicina do estado. Desde 2006 instalado em um prédio na Avenida Ipiranga 3501, já dispunha de um acervo considerável quando transferiu-se em 18 de outubro de 2007 para o prédio histórico do Hospital Beneficência Portuguesa, na Avenida Independência.

A abertura da nova sede do MUHM foi marcada pela mostra Olhares sobre a história da Medicina, enfocando a evolução dos tratamentos de saúde desde os tempos em que a doença era considerada resultado da ação de forças do mal e tratada por feiticeiros e sacerdotes, até uma fase avançada dos estudos anatômicos e fisiológicos, quando se tornou possível a identificação das causas das doenças e revelou-se um novo agente de cura: o médico.

O MUHM tem como objetivos básicos a constituição de acervos, velando por sua conservação, organização e divulgação, além de buscar promover e incentivar a pesquisa sobre a história médica do estado.

Acervo[editar | editar código-fonte]

Modelo de pélvis usada no início do século XX pelo médico Gabriel Schlatter para ensino dos procedimentos necessários na hora do parto.

Sua coleção, que já conta com mais de 9 mil itens, se divide nas seguintes seções:

  • Museológica, com instrumentos médicos, frascos de medicamentos, mobiliário, objetos pessoais de antigos profissionais da saúde, objetos usados no ensino da Medicina, esqueletos, e diveros mais, ilustrando o processo de constituição de disciplinas médicas no estado. Dentre as peças mais interessantes estão uma máscara de Ombredanne, usada para inalação de éter anestésico, e as ventosas sem fogo, empregadas até o século XIX para sugar os humores nocivos do corpo enfermo, dentro da Teoria dos Humores.
  • Arquivística, formada por dois grupos documentais: o primeiro é constituído de 73 Fundos Pessoais Privados de médicos, práticos e memorialistas, que, de alguma forma, estão envolvidos com a história da Medicina gaúcha. O segundo, de três Fundos Institucionais, que são representados pelo Arquivo Permanente do SIMERS e de material da Associação Médica de Alegrete (AMA) e da Associação dos Médicos do Hospital Conceição (AMEHC). Destacam-se, entre a documentação dos Fundos Pessoais Privados, registros do século XIX como o diploma do médico austríaco, ativo no RS, Gabriel Schlatter. Na parte institucional se encontram Atas do Conselho Deliberativo e Boletins do SIMERS, de 1931.
  • Bibliográfica, com livros técnicos, teóricos e didáticos, teses de graduação, catálogos, periódicos, receituários e ensaios, com cerca de 5 mil volumes.

Ainda existem como seções especiais uma Fototeca e uma Audioteca, esta com uma série de depoimentos gravados em vídeo de importantes personalidades da área médica brasileira.

Livro O Novo Methodo de Curar, de M. Platen

Projetos[editar | editar código-fonte]

Foi recentemente assinado um convênio com a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) para a recuperação da documentação histórica do Hospital da Beneficência Portuguesa. Além disso o museu apresentou no Rio de Janeiro o Projeto Acervo: pela recuperação da memória dos Hospitais-colônia, objetivando compilar um banco de dados informatizado e organizar um museu virtual sobre a história da hanseníase no Brasil.

Paralelamente à exposição de seu acervo e aos projetos mencionados, o MUHM oferece palestras sobre vários tópicos relacionados à Medicina e sua história, organiza exposições itinerantes pelo interior do estado e publica um folheto informativo bimensal. O Museu conta também com o apoio da Associação dos Amigos do MUHM, criada em 5 de fevereiro de 2007.

O MUHM oferece Ações Educativas e oficinas para diferentes faixas etárias e projetos como Museu vai à Escola, Museu vai ao Parque e Museu vai até Você. Outra atividade é o Projeto de História Oral Médicos do Rio Grande do Sul: faço parte dessa história, que reúne no site do MUHM e em seu canal no YouTube os vídeos das entrevistas feitas com médicos gaúchos ou atuantes no estado, retomando uma ideia que norteou a criação do museu. O objetivo é a constituição de um acervo de entrevistas audiovisuais que registre a trajetória dos médicos gaúchos. O material coletado servirá como registro e fonte para o estudo da história da Medicina e irá compor o acervo da instituição. O material será editado e apresentado com uma biografia introdutória do entrevistado seguido de um índice de conteúdo e fotografia, podendo ser acompanhado de um memorial (realizado pelo entrevistado) e da transcrição da entrevista. A metodologia utilizada é a história oral temática onde o entrevistado centra sua entrevista no tema pertinente ao projeto, ou seja, sua formação médica e sua atuação profissional. O projeto deverá se constituir em uma atividade periódica do MUHM, ou seja, haverá uma produção contínua de vídeos que serão disponibilizados à medida que as entrevistas forem sendo realizadas e processadas. A seleção dos entrevistados ocorre por meio de um levantamento levando em consideração a trajetória profissional dos selecionados e também por meio de uma campanha junto aos meios de comunicação (VOX, Site, etc.).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]