Ninfídio Sabino

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Caio Ninfídio Sabino ou Nindídio Sabino (3568) foi Prefeito do Pretório (líder da Guarda Pretoriana, a guarda imperial romana) durante o reinado de Nero (54 - 68). Compartilhou o cargo com Caio Ofônio Tigelino, que subsistiu com o seu antecessor, Fênio Rufo. Durante a segunda metade da década de 60, a impopularidade de Nero cresceu tanto entre o povo quanto no exército, dando lugar a uma série de rebeliões que acabaram derrotando-o e que obrigaram a suicidar-se em 68. Ninfídio tomou parte em uma conspiração contra Nero e persuadiu a Guarda Pretoriana para que desertasse, e tratou para que o imperador fosse assassinado por seus próprios soldados.

Vida[editar | editar código-fonte]

O nome de sua mãe era Ninfídia, uma mulher de extrema beleza, filha de Calisto, um liberto de César, e uma costureira contratada.1 Ninfídio dizia ser filho bastardo do imperador Calígula, que havia de fato sido amante da sua mãe,1 porém o caso entre Calígula e Ninfídia havia ocorrido depois do nascimento de Ninfídio, e acreditava-se que ele era filho do gladiador Martiano, com quem Ninfídia teve um caso, motivado pela fama do gladiador, e com quem ele era muito parecido.2

Com o fracasso da conspiração liderada por Caio Calpúrnio Pisão, que tinha por objetivo depôr Nero, as execuções de homens de importantes cargos na administação brindaram oportunidades de muitos romanos da alcançarem posições de poder. Entre os que ascenderam nesta época se encontram Ninfídio Sabino, que ficou no Pretório junto com Tigelino, por causa da morte do seu antecessor, Fênio Rufo.

Ninfídio foi consolidando gradualmente seu poder entre os pretorianos e Galba ganhou sua lealdade ao prometer uma generosa recompensa aos que declarassem ele imperador. As revoltas generalizadas de todos os governantes de províncias iniciadas por Caio Júlio Víndice leveram Nero ao suicídio em 68.

Durante o período de incerteza que se apoderou de Roma entre a morte de Nero e a chegada de Galba à capital do Império, Ninfídio organizou a "demissão" de Tigelino e se proclamou como único comandante das forças pretorianas. Galba sem embargo nomeou um substituto para Tigelino, Cornélio Laco e tomou medidas para eliminar seus possíveis rivais (por exemplo, o assassinato de Clódio Macer na província da África), as quais fizeram Ninfídio sentir medo de ser o próximo assassinado.

Ninfídio decidiu que ele mesmo era o sucessor legítimo de Nero, reivindicação que se apoiava na duvidosa afirmação de que era filho ilegítimo de Calígula. Ele tomou por esposa Sporus, o favorito de Nero, enquanto o corpo de Nero ainda estava queimando, e passou a chamá-lo de Popeia.3

Os pretorianos, temerosos de como seria a reação de Galba, apoiaram o prefeito rebelde, e o assassinaram antes que o novo imperador chegasse a Roma.

A importância de Ninfídio em Roma se deve pelo papel decisivo que desempenhou durante a queda de Nero, e também porque é um dos melhores exemplos de como um homem podia superar as garras da mediocridade de sua linhagem e impulsionou a gestos de grande importância dentro do Império, assim como a enorme importância da lealdade da Guarda Pretoriana durante as rápidas sucessões que apareceram no turbulento Ano dos quatro imperadores.

Referências

  1. a b Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Galba, 9.1 [em linha]
  2. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Galba, 9.2
  3. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Galba, 9.3